[{"jcr:title":"Diálogo inclusivo promove ciência na pandemia","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Diálogo inclusivo promove ciência na pandemia","jcr:description":"Tecnocracia e censura aos adversários da racionalidade são caminhos ruins, diz professor"},{"subtitle":"Tecnocracia e censura aos adversários da racionalidade são caminhos ruins, diz professor","status":"publish","slug":"dialogo-inclusivo-promove-ciencia-na-pandemia","title":"Diálogo inclusivo promove ciência na pandemia","content":"CONHECIMENTO| CONTEÚDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19 | [ACESSE A PÁGINA ESPECIAL](https://www.insper.edu.br/coronavirus/conteudo)   Um dos paradoxos nestes dias de alastramento do [novo coronavírus](https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/ampliar-a-restricao-a-circulacao-em-sao-paulo-pouparia-mais-vidas/) diz respeito ao papel da ciência . Por um lado, ocorre uma valorização da sua importância, diante da necessidade de desenvolver melhores formas de prevenir e tratar a [doença](https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/coronavirus-fica-mais-letal-conforme-a-idade-do-infectado/) . Do outro, os seus adversários encontram meios políticos e comunicacionais de propagar falsidades e obscurantismos.   [Charles Kirschbaum](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/charles-kirschbaum/) , professor do Insper, enfrenta a questão em [artigo recentemente publicado na revista Dilemas](https://www.reflexpandemia.org/texto-31) , da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele reflete sobre como as instituições da ciência poderiam estreitar laços com a sociedade, de modo que a construção do conhecimento fosse compartilhada, a desinformação , reduzida, e mais atenção e recursos pudessem ser canalizados ao aprimoramento do desenvolvimento científico no Brasil. O pesquisador descarta dois modelos para essa abordagem. O primeiro, em que o saber científico é estabelecido de cima e os cientistas ocupam os postos mais elevados, repousa sobre uma tautologia: a sociedade democrática que aceita esse regime, por definição, já comunga dos valores da racionalidade e, portanto, não precisa de ninguém que os imponha do alto. No segundo, a tecnocracia, um corpo estável de funcionários do governo absorve o conhecimento dos cientistas e os aplica como política pública ao conjunto dos cidadãos. Essa via de mão única, argumenta Kirschbaum, tende a produzir desconfiança na sociedade, até porque as linhas de ação derivadas de aconselhamento científico carregam a incerteza típica desse conhecimento. Sem participar do processo, parcela da população pode se frustrar com resultados nem sempre alinhados à expectativa e reforçar suas restrições à ciência. O caminho, para o professor, passa pela integração da comunidade de não-especialistas ao desenvolvimento do conhecimento científico e à sua comunicação . Essa confluência pode ser feita em etapas específicas do processo, precisa estar atenta às dificuldades psicológicas da aceitação de informações que se chocam com crenças e não deveria recorrer a práticas como a censura, mesmo contra quem expressa ideias ofensivas à ciência e à racionalidade. | [ACESSE A PÁGINA ESPECIAL](https://www.insper.edu.br/coronavirus/conteudo)"}]