[{"jcr:title":"Debate analisou os desafios e o futuro do jornalismo econômico"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Debate analisou os desafios e o futuro do jornalismo econômico","jcr:description":"Encontrou marcou o lançamento do Centro Celso Pinto, que irá promover pesquisas focadas no jornalismo econômico e cobertura de políticas públicas "},{"subtitle":"Encontrou marcou o lançamento do Centro Celso Pinto, que irá promover pesquisas focadas no jornalismo econômico e cobertura de políticas públicas ","author":"Insper","title":"Debate analisou os desafios e o futuro do jornalismo econômico","content":"Encontrou marcou o lançamento do Centro Celso Pinto, que irá promover pesquisas focadas no jornalismo econômico e cobertura de políticas públicas   No último dia 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Insper realizou o debate  Os desafios do jornalismo econômico nesta década  como forma de celebrar o lançamento de seu mais novo Centro de Pesquisa, o  Centro Celso Pinto , dedicado aos estudos sobre jornalismo econômico e cobertura de políticas públicas no Brasil e no mundo.   O debate contou com a participação de Alexa Salomão, editora de Economia da Folha de S.Paulo, Celso Ming, comentarista de Economia do jornal O Estado de S. Paulo, Lucas Amorim, diretor de redação da Exame, Nathalia Arcuri, jornalista e dona do canal Me Poupe!, e Vera Brandimarte, jornalista, consultora e ex-diretora de redação no Valor. A mediação foi feita por Carlos Eduardo Lins da Silva, professor do Insper e coordenador do Centro Celso Pinto.    Na abertura do evento, Claudio Haddad, fundador do Insper e presidente do Conselho Deliberativo, falou sobre a decisão de incluir o jornalismo entre as áreas nas quais a escola produz conhecimento. “Aqui no Insper, nós já temos diversas disciplinas que trazem muitos aspectos do universo jornalístico e, por isso, acreditamos que poderíamos dar uma contribuição boa ao país, incentivando um jornalismo que integre análise de dados e empreendedorismo e que busque sempre mais profundidade.”   Marcos Lisboa, presidente do Insper, ressaltou o que considera um diferencial do Insper, que é sua missão de colaborar com o debate público e formar pessoas com embasamento técnico, sempre em busca da resolução dos problemas. “No caso do jornalismo, o que começou como uma ideia de Pós-graduação acabou representando uma transformação na escola em relação à importância da comunicação e da análise de dados. Temos um projeto grande de transformar todo o ensino do Insper, usando a comunicação para expor da melhor forma o conhecimento produzido.”   Homenagem a Celso Pinto   Ao longo da transmissão, a trajetória do jornalista Celso Pinto foi relembrada por colegas e amigos que conviveram com ele. “Foi uma escolha natural nossa. O nome do Celso veio quase que automaticamente, por unanimidade total. Ele foi um dos maiores jornalistas econômicos que já vi, pioneiro, inspirador e conhecido pelo seu cuidado com a informação, sua partida foi uma perda considerável para todos nós”, disse Claudio Haddad   Considerado um dos jornalistas de economia mais respeitados no Brasil, Celso foi o criador do jornal Valor Econômico. “Estava começando a minha vida no debate público e acompanhei o surgimento do Valor e a transformação que teve para o debate, com suas análises aprofundadas.  É uma grande satisfação poder homenageá-lo”, compartilhou Marcos Lisboa.   No evento, Celso Pinto foi homenageado com um vídeo no qual seus colegas, amigos e familiares celebram sua trajetória.  Assista aqui: O futuro do jornalismo econômico   Em seguida, os convidados iniciaram um debate a respeito dos grandes desafios da cobertura econômica atualmente, partindo de suas experiências em grandes veículos e sites brasileiros para as perspectivas de atuação nos próximos anos. Carlos Eduardo Lins da Silva, mediador do encontro, ressaltou o papel do Insper neste cenário. “Acredito que a melhor coisa que uma instituição de ensino pode fazer para defender a liberdade de imprensa, muito mais do que manifestos ou pronunciamentos políticos, é investir na melhoria da qualidade do jornalismo.”   Ao falar das perspectivas para os próximos dez anos, Alexa Salomão, editora de Economia da Folha de S.Paulo, trouxe uma preocupação sobre a capacidade do jornalismo em ver, entender e traduzir os chamados novos pilares da economia, vindos da revolução tecnológica. “Vai ser preciso treinar, formar, educar uma nova geração de trabalhadores. O papel do estado vai mudar nesse meio tempo, a política pública vai ter que mudar e, na medida em que o jornalismo é também um canal de cobrança, o tipo de debate que nós vamos ter que apresentar vai ser outro.”   Celso Ming, comentarista de Economia do jornal O Estado de S. Paulo, ressaltou que além das rápidas mudanças na economia global, um dos desafios para o jornalismo é ajustar o tom usado para falar com o público. “Como exemplo, temos as canções de ninar. Por mais assustadoras que sejam, fazem a criança dormir por ser cantada no tom correto. A gente, muitas vezes, perde noção de que o mais importante na transmissão da informação e da análise no jornalismo é o tom adequado.”   Outro questionamento foi trazido pelo diretor de redação da Exame, Lucas Amorim. Para ele, a reflexão mais importante a ser feita pelos veículos jornalísticos passa pelo conteúdo produzido, por quem ele é produzido e para quem ele é entregue. “Antes, era muito clara a separação de quem é jornalista e de quem não é jornalista. Agora, é muito difícil entender onde começa e termina a nossa cobertura. Isso porque, no fim das contas, as pessoas que são nossas fontes, o presidente de uma empresa, um economista, o empreendedor, o investidor, pode decidir se vai passar a informação para o jornalista ou se ele vai publicar no seu twitter.”    Jornalista e dona do canal Me Poupe!, Nathalia Arcuri vive cotidianamente a transformação das plataformas jornalísticas na cobertura de temas econômicos. Para ela, por muitas vezes o jornalismo tradicional se prende à questão da audiência, sem refletir sobre como o setor está se comportando neste novo cenário. “Quando a gente tem a inteligência artificial e uma revolução de dados, é importante sair um pouco dessa visão de audiência, apenas reportando aquilo que está ocorrendo, mas também trazer essa transformação de visão pra dentro das redações.”   Ao final, Vera Brandimarte, consultora e ex-diretora de redação no Valor Econômico, falou sobre o desafio de viabilizar o bom jornalismo em meio à dificuldade de obter receitas e com uma estrutura considerada cara. “O jornal é fundamental para os leitores, para a democracia, porque traz diferentes opiniões e é provocador de debates. No entanto, nos últimos vinte anos vemos a queda da receita publicitária. Temos sido criativos para propor novos formatos, mas esse é um problema vivenciado por todos e que precisa ser encarado.”   Debate com o público   Após as falas dos convidados, foi aberto um debate mediado por Carlos Eduardo com a participação dos espectadores. Foram discutidos temas como as formas de financiar o jornalismo no atual cenário, o surgimento de veículos especializados, os conflitos de interesses quando agentes do mercado financeiro se tornam proprietários de veículos jornalísticos, as dificuldades de formar novos jornalistas e como estabelecer uma linguagem acessível sem perder qualidade.    Assista aqui à gravação completa do debate  “Os desafios do jornalismo econômico nesta década” :  "}]