[{"jcr:title":"Socorro federal engorda caixa dos estados em 2020","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Socorro federal engorda caixa dos estados em 2020","jcr:description":"Déficit da União de 12% do PIB ajudou a elevar em 75% o saldo de caixa de governos"},{"subtitle":"Déficit da União de 12% do PIB ajudou a elevar em 75% o saldo de caixa de governos","status":"publish","slug":"socorro-federal-engorda-caixa-dos-estados-em-2020","title":"Socorro federal engorda caixa dos estados em 2020","content":"O [auxílio financeiro emergencial](https://www.insper.edu.br/conhecimento/estrategia-e-gestao/socorro-emergencial-durante-pandemia-tera-partilha-desigual/) do governo federal ao conjunto dos estados foi mais que suficiente para compensar os impactos da pandemia de Covid-19 sobre as receitas e as despesas estaduais. O dinheiro, obtido via expansão recorde do déficit e da dívida da União, melhorou a situação de caixa dos estados na comparação com 2019, quando não havia crise. Nas [ contas ](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2020/12/A-ajuda-federal-aos-estados-em-2020_Marcos-Mendes.pdf) de Marcos Mendes, pesquisador do Insper, consideradas nas demonstrações de janeiro a setembro deste ano as perdas de arrecadação dos estados , de um lado, e as transferências extraordinárias e suspensões de cobranças federais, do outro, o caixa dos tesouros estaduais teve ganho de R$ 57,5 bilhões. Debitando a alta das despesas estaduais, que foi em parte impulsionada pela crise sanitária, o saldo positivo fica em R$ 36,3 bilhões.   O acúmulo impulsionado pelo socorro federal , que também ocorreu no [ âmbito dos municípios](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2020/11/As-finan%C3%A7as-municipais-em-2020_Marcos-Mendes-1.pdf) , contribuiu para a melhora de 75%, na média, do saldo de caixa dos estados, já descontadas as suas obrigações, se comparados os oito primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2019. O indicador para São Paulo, Minas Gerais e Bahia registra incrementos de 23%, 272% e 31%, respectivamente, em relação ao ano passado. Goiás multiplicou por sete seu caixa líquido. Mesmo computadas todas as receitas , ordinárias e extraordinárias, dos estados no ano da pandemia, o resultado é de alta média de 10% (7% acima da inflação), no acumulado de janeiro a agosto em relação a 2019. O desempenho estadual contrasta com o da arrecadação de tributos pela Receita Federal, que [encolheu 10,5%](https://receita.economia.gov.br/dados/receitadata/arrecadacao/relatorios-do-resultado-da-arrecadacao/arrecadacao-2020/agosto2020/analise-mensal-ago-2020.pdf) (13% considerada a inflação) no período. A disponibilidade de caixa não é necessariamente ruim, na avaliação de Mendes. Pode sugerir que os governadores agiram com prudência ao evitar gastar mais diante das incertezas sobre o futuro próximo, que ainda não se dissiparam. Esse colchão de dinheiro também enfraquece, segundo o pesquisador do Insper, os argumentos a favor da extensão do auxílio federal no ano que vem, ainda mais diante de um déficit primário da União recorde, projetado em 12% do PIB, e de um [endividamento federal](https://www.insper.edu.br/conhecimento/conjuntura-economica/gastos-com-a-crise-do-coronavirus-lancam-alerta-fiscal/) que pode rapidamente romper os 100% do PIB (Produto Interno Bruto)."}]