[{"jcr:title":"Você sabe o que é DevOps? Ele tem tudo a ver com a transformação digital"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Você sabe o que é DevOps? Ele tem tudo a ver com a transformação digital","jcr:description":"A cultura do DevOps ajuda a remover as barreiras entre os times de desenvolvedores e de administração e suporte de sistemas  "},{"subtitle":"A cultura do DevOps ajuda a remover as barreiras entre os times de desenvolvedores e de administração e suporte de sistemas  ","author":"Ernesto Yoshida","title":"Você sabe o que é DevOps? Ele tem tudo a ver com a transformação digital","content":"A cultura do DevOps ajuda a remover as barreiras entre os times de desenvolvedores e de administração e suporte de sistemas, que passam a trabalhar de forma integrada   [Raul Ikeda](https://en2.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/raul-ikeda-gomes-da-silva/)   Até há pouco tempo, os times de desenvolvedores (Dev) e de administração e suporte de sistemas (Ops) trabalhavam em grupos tanto fisicamente como virtualmente separados nas empresas. Frequentemente, devido a interesses antagônicos e, principalmente, à falta de comunicação, os produtos tinham um ciclo de desenvolvimento conturbado. Os desenvolvedores não conseguiam ser mais produtivos por falta de infraestrutura e precisavam cumprir prazos apertados. Já os profissionais de operações, com frequência, recebiam softwares com muitos problemas, o que sobrecarregava o suporte. Tudo isso atrasava bastante o processo de manutenção e atualização de novas funcionalidades nos softwares. Esse muro que havia entre os times de desenvolvedores e de operações começou a ser derrubado com a disseminação da cultura do DevOps — termo proveniente da junção das palavras development (Dev) e operations (Ops). O marco inicial desse conceito foi a palestra “10+ Deploys per Day: Dev and Ops Cooperation at Flickr”, realizada pelos engenheiros de software John Allspaw e Paul Hammond durante uma conferência chamada Velocity, em 2009. Allspaw e Hammond falaram sobre como a cooperação entre os times era crucial para possibilitar a entrega de mais de 10 implementações diárias no Flickr, um site de hospedagem e compartilhamento de imagens. Logo em seguida, o termo DevOps acabaria sendo cunhado pelo consultor Patrick Debois, criador do evento DevOps Days, uma série mundial de conferências técnicas que abordam temas relacionados a desenvolvimento de software, operações de infraestrutura de TI e a interseção entre eles. A ideia principal do DevOps é que todos os membros de diversos times (desenvolvimento, operações, garantia de qualidade, gestão, segurança etc.), independentemente da sua área de atuação, precisam colaborar entre si para que o fluxo de trabalho seja o mais funcional e fluido possível. Isso faz com que toda a equipe seja responsável pelo produto, e não apenas por suas tarefas de forma isolada. A cultura do DevOps, segundo o pesquisador Gene Kim (Puppet Conference, 2012), tem como linha-mestra quatro princípios, que podem ser aplicados em diversas áreas de conhecimento: 1) Entender o fluxo de trabalho ( workflow ); 2) Sempre procurar melhorar o workflow ; 3) Não deixar defeitos seguirem adiante; e 4) Ter um entendimento profundo sobre o produto/sistema. Esses princípios, que seguem a linha de [ desenvolvimento ágil ](https://www.insper.edu.br/noticias/os-cientistas-da-computacao-devem-saber-combinar-agilidade-e-eficacia/) de projetos, se aplicam a todo o time, sejam devs, sejam ops, e todos os membros da equipe são responsáveis pelo produto como um todo. Quando aplicada no processo de desenvolvimento de sistemas, a cultura DevOps, embora muito influenciada pelos princípios de lean manufacturing (manufatura enxuta), tem como foco principal realizar a construção do software ou dos sistemas computacionais de forma impecável, desde a concepção até a implantação e a manutenção. As principais técnicas utilizadas nesse processo envolvem testes unitários e de integração, implantação contínua e monitoramento de métricas, para citar algumas. A cultura do DevOps tem tudo a ver com a transformação digital, que exige agilidade, velocidade e eficiência. Ela é a base da internet escalável moderna e vai ser importante também na implementação da [ tecnologia 5G ](https://www.insper.edu.br/noticias/veloz-e-novos-modelos-de-negocios-o-que-muda-com-a-chegada-da-5g-ao-brasil/) . Isso porque sistemas sem falhas, com alta qualidade e com o processo de desenvolvimento extremamente bem ajustado, permitem ampliar o uso massivo da tecnologia e a base de usuários, os quais demandarão o desenvolvimento de novas funcionalidades de forma ágil. Essa escalabilidade se dá por meio da capacidade de infraestrutura (cloud), que depende muito dos meios de comunicação (internet 5G), e da capacidade de os sistemas responderem rapidamente e suportarem essas cargas sem falhas. Como um círculo virtuoso, bons sistemas aumentam a demanda sobre a infraestrutura, que, por sua vez, exige melhores sistemas. Tecnicamente, não existe um profissional para o “cargo” DevOps, uma vez que se trata de um movimento, e não uma carreira. Contudo, é comum designar vagas como DevOps no sentido de o profissional estar alinhado à cultura e conhecer suas boas práticas e ferramentas, seja de desenvolvimento ou operações, seja de suporte, segurança, gerência ou outras áreas. Um excelente profissional que una todas as características técnicas descritas (desenvolvedor, arquiteto de sistemas e nuvem, administrador de sistemas, analista de qualidade, analista de segurança etc.), porém, é extremamente raro. “Às vezes, é mais fácil achar um unicórnio”, disse o consultor Michael Kavis no livro Architecting the Cloud , de 2014. Tanto as técnicas quanto as principais ferramentas na área de Engenharia de Software, responsável pela criação, desenvolvimento e manutenção de sistemas, serão abordadas no novo curso de [ Ciência da Computação ](https://www.insper.edu.br/graduacao/ciencia-da-computacao/) do Insper, dentro da trilha de Desenvolvimento de Softwares Complexos, ou como eletivas de disciplinas já existentes no curso de [ Engenharia de Computação ](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao/) .   * [ Raul Ikeda ](https://en2.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/raul-ikeda-gomes-da-silva/) é coordenador do curso de Engenharia de Computação do Insper   * [Raul Ikeda](https://en2.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/raul-ikeda-gomes-da-silva/) é coordenador do curso de Engenharia de Computação do Insper  "}]