[{"jcr:title":"Insper participa de rede internacional de inovação com universidade da Irlanda","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","cq:tags_4":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional"},{"richText":"Com apoio do Women in Action, estudantes integraram equipes multiculturais do programa SUGAR em desafios ligados à mobilidade urbana e à área da saúde","authorDate":"16/04/2026 10h14","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","title":"Insper participa de rede internacional de inovação com universidade da Irlanda","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O Insper participa novamente, neste ano, da SUGAR Network, rede internacional de inovação acadêmica que conecta universidades, estudantes e organizações para o desenvolvimento de soluções voltadas a problemas reais. Depois da  [primeira experiência](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/tecnologia/alunas-do-insper-participam-de-projeto-internacional-na-california)  em 2025, a escola passou a integrar dois projetos, ambos realizados em parceria com a Trinity College Dublin, na Irlanda, reunindo estudantes do Insper, da Universidade de São Paulo (USP) e da universidade irlandesa. A participação das estudantes do Insper foi viabilizada com apoio do  [Women in Action](https://www.insper.edu.br/pt/hub/women-in-action) , programa voltado ao empoderamento feminino e à ampliação da presença de mulheres em áreas como tecnologia, inovação e negócios. A iniciativa contou com a atuação dos professores Maria Alice Gonzales, Luiz Fernando Durão e Filipi Tieppo, além do envolvimento do professor Mauricio Bouskela. Ao todo, quatro estudantes do Insper participaram da edição deste ano, divididos em duas equipes. Um dos grupos trabalhou em um desafio ligado à logística de grandes multidões em eventos, considerando impactos sobre circulação de pessoas, trânsito e estacionamentos. O outro se dedicou a um projeto desenvolvido com a Johnson & Johnson. A sigla SUGAR significa Stanford University Global Alliance for Redesign. Criada em 2011, a rede nasceu inspirada em uma disciplina oferecida pela Universidade Stanford e hoje atua de forma independente, promovendo projetos interdisciplinares e multiculturais ao longo de um ano letivo. Troca acadêmica e cultural Segundo Maria Alice, um dos principais diferenciais do programa é colocar os estudantes diante de problemas concretos, com interlocutores reais e prazos curtos para testar e validar ideias. Os trabalhos começaram em outubro de 2025, com reuniões online, e ganharam uma etapa presencial em janeiro de 2026, quando os estudantes brasileiros viajaram para Dublin. Em março, os alunos irlandeses vieram a São Paulo para dar continuidade ao desenvolvimento das propostas. No projeto ligado à mobilidade, denominado ClearWay, participaram Laura Tovo, do 8º semestre de Engenharia Mecatrônica, e Lara Christine Vasconcelos, do 5º período de Engenharia de Computação. Para Laura, o contato com outra cultura universitária foi um dos pontos mais marcantes da experiência. “Entrar em contato com o pensamento universitário da Irlanda colocou em perspectiva o que é o meu curso no Brasil, como nós prototipamos as coisas e como eles prototipam lá”, afirma. Ela também destaca que a convivência extrapolou o trabalho acadêmico: “Hoje, os alunos da Irlanda são grandes amigos meus.” Lara ressalta sobretudo a imersão cultural proporcionada pela viagem. “Quando nós os visitamos, pudemos ter uma visão mais irlandesa”, diz. “Eles também nos levaram a lugares frequentados pelos moradores, e pudemos ter uma visão do dia a dia local, e não apenas de turistas.” Segundo ela, o convívio próximo ajudou a compreender hábitos e formas de interação bastante diferentes das brasileiras. No plano acadêmico, Laura chama atenção para a metodologia do programa, que estimula os grupos a imaginar soluções ousadas antes de refiná-las em propostas mais viáveis. “A nossa grande questão era entender como fazer com que as pessoas se engajem nessa organização de eventos e consigam melhorar o fluxo de trânsito, tanto em estacionamentos quanto ao redor dos eventos”, resume. Lara, por sua vez, destaca o desafio de construir consensos em uma equipe numerosa, multicultural e em outro idioma. “Havia muita gente envolvida no projeto, então era difícil alinhar as ideias de todas as pessoas para chegar a um produto final”, afirma. “Além de sermos muitas pessoas, ainda precisávamos debater em inglês.” Saúde e análise de dados Na equipe que trabalhou com a Johnson & Johnson, participaram Juliana Parraga, aluna do Master in Business Management (MBM) do Insper, e Yamandú Germano Cavalcanti, da graduação em Engenharia de Computação. Juliana foi a única aluna da pós-graduação do Insper a participar do programa neste ano. Segundo Juliana, a equipe passou primeiro por uma etapa intensa de pesquisa para entender melhor o mercado farmacêutico e o funcionamento da empresa. “No início, o objetivo era entender o mercado, principalmente o farmacêutico, que para a maioria das pessoas do time era desconhecido”, afirma. A partir daí, o grupo começou a desenhar soluções para melhorar a metodologia de coleta e análise desses dados. Para Juliana, a experiência teve valor especial por permitir uma aplicação prática dos conteúdos do curso e também por ampliar seu repertório profissional. “Como sou do MBM, sentia que queria fazer algo mais prático e aproveitar tudo o que o Insper oferecia”, diz. Ela também vê conexões diretas entre o projeto e sua atuação na área de dados. “Um dos motivos de eu ter gostado tanto de ter entrado nesse projeto foi poder ver como outras empresas trabalham com esse tipo de informação”, afirma. Mulheres em destaque A dimensão de gênero aparece de formas diferentes nos depoimentos das estudantes. Laura observa que o impacto do programa não está somente no tema do projeto, mas na abertura de espaço para que mulheres ocupem ambientes ainda fortemente masculinos. “No grupo com quem trabalhamos na Irlanda, todos os colegas do projeto eram homens. Por isso, existe uma grande chance de que, sem o Women in Action, não houvesse nenhuma mulher participando nessa iniciativa”, afirma. Lara relaciona a importância da iniciativa à própria vivência em um curso majoritariamente masculino. Ela conta que, em alguns momentos da graduação, sentiu que precisava se esforçar mais para ser ouvida. “Às vezes, sinto que minha opinião é um pouco mais difícil de ser levada em conta”, diz. “Parece que eu preciso me esforçar um pouco mais para fazer minha voz ser ouvida.” Nos relatos de Laura, Lara e Juliana, a participação no SUGAR aparece não apenas como uma atividade acadêmica internacional, mas como uma vivência capaz de ampliar repertório, fortalecer a confiança e aproximar os estudantes de desafios reais em um ambiente global de inovação."},{"jcr:title":"Equipe ClearWay visita ao centro de controle de trânsito de Dublin","fileName":"Equipe Clearway visita ao centro de controle de trânsito de Dublin.jpeg","alt":"Equipe ClearWay visita ao centro de controle de trânsito de Dublin"}]