[{"jcr:title":"Crédito do BNDES pode ter papel positivo em atividade inovadora","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:insper-conhecimento"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"typeView":"vertical"},{"jcr:title":"Crédito do BNDES pode ter papel positivo em atividade inovadora","jcr:description":"Quanto mais um setor depende de crédito, maior é o peso do banco no teor de P&D"},{"subtitle":"Quanto mais um setor depende de crédito, maior é o peso do banco no teor de P&D","status":"publish","slug":"credito-do-bndes-pode-ter-papel-positivo-em-atividade-inovadora","title":"Crédito do BNDES pode ter papel positivo em atividade inovadora","content":"A atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresenta uma maior correlação com a intensidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em setores da indústria que dependem de empréstimos de terceiros. O fato indica que a instituição estatal de fomento desempenha papel importante no estímulo às atividades de P&D no Brasil. Os professores do Insper  [Eduardo Correia de Souza](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/eduardo-correia/)  e [Priscila Fernandes Ribeiro](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/priscila-fernandes-ribeiro/)  e o alumnus do [mestrado profissional em economia](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/mestrado/economia/) Eduardo Souza Mattos trabalharam com dados do IBGE sobre inovação e atividade industrial, além de informações do próprio BNDES, para responder à hipótese de que empréstimos do banco suprem carências do mercado de crédito quando se trata dos investimentos das empresas em pesquisa e desenvolvimento. O [estudo](http://www.revistas.usp.br/ee/article/view/158274/165874) [](http://www.revistas.usp.br/ee/article/view/158274/165874) , publicado na revista Estudos Econômicos, abrange o período que vai de 1998 a 2014.   Firmas inovadoras com baixa capacidade de se autofinanciar teriam dificuldade de prosperar quando os agentes habituais do mercado financeiro são avessos a tomar riscos .  Entre os fatores que atravancariam o acesso dessas empresas ao crédito estão a na tureza arriscada dos projetos  de P&D, a falta de  garantias  tangíveis  para empréstimos e o interesse delas em preservar segredos de produção .     Nesse ambiente, a atuação do banco de fomento compensaria o impulso que falta dos demais operadores de empréstimos . Para avaliar a dependência de crédito externo por setor, os pesquisadores recorreram a três indicadores diferentes: a razão entre gasto com investimento e fluxo de caixa livre; o capital físico por trabalhador; e a razão entre receita líquida de vendas e valor da transformação industrial. O valor da transformação industrial também baliza a medida de intensidade de P&D, a variável de interesse na investigação. Quanto maior a fatia destas despesas em relação ao produto adicionado, maior o “teor inovador”. Ao fim, a questão era verificar se a interação entre os desembolsos do BNDES e os setores dependentes de capital externo impactava positivamente a intensidade de P&D, hipótese satisfeita no modelo econométrico. Como a pesquisa não foi feita no nível das firmas individuais, mas no de setores industriais, não é possível saber ao certo se o efeito setorial médio encobre uma realidade em que empresas que mais receberam crédito do BNDES podem ser as mesmas que figuram entre as que menos investiram em pesquisa e desenvolvimento. Leia o estudo [Crédito do BNDES, dependência de finança externa e intensidade de P&D nos setores da indústria brasileira (1998-2014)](http://www.revistas.usp.br/ee/article/view/158274/165874)  "}]