[{"jcr:title":"Adiar conclusão do ciclo básico é melhor opção","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Adiar conclusão do ciclo básico é melhor opção","jcr:description":"Volta às aulas presenciais sem recuperar conteúdo custaria o equivalente a 23% do PIB"},{"subtitle":"Volta às aulas presenciais sem recuperar conteúdo custaria o equivalente a 23% do PIB","status":"publish","slug":"retorno-as-aulas-sem-recuperar-conteudo-perdido","title":"Adiar conclusão do ciclo básico é melhor opção","content":"CONHECIMENTO| CONTEÚDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19 | [ACESSE A PÁGINA ESPECIAL](https://www.insper.edu.br/coronavirus/conteudo)   Enquanto estados e municípios que suspenderam as atividades escolares presenciais para frear o [novo coronavírus](https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/repercussoes-da-pandemia-em-criancas-requerem-atencao/) discutem como reiniciá-las, uma dúvida se impõe: é melhor retomar a instrução perdida, atrasando todo o fluxo em um ano, ou manter o cronograma e, assim, não adiar a entrada no mercado de trabalho de dezenas de milhões de brasileiros? Segundo [Ricardo Paes de Barros](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/ricardo-paes-de-barros/) , professor titular da [cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper](https://www.insper.edu.br/catedras/) , a opção de recomeçar o ano escolar do zero e postergar a entrada no mercado é bem menos danosa. O exercício foi feito por ele em conjunto com a economista Laura Müller Machado, também do Insper, para os níveis fundamental e médio do ensino, que no Brasil congregam 34,9 milhões de estudantes. Em qualquer situação, vai haver prejuízo para essa geração . Se os governantes optarem pela manutenção do fluxo sem uma estratégia eficiente de aceleração do aprendizado, esse contingente perde proficiência, o que implica menos renda ao longo da vida. Por outro lado, caso as autoridades favoreçam a recuperação do conteúdo, a decisão acarretará atraso no início da vida laboral, o que também reduzirá a renda.   A questão passa a ser qual dos prejuízos seria menor. Nas contas dos pesquisadores, o dano cai a um quarto em relação à alternativa se a opção for recuperar o conteúdo adiando a entrada no mercado de trabalho. Nesta hipótese, cada estudante teria perda média de R$ 10 mil, contra R$ 42.500 no caso de avançar-se o ano escolar sem percorrer as matérias previstas. O revés coletivo equivaleria a 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) na primeira alternativa, contra 23% do PIB na segunda.   Paradoxalmente, argumenta o pesquisador, o Brasil pode se beneficiar nesse caso da relativa ineficiência de seu sistema educacional. Em nações cujo desempenho está perto do máximo, a perda devida ao atraso de um ano na entrada no mercado de trabalho é mais difícil de ser compensada uma vez que suas redes de ensino já funcionam com eficiência máxima. Já no caso do Brasil, que não encontra paralelo em ineficiência educacional, se o tempo de parada for aproveitado para aplicar medidas que tornem o sistema mais eficiente na retomada das aulas presenciais, o ganho pode ser relativamente substantivo a ponto de quase compensar o adiamento das atividades de trabalho no restante deste ano.   Correção em 29/6: a perda com entrada no mercado de trabalho adiada por um ano equivale a 5,3% do PIB de 2017, não a 10%, como constava de versão anterior deste texto. | [ACESSE A PÁGINA ESPECIAL](https://www.insper.edu.br/coronavirus/conteudo)"}]