[{"jcr:title":"Dobrar número de recém-formados eleva PIB de cidades","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Dobrar número de recém-formados eleva PIB de cidades","jcr:description":"Resultado se dá 3 anos após o aumento de graduados no ensino superior"},{"subtitle":"Resultado se dá 3 anos após o aumento de graduados no ensino superior","status":"publish","slug":"dobrar-numero-de-recem-formados-eleva-pib-de-cidades","title":"Dobrar número de recém-formados eleva PIB de cidades","content":"Cidades brasileiras se beneficiaram economicamente com a expansão do número de graduados no ensino superior no início deste século. O ganho no PIB (Produto Interno Bruto) per capita local foi estimado em aproximadamente 0,4% três anos após o número total de recém-formados dobrar. A estimativa foi calculada por pesquisadores do Insper no estudo [“Higher education and GDP per capita in the Brazilian municipalities”](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2020/07/Policy-Paper-48.pdf) (educação superior e PIB per capita nos municípios brasileiros), publicado em julho deste ano. Bruno Komatsu, [Naercio Menezes Filho](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/naercio-menezes-filho/) e Pedro Gandra identificaram o impacto ao analisar dados de 5.559 municípios referentes ao intervalo de 2002 a 2016, em que houve forte avanço na quantidade de formados no ensino superior.   Em seus cálculos, os autores isolaram os efeitos que o crescimento populacional e que as tendências de aumento na demanda por graduados em cada cidade poderiam ter sobre o crescimento do PIB, a fim de distingui-los do impacto gerado pelo maior número de recém-graduados. Eventuais repercussões decorrentes da migração de formados entre municípios não puderam ser apuradas devido à falta de dados sobre esse deslocamento. Os resultados confirmaram o impacto positivo produzido pela maior presença de graduados em uma cidade, sobretudo com a formação de indivíduos nas áreas de ciências sociais , negócios e direito . A hipótese é que os recém-formados elevam a produtividade dos municípios ao aplicar em empresas o conhecimento obtido. Em outros estudos, esse mesmo efeito também foi ligado a fatores como maior disseminação de ideias na sociedade e inovação. O reforço de produtividade, acrescentam os pesquisadores do Insper, estaria associado principalmente à ampliação de formados em instituições particulares, cujos [currículos se concentram mais no desenvolvimento de habilidades exigidas pelo mercado de trabalho](https://www.insper.edu.br/conhecimento/conjuntura-economica/ensino-superior-mercado-trabalho-brasil/) . Verificou-se, ainda, que o ProUni (Programa Universidade para Todos) e a política de [cotas](https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/adocao-de-cotas-nao-afeta-nota-para-ingresso-em-universidades-publicas/) para o ingresso em instituições de ensino superior também contribuem para a alta do PIB municipal, diferentemente do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). A distinção, segundo Menezes Filho, parece refletir as características dessas políticas públicas, pois tanto o ProUni como o sistema de cotas selecionam os melhores candidatos, que apresentam boas notas no Enem e alto aprendizado na faculdade. Com o Fies, porém, essa seleção não ocorre."}]