[{"jcr:title":"Insper Agro Global debate expansão agropecuária e preservação ambiental"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Insper Agro Global debate expansão agropecuária e preservação ambiental","jcr:description":"Encontro abordou temas como a relação entre desmatamento e questões socioeconômicas, a percepção do país no exterior e os desafios para o futuro"},{"subtitle":"Encontro abordou temas como a relação entre desmatamento e questões socioeconômicas, a percepção do país no exterior e os desafios para o futuro","author":"Elaine","title":"Insper Agro Global debate expansão agropecuária e preservação ambiental","content":"Encontro abordou temas como a relação entre desmatamento e questões socioeconômicas , a percepção do país no exterior e os desafios para o futuro No dia 4 de novembro, o Insper Agro Global promoveu debate sobre os desafios relacionados à expansão agropecuária e à preservação ambiental tanto no Brasil como no exterior. “Este evento inicia o ciclo de debates proposto pelo Insper Agro Global e aborda temas atuais relevantes deste setor. A expansão agropecuária e a preservação do meio ambiente são assuntos que precisam conviver de forma pacífica e construtiva, especialmente em nosso país, que é gigante nas duas áreas”, disse Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global. O evento contou com a participação de Marcello Britto, Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Tasso Azevedo, Coordenador do projeto de mapeamento da cobertura e uso do solo (MapBiomas) do Observatório do Clima, Luiz Fernando Amaral, Diretor de Soluções Globais para Commodities e Finanças do World Resources Institute (WRI), e Marcos Jank, Coordenador do Insper Agro Global, em um debate mediado por Priscila Borin Claro, professora do Insper. Desmatamento e questões socioeconômicas “Hoje, estamos próximos a uma perda de 20% da cobertura florestal da Amazônia. Não há precedente de perda tão rápida de área florestal. Dessa área, 63% corresponde a pasto de baixa produtividade e 23% está abandonada. A atividade produtiva real representa apenas 14%”, explicou Tasso Azevedo, que ressaltou a importância de se repensar a forma como é tratado esse bioma. A necessidade de novas abordagens para o uso da terra no Brasil e a relevância das questões sociais ligadas a esse tema foram ressaltadas por Marcello Brito. “Não conheço nenhuma empresa do Agro que não tenha obtido sucesso ao apostar em produção sustentável e estreitar relações com organizações da sociedade civil”, disse Marcelo. Priscila Claro abordou o dever do trabalho em conjunto entre o setor privado, público, organizações da sociedade civil e consumidores em busca de soluções para garantir o desenvolvimento sustentável do setor. “Temos casos em nosso país de ganhos de produtividade expressivos aliados à redução do desmatamento que se devem à aplicação de tecnologias e cooperação entre diferentes esferas.” Já Marcos Jank destacou os desafios de ordenamento e gestão do território de formas mais inteligentes, em um cenário histórico de ocupação caótica do espaço como o ocorrido no Brasil. Também chamou a atenção para a precariedade, em nosso país, do combate ao desmatamento ilegal. “Essa é uma grande necessidade e tanto o setor público como o privado ainda não conseguiram focar e combater esse problema.” Percepção A rápida produção e disseminação de informações, para Luiz Fernando Amaral, aliada à falta de abordagens mais coerentes na mídia, ajudou a aumentar a percepção negativa do país em relação aos recentes casos de queimadas e desmatamentos. “Esse problema, porém, não é exclusividade brasileira. Não somos mais vistos como exemplo para o mundo, mas não estamos sozinhos neste posto como foi até 2005.” “A falta de sensação de governança contribui para a percepção de que o país não é referência no combate ao desmatamento”, completou Tasso. Ainda sobre o tema, Marcello Britto ressaltou a perda gradativa do protagonismo nacional na área ambiental desde a Eco 92. “Fica a pergunta: qual o planejamento estratégico do Brasil para os próximos anos?”. Debate O evento foi finalizado com uma seção de perguntas e respostas na qual os participantes debateram sobre questões como o uso da água para irrigação no Brasil; a possibilidade de crescente descommoditização dos mercados agrícolas em função de maior segmentação e digitalização das necessidades, aproximando produtores e consumidores; o espaço futuro para pequenos produtores; a regulamentação de defensivos agrícolas; a criação de instrumentos de mercado para remunerar a preservação no Brasil; e o desperdício na produção e consumo de alimentos. Para saber mais, veja a [íntegra do evento](https://livestream.com/insper/agroinsper-agropecuaria) :"}]