[{"jcr:title":"Poupança é o investimento preferido entre os brasileiros"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Poupança é o investimento preferido entre os brasileiros","jcr:description":"Falta de educação financeira é empecilho para diversificar aplicações"},{"subtitle":"Falta de educação financeira é empecilho para diversificar aplicações","author":"Insper","title":"Poupança é o investimento preferido entre os brasileiros","content":"A poupança é a forma de poupar preferida dos brasileiros. Entre os que têm algum tipo de investimento, 89% aplicam na caderneta de poupança, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A aplicação é tão popular, que tem até data especial, em 31 de outubro é comemorado o Dia da Poupança. “A poupança é uma aplicação simples, com baixo custo de entrada, sem incidência de impostos e com influência familiar, por isso é tão popular entre os brasileiros”, destaca Ricardo Rocha, professor de Finanças do Insper. A principal desvantagem do investimento está na taxa de remuneração, que é baixa e fixa, não acompanhando a taxa básica de juros. Isso significa que quando a rentabilidade está abaixo da inflação, reduz o poder de compra do investidor a longo prazo. As principais razões que levam à população a poupar estão guardar dinheiro para a compra de um sonho mais caro, como a casa própria, e ter uma reserva para emergências. No entanto, o ato de poupar ainda não está enraizado na cultura dos brasileiros, apenas 42% têm algum dinheiro guardado e a principal razão destacada é a falta de recursos. Para se ter uma relação mais saudável com o dinheiro é preciso que a educação financeira esteja mais presente no dia a dia da população, começando com medidas simples, como guardar e só então comprar, em vez de optar pelo parcelamento, por exemplo, e guardar de 10% a 20% da renda. “É importante entender que há um ciclo entre o que se ganha e as nossas vontades de consumo, aprendendo a priorizar o que é importante. Isso deve começar na infância, mas como um processo de conscientização e não de imposição, para que haja uma relação saudável com o dinheiro”, explica Rocha. Para o professor, falta de conhecimento, dificuldade de entendimento, pouco conhecimento sobre riscos e o baixo grau de instrução em finanças pessoais são alguns dos motivos pelos quais os brasileiros não diversificam os investimentos e acabam não aplicando em fundos de renda fixa ou na Bolsa de Valores. “Falta base para entender os principais termos e mecanismos de aplicação, como compreensão sobre o que é taxa de juros e os riscos envolvidos em qualquer investimento. A sociedade precisa ser educada financeiramente”, conclui Rocha."}]