[{"jcr:title":"Estudantes de Ciência da Computação do Insper vencem hackathon da Brex","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia"},{"richText":"Na maratona de programação, realizada em São Paulo, o grupo cumpriu o desafio de desenvolver um sistema de monitoramento de despesas para startups","authorDate":"02/12/2025 18h46","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","title":"Estudantes de Ciência da Computação do Insper vencem hackathon da Brex","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Rafaela, Laura, Esther e João Alfredo","fileName":"Rafaela, Laura, Esther e João Alfredo.png","alt":"Rafaela, Laura, Esther e João Alfredo"},{"text":"Um grupo de estudantes de  [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/ciencia-da-computacao)  do Insper ganhou o primeiro prêmio do Brex Challenge 2025, a maratona de programação organizada pela fintech Brex, empresa fundada por brasileiros e avaliada em 3,4 bilhões de dólares pela revista  Forbes . Esther Caroline Cunha Rodrigues, Laura Pontiroli Machado e Rafaela Afférri de Oliveira, do sexto semestre, e João Alfredo Cardoso Lamy, do oitavo, participaram da competição em novembro, em São Paulo. Para o professor Fabio de Miranda, coordenador da graduação em Ciência da Computação do Insper, o primeiro lugar é uma recompensa justa ao time composto por quatro estudantes que sempre foram muito dedicados e colecionam distinções ao longo da graduação. Miranda diz que esse prêmio também manifesta os diferenciais dos cursos de Computação da escola, à altura dos desafios propostos por Henrique Dubugras, um dos fundadores da Brex, empresa que se tornou, em 2018, um unicórnio — denominação das startups que superam 1 bilhão de dólares em valor de mercado sem ações na bolsa. “Dubugras foi entrevistado pelo Insper para ajudar a definir o perfil da nossa Ciência da Computação e nos ajudou a definir a necessidade de base teórica forte aliada à conexão com problemas práticos e capacidade de entrega”, afirma Miranda. “Além disso, enfatizou que deveríamos apoiar o aluno para conseguir aprender sozinho, orientado por ferramentas capazes de dar feedback e também por projetos abertos, características incorporadas ao nosso curso.” No hackathon, Alfredo, Esther, Laura e Rafaela desenvolveram um sistema de monitoramento financeiro para startups, projetado para melhorar a transparência dos gastos e prever despesas futuras. Eles tiveram quatro horas para entregar um MVP (do inglês, produto mínimo viável) funcional que usasse recursos de inteligência artificial (IA) e modelos de linguagem de grande escala (LLMs). Antes da competição, a empresa realizou um workshop sobre ferramentas de IA como auxiliar no desenvolvimento de softwares, entre as quais o editor de códigos Cursor, usado na tarefa. Os quatro aproveitaram que o grupo poderia ser formado espontaneamente e retomaram uma parceria iniciada em julho deste ano, no programa de verão em pesquisa na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos. “A gente se conhecia porque foi viajar junto pela faculdade”, conta Laura, que participou de seu primeiro hackathon, assim como Alfredo — Rafaela já havia concorrido em uma competição de ideação, e Esther, em um datathon (maratona de análise de dados). Esther complementa: “Em Illinois, cada um estava no seu projeto, desenvolvendo coisas diferentes, mas ao mesmo tempo trocávamos experiências, porque estávamos morando juntos e compartilhando tudo o que faziámos. Essa relação facilitou muito na hora de trabalhar em grupo no hackathon”. A sintonia era tanta que, durante um happy hour com funcionários da empresa, um dos organizadores do desafio comentou ter se assustado com a abordagem que, às vezes, os quatro usavam dentro do grupo. “Mas é porque já nos conhecemos há bastante tempo e, em Illinois, ficamos bem mais próximos”, explica Alfredo. “No programa de verão, a Esther e eu trabalhamos com o mesmo orientador de pesquisa. Então, a gente já estava num nível de intimidade em que conseguia até se xingar livremente.” O diferencial da apresentação O grupo credita o sucesso na competição à decisão de apresentar, no seu projeto, algum diferencial ao desafio proposto pela Brex, mesmo tendo seguido à risca o roteiro inicial e deixado a desejar no desenvolvimento do front end (responsável pelo ambiente de interação do usuário). “Eles comentaram que a nossa solução foi uma das que estavam mais prontas para evoluir posteriormente”, diz Rafaela. Ainda contou a favor dos quatro a defesa do projeto perante a banca julgadora. Eles se preocuparam em demonstrar o que fariam no dia seguinte se o projeto fosse aprovado. “Pensando na experiência acumulada no Insper, uma coisa que nos ajudou, depois da parte técnica, foi a apresentação da nossa solução”, prossegue Rafaela. “Percebi que outros grupos não tinham tanta habilidade em descrever uma solução para o cliente, algo que é muito praticado nas nossas disciplinas da Computação. Os outros não conseguiram conectar todos os bons elementos das soluções deles. Acho que fizemos isso muito bem.” Para avaliar os frutos que o primeiro prêmio pode trazer, os colegas passam a palavra para Esther, considerada a mais entusiasmada com a competição. “A gente tem um amigo em comum que incentivou muito a participação no Brex Challenge”, diz Esther. “Particularmente, fiquei muito animada porque achei que seria uma oportunidade de conhecer mais a empresa, além de encontrar algo novo para me desafiar. E estar no meio de pessoas com grande experiência e muito inteligentes seria uma oportunidade ímpar de aprender. Essa conexão foi a parte mais valiosa para mim. Às vezes, a gente duvida um pouco da própria capacidade, então é uma realização quando vê que o esforço deu certo.” Fabio de Miranda observa que a Brex valoriza muito a qualidade e o dinamismo dos seus profissionais. “Por isso, entre outros motivos, está se tornando uma referência de empresa onde os jovens programadores gostariam de trabalhar”, afirma o professor. Não é exagero. Com a formatura marcada para o fim deste ano, Alfredo revela que, no fundo, também almejava um emprego na fintech ao final do hackathon. Laura conclui: “Eles nos acompanharam o dia inteiro, sem pressão, e criaram um ambiente superlegal, que permitia produzir coisas novas, sem medo de ser criticado se, por acaso, cometêssemos algum erro”. Para as empresas de tecnologia, os hackathons são uma forma de garimpar jovens talentos na faculdade e mostrar a sua cultura interna. Ao mesmo tempo, os estudantes podem reforçar os seus currículos com um networking poderoso, nem que seja para conseguir o primeiro estágio profissional. “Sempre surge aquele medo de estar ou não preparada para o mercado de trabalho? Será que a gente dá conta de outras dificuldades? Será que tem conhecimento suficiente? Em eventos desse tipo, é gratificante descobrir que você daria conta, sim, de estagiar com outras pessoas tão qualificadas”, diz Rafaela. Antes do fim da entrevista, Laura puxa o assunto: os estudantes do Insper deveriam participar ainda mais das maratonas e dos desafios de programação. Ela acredita que essas competições se encaixam direitinho no perfil das alunas e dos alunos da escola. Os quatro colegas ressaltam a ênfase que o Brex Challenge deu ao uso da IA como ferramenta produtiva, de uma maneira que não atrapalhe o desenvolvimento pessoal. “Senti que esse processo te prepara muito para trabalhar na empresa”, afirma Alfredo. “Falando com os desenvolvedores de software e a equipe de operações, entendi que se pode usar a inteligência artificial para alavancar o conhecimento e não simplesmente para te substituir.”"}]