[{"jcr:title":"Com auxílio emergencial, Brasil tem a menor desigualdade da história","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Com auxílio emergencial, Brasil tem a menor desigualdade da história","jcr:description":"Sem o socorro federal, até 21 milhões teriam sido lançados à pobreza durante a pandemia de coronavírus"},{"subtitle":"Sem o socorro federal, até 21 milhões teriam sido lançados à pobreza durante a pandemia de coronavírus","altText":"Imagem mostra celular com aplicativo do Auxílio Emergencial aberto; o aparelho aparece apoiado sobre uma mão de madeira","status":"publish","slug":"com-auxilio-emergencial-brasil-tem-a-menor-desigualdade-da-historia","title":"Com auxílio emergencial, Brasil tem a menor desigualdade da história","content":"O auxílio emergencial , que em 2020 pagou a 38 milhões de famílias até R$ 1.200 por mês para mitigar os [efeitos da pandemia de coronavírus](https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/5-graficos-para-entender-o-impacto-da-covid-19-no-brasil/) , reduziu a desigualdade no Brasil a um nível recorde. Em sua vigência, o programa evitou que até 10% da população (21 milhões de pessoas) passasse a viver na pobreza e chegou perto de erradicar a miséria. Desigualdade, pobreza e miséria voltaram a convergir para a situação anterior à crise sanitária no último trimestre do ano passado, quando o valor dos pagamentos do benefício foi diminuído à metade em meio à retomada parcial da atividade econômica. [Naercio Menezes Filho](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/naercio-menezes-filho/) , Bruno Komatsu e João Rosa, pesquisadores do Insper que realizaram a [ análise ](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2021/02/Policy_Paper_54.pdf) , compuseram dados de pesquisas por amostra domiciliar que o IBGE fazia antes ( [PNAD Contínua](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-e-pobreza/17270-pnad-continua.html) ) e que passou a fazer durante ( [PNAD Covid](https://covid19.ibge.gov.br/pnad-covid/) ) a epidemia de coronavírus. Dessa forma, puderam detectar os impactos da crise na renda e no emprego da mesma amostra populacional. Antes da emergência na saúde, cerca de 12% da população brasileira não tinha renda suficiente para suprir suas necessidades básicas –limiar sob o qual a [literatura especializada](https://www.iets.org.br/spip.php?article406) situa a pobreza. De maio a setembro, na vigência do auxílio de até R$ 1.200 por família para segmentos vulneráveis, a taxa de pobreza caiu para perto de 8%. Na ausência da transferência emergencial –e na hipótese de que as pessoas mantivessem o mesmo comportamento que demostraram com o acesso ao recurso–, a incidência da pobreza no país teria chegado a 18%, calculam os pesquisadores do Insper. Como a taxa real foi dez pontos percentuais menor, o exercício indica que até 21 milhões de brasileiros (10% da população) deixaram de viver na pobreza no período. Os maiores ganhos na renda durante a vigência do auxílio emergencial incidiram sobre estratos mais desprotegidos da sociedade brasileira, entre eles os menos escolarizados e os negros. Neste último grupo, a taxa de pobreza baixou a ponto de tornar-se equiparável à da população branca, alterando momentaneamente uma tendência secular. Em razão dos ganhos mais acentuados para camadas menos favorecidas, o auxílio reduziu a desigualdade da renda familiar per capita, medida pelo índice de Gini , a um nível inédito. Pela primeira vez na história documentada, esse indicador ficou abaixo de 0,50 –sendo 0 a mínima desigualdade teórica e 1 a máxima. O auxílio contribuiu em 86% para essa queda na desigualdade, segundo a análise de Naercio, Bruno e João. Leia o estudo [Reducing Poverty and Inequality during the Coronavirus Outbreak: The Emergency Aid Transfers in Brazil](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2021/02/Policy_Paper_54.pdf)"}]