[{"jcr:title":"O futuro da educação na era da inteligência artificial","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação"},{"richText":"Em Masterclass do Insper, especialistas debateram caminhos para integrar tecnologia e humanização no ensino","authorDate":"22/10/2024 17h23","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:tecnologia","title":"O futuro da educação na era da inteligência artificial","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"variant":"youtube","youtubeVideo":"https://www.youtube.com/watch?v=AwmUe8bfEHI&t=2188s"},{"text":"  Em mais uma  [Masterclass](https://www.youtube.com/watch?v=AwmUe8bfEHI&t=2188s)  da série realizada pelo Insper sobre inteligência artificial, especialistas se reuniram para discutir o futuro dessa tecnologia na educação. O evento contou com a participação de Christian Coelho, CEO do Grupo Rabbit, Fábio de Miranda, professor e coordenador do curso de Ciência da Computação do Insper, e Marcelo Orticelli, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional do Insper. A conversa foi mediada por Tadeu da Ponte, coordenador do Admissions Office do Insper.   A discussão abordou desde as aplicações práticas da IA até os desafios que ela representa para professores e líderes educacionais. Marcelo Orticelli trouxe uma visão estratégica sobre o papel da liderança nas instituições de ensino. Para ele, a IA não substituirá o professor, mas ajudará a reconfigurar seu papel. “A principal missão de um líder é potencializar as competências e a capacidade de realização da sua equipe”, afirmou Orticelli, ressaltando que o uso da tecnologia deve servir para ampliar as capacidades humanas, não para reduzi-las.   Christian Coelho compartilhou insights sobre a realidade das escolas particulares na implementação da IA. Ele apontou que ainda existe resistência a novas tecnologias, muitas vezes devido ao desconhecimento ou ao medo dos possíveis impactos. Coelho observou que muitos educadores temem que a IA substitua seu papel ou reduza a criatividade dos alunos, mas ele vê o oposto: “Na verdade, a IA vai possibilitar que professor faça o que ele tem de melhor”, argumentou, apontando que a tecnologia pode liberar o docente de tarefas repetitivas para que ele se concentre no desenvolvimento de competências mais complexas, como o pensamento crítico.   Fábio de Miranda destacou que a IA está começando a ser implementada de maneira mais prática nas salas de aula. Um exemplo é o uso de ferramentas de monitoramento do desempenho dos alunos nas disciplinas do curso de Ciência da Computação do Insper. Essas ferramentas utilizam IA para acompanhar o progresso dos alunos e fornecer aos professores um resumo das contribuições individuais em trabalhos de grupo. “Criamos uma ferramenta para facilitar ao professor entender o que cada aluno está fazendo”, explicou Miranda, destacando o valor dessa tecnologia no suporte ao acompanhamento detalhado dos alunos.   Um tema recorrente no debate foi o medo de que a IA possa substituir os professores. Tadeu da Ponte lembrou que, em vez de enxergar a IA como uma ameaça, as instituições deveriam usá-la para melhorar a experiência educacional tanto para alunos quanto para educadores.  Ele destacou a importância de fomentar a curiosidade nos alunos e incentivá-los a fazer perguntas. “O aprendizado se dá na sala de aula se o aluno está pensando, não o professor”, afirmou Tadeu, reforçando a ideia de que a tecnologia deve ser vista como uma aliada no processo educacional.   O impacto emocional da IA no processo de ensino também foi um ponto importante do bate-papo. Coelho observou que, com o avanço da tecnologia, questões emocionais estão ganhando mais espaço no ambiente escolar, e os professores estão cada vez mais atuando como figuras de apoio emocional para os alunos. Essa mudança de papel destaca a necessidade de uma abordagem holística na integração da IA na educação, que leve em conta não apenas os aspectos acadêmicos, mas também o bem-estar emocional dos estudantes.   Os participantes concordaram que a IA oferece grandes oportunidades para a educação, mas também traz desafios significativos. Uma preocupação constante foi o risco de um uso superficial da tecnologia. Tadeu enfatizou a importância de as escolas não adotarem a IA apenas como uma tendência passageira, mas buscarem maneiras de garantir que a tecnologia seja usada para enriquecer genuinamente a aprendizagem.   Orticelli ponderou sobre a importância de manter o foco na missão educacional, independentemente dos avanços tecnológicos. Ele lembrou aos participantes que, apesar da evolução constante da tecnologia, a essência do trabalho educacional permanece a mesma: “Nós somos sempre pessoas servindo pessoas”, lembrou, ao enfatizar que a educação não deve perder de vista o propósito essencial de desenvolver seres humanos.   A Masterclass também abordou questões práticas de implementação da IA nas escolas. Os participantes discutiram se seria mais eficaz introduzir a IA como uma disciplina específica ou integrá-la de forma transversal no currículo. Essa questão levantou debates sobre a preparação dos educadores para utilizar as ferramentas de IA e a necessidade de repensar as metodologias de ensino e avaliação.   Outro aspecto explorado foi o potencial da IA para reduzir as desigualdades de aprendizagem. Os participantes da Masterclass sugeriram que, com o uso adequado da tecnologia, seria possível oferecer um ensino mais personalizado, detectando precocemente dificuldades de aprendizagem e adaptando o conteúdo às necessidades individuais de cada aluno. No entanto, também foi levantada a preocupação de que, se não for bem implementada, a IA poderia aumentar as disparidades existentes.   Em síntese, a Masterclass promovida pelo Insper ofereceu uma visão multifacetada e rica sobre o papel da IA na educação. Os participantes concordaram que, embora a IA apresente desafios relevantes, também oferece oportunidades sem precedentes para melhorar a qualidade e a acessibilidade da educação. A chave para o sucesso, segundo os especialistas, está em uma abordagem equilibrada que aproveite os benefícios da IA sem perder de vista os aspectos humanos e éticos da educação."},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"}]