[{"jcr:title":"Especialistas debatem os desafios da governança nas empresas familiares"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Especialistas debatem os desafios da governança nas empresas familiares","jcr:description":"Transparência e profissionalização da gestão são aspectos apontados como essenciais"},{"subtitle":"Transparência e profissionalização da gestão são aspectos apontados como essenciais","author":"Insper","title":"Especialistas debatem os desafios da governança nas empresas familiares","content":"A Governança Corporativa é bastante discutida em relação às empresas de capital aberto e estatais, mas ainda pouco aplicada no âmbito das empresas familiares, que representam uma importante parcela dos negócios brasileiros. Pois são essas as empresas mais impactadas pelo tema, principalmente no momento da entrada de membros mais novos da família ao negócio e na sucessão de comando. O assunto foi debatido no evento [A Governança Corporativa como Ela É: Práticas das Empresas Familiares no Brasil](https://livestream.com/insper/governanca-corporativa) , realizado pelo Núcleo de Empresas Familiares do Insper, com abertura de Marcos Lisboa, presidente da escola, e participação de Fernando Curado e Tiago Penido, da F. Curado Consultoria, e Aline Porto, sócia da Banyan Global, assessoria internacional especializada em empresas familiares. “Governança corporativa é um desafio permanente para as empresas. Hoje, a prática melhorou bastante, sendo feita de forma mais adequada, sem engessar as companhias ou frear seu crescimento. No entanto, pouco ainda é falado sobre a governança nas empresas familiares, que enfrentam desafios ainda maiores para aplicar as boas práticas de gestão na administração”, avalia Lisboa”. A forma como as empresas familiares são dirigidas e controladas são diretamente impactadas pelas relações entre os integrantes da família que trabalham no negócio, pela confusão patrimonial e financeira sobre o que é da empresa e o que é particular e na interferência dos sócios na administração do negócio. “Nas empresas que têm boa governança, as despesas da família nada têm a ver com as da empresa. Família é família, negócio é negócio. Esse é o primeiro passo da governança nas empresas familiares”, exemplifica Curado. Para os especialistas, inserir os herdeiros na gestão dos negócios desde o início também é importante, mostrando não apenas a parte positiva, mas também as dificuldades e problemas. “Hoje há a ideia de que os novos líderes já chegam mais bem preparados para administrar as empresas. Mas na realidade, o que vemos bastante são crianças de 40 anos muito bem protegida pelos pais, o que acaba impactando negativamente a condução dos negócios”, alerta Penido. “Mas esse engajamento deve ser feito na medida certa, a empresa da família também não deve ser vista como um fardo para os herdeiros, o que pode acabar afastando-os de querer assumir os negócios. É importante fazer uma balança do bom e do ruim”, pontua Porto. Para Curado, a governança muda a cultura da empresa e da família. “A transparência na gestão familiar é muito importante e, com governança, traz mais transparência também para as relações entre os herdeiros”, conclui."}]