[{"jcr:title":"Grupos desenvolvem projetos de inovação social na comunidade de Paraisópolis"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Grupos desenvolvem projetos de inovação social na comunidade de Paraisópolis","jcr:description":"Apresentação final dos trabalhos da disciplina eletiva Design em Contextos Sociais evidencia empenho dos alunos em identificar problemas e estruturar soluções de impacto"},{"subtitle":"Apresentação final dos trabalhos da disciplina eletiva Design em Contextos Sociais evidencia empenho dos alunos em identificar problemas e estruturar soluções de impacto","author":"Elaine","title":"Grupos desenvolvem projetos de inovação social na comunidade de Paraisópolis","content":"Apresentação final dos trabalhos da disciplina eletiva Design em Contextos Sociai s evidencia empenho dos alunos em identificar problemas e estruturar soluções de impacto No dia 26 de julho, os 57 alunos participantes da disciplina eletiva Design em Contextos Sociais foram até o Centro Educacional Unificado (CEU) Paraisópolis realizar a apresentação final de seus trabalhos, que tiveram a comunidade de Paraisópolis como foco dos estudos. Na atividade de conclusão do curso, os oito grupos, compostos por alunos do Insper, Albert Einstein, FGV, Unicamp, USP, Instituto Mauá, UFPR e da comunidade de Paraisópolis, apresentaram as soluções construídas após pesquisas de campo e utilização de métodos de Design Thinking para identificar os problemas prioritários da comunidade e da realização de atividades multidisciplinares envolvendo a ideação, prototipagem e teste dos projetos. As apresentações foram avaliadas por sete jurados da área de inovação social e representantes de fundos de investimento de impacto. “Os alunos trabalharam incrivelmente bem em grupo. O aprendizado não foi só técnico, eles se desenvolveram muito em competências socioemocionais. Espero, como disse a eles em sala de aula, que mais do que desenvolver o melhor projeto do mundo, eles terminem a disciplina plenamente desconfortáveis. A ideia é estourar bolhas socioeconômicas, criar senso de coletividade e entender melhor as dinâmicas de poder”, conta Juliana Mitkieiwicz, professora do Insper. As soluções propostas pelos grupos abordaram seis temas: lixo, empregabilidade, educação, comunicação entre entidades civis, empoderamento feminino e conscientização ambiental. O entusiasmo dos grupos em demonstrar seus projetos, aos poucos, foi dando lugar à expectativa da avaliação dos jurados, que elegeram os três primeiros colocados. A espera pela decisão foi animada pela apresentação do Grupo de Maracatu do Pró-Saber SP e com uma versão da música Anna Júlia , dos Los Hermanos, apresentada por Acácio Reis, aluno de música residente de Paraisópolis, e Julie Deburck, aluna de medicina do Albert Einstein.  A nova letra da canção contou todo o processo de trabalho durante o curso e prestou homenagem aos professores do Insper Juliana Mitkieiwicz e Victor Macul. A emoção tomou conta de todos os alunos, que subiram ao palco para compartilhar a celebração. Os vencedores – O momento da premiação revelou o grupo vencedor: o Gincana Empática . A partir da percepção da necessidade de promover conscientização ambiental, os alunos desenvolveram uma proposta de realização de atividades com estudantes de Ensino Médio da rede pública. As ações consistem em doação de sangue, com o objetivo de trabalhar o tema do lixo hospitalar e do perigo do descarte de objetos perfurantes, arte com lixo, produção audiovisual na cooperativa de reciclagem e “um dia de catador”, onde os estudantes seriam levados a experienciar um dia na vida de um trabalhador do sistema de coleta e descarte de lixo. O grupo ainda propôs recompensas para estimular a participação dos estudantes do Ensino Médio, como apresentações musicais, oficina de grafite, workshop de edição de vídeo com Kondzilla e o prêmio master: a apresentação de case de sucesso no Crie o Impossível , evento que reunirá 5 mil alunos de escolas públicas no estádio do Mineirão para viverem uma experiência de imersão em conteúdo de alto impacto inspiracional. O integrante do grupo vencedor, Eduardo Draghe, concluiu a graduação em Administração no Insper no último mês de junho e cursou Design em Contextos Sociais como sua última eletiva. Ele ressalta a felicidade em ter o trabalho do grupo reconhecido, principalmente após a superação do desafio do protótipo de um novo tipo de lixeira não ter agradado tanto os coletores e moradores de Paraisópolis, como o próprio grupo. “Começamos a fazer um novo brainstorm e realmente entendemos a parte da empatia, e que isso poderia mudar, no longo prazo, a mentalidade das pessoas. Fiquei muito feliz por dois lados: primeiro por entender que os problemas não são tão fáceis como pensamos, então saber estruturar uma solução será um aprendizado para minha vida. E, em segundo, ver nosso projeto ser levado em consideração por todos os jurados é um reconhecimento que nossa ideia pode ser um sucesso”, conta Eduardo. Para Paulina Achurra, professora do Insper e integrante do corpo de jurados, foi visível nas apresentações o envolvimento pessoal e profissional de todos os participantes. “Todos os grupos merecem ser parabenizados pelas iniciativas propostas”, ressalta. Sobre a disciplina Design em Contextos Sociais Criada no ano passado após a aplicação da vice-presidente da Graduação do Insper, Carolina da Costa, a uma grant do MIT, a disciplina nasceu com o nome Engenharia da Transformação e teve o seu nome alterado para Design em Contextos Sociais após um brainstorm com alunos participantes da última edição e com os interessados em participar neste ano. Ela ainda deixou de acontecer durante o semestre letivo para ser realizada no período de férias. “Esse foi o primeiro modelo de disciplina de férias do Insper e deu muito certo!”, ressalta Juliana. “No processo, entendemos que a palavra ‘engenharia’ reduzia o interesse de alunos de outras graduações. Trazê-la nas férias também permitiria uma dedicação ainda maior dos estudantes às pesquisas de campo”, observa a professora. Além disso, uma outra modificação da disciplina neste ano foi a inclusão de alunos de outras universidades e da própria comunidade. “O Design em Contextos Sociais é uma disciplina que aprofunda a investigação, discussão e vivência em equipe através do entendimento de contextos de complexidade social para análise e resolução de problemas. Além da criação de um espaço seguro de discussão sobre as experiências de transformação e inclusão, a disciplina tem viés prático sustentado por um processo de design para inovação social”, completa.  "}]