[{"jcr:title":"Curso na Universidade de Illinois é decisivo para aluno definir o futuro profissional","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/parcerias","cq:tags_4":"programas:graduacao"},{"richText":"Decidido a adquirir experiência no mercado antes de seguir carreira acadêmica, Eduardo Vaz, da primeira turma de Ciência da Computação, trabalhou no laboratório de agricultura digital da instituição americana","authorDate":"01/10/2025 19h07","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","title":"Curso na Universidade de Illinois é decisivo para aluno definir o futuro profissional","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Eduardo Vaz (primeira à esq.) com colegas do Insper na Universidade de Illinois","fileName":"Eduardo Vaz 2.jpg","alt":"Eduardo Vaz (primeira à esq.) com colegas do Insper na Universidade de Illinois"},{"text":"Em determinado momento, durante o convívio com o professor  [John Reid](https://www.linkedin.com/in/reidjohnf/) , entre o final de maio e o início de agosto deste ano, no laboratório de agricultura digital da Universidade de Illinois, o estudante do Insper  [Eduardo Vaz](https://www.linkedin.com/in/eduardo-mendes-vaz-b97138235/)  compartilhou uma dúvida pessoal. Filho de um professor de medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ele está decidido a seguir carreira acadêmica. Mas tinha dúvidas sobre o melhor momento para dar esse salto. Há uma certa urgência em tomar essa decisão, considerando que ele já está na reta final do curso de  [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/ciencia-da-computacao) . “Eu imaginava que John iria recomendar que eu seguisse no mundo acadêmico. Afinal, ele mesmo tomou essa decisão ao se formar, e só depois do doutorado seguiu carreira corporativa por 20 anos, para então retornar ambiente acadêmico”, diz o estudante. Não foi o que aconteceu. “Ele sugeriu que eu siga uma trajetória no mercado, aprenda tudo o que posso com essa experiência e só então retorne ao ambiente das pesquisas e das aulas”. A recomendação foi decisiva para Eduardo, que participou da  [edição deste ano](https://www.insper.edu.br/pt/quem-somos/internacional/parceria-com-a-universidade-de-illinois)  do Summer Research Program, do  [Grainger College of Engineering](https://grainger.illinois.edu/) , da Universidade de Illinois, realizado em parceria com o Insper. “Estou terminando a minha graduação e vou sentir muita falta de passar os dias e virar noites no Insper. Mas a experiência em Illinois eliminou qualquer dúvida que eu pudesse ter a respeito da minha trajetória futura, no curto e no longo prazos”, diz ele, que desde o início do ano é estagiário da QI Tech,  [cofundada](https://www.insper.edu.br/pt/noticias/2023/10/fintech-de-ex-aluno-do-insper-capta-r--1-bilhao-em-rodada-de-inv)  por dois alumni do Insper, Marcelo Bentivoglio e Pedro Mac Dowell. Mundial de robótica Nascido em Londrina há 21 anos, Eduardo passou a infância inteira decidido a estudar e trabalhar com computação. Conheceu o Insper por intermédio deu primo, Lucas Vaz, aluno de  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao)  da turma iniciada de 2017. “A grade curricular me atraiu. Em 2021, prestei para Engenharia como treineiro e, no final do ano, para Ciência da Computação, um curso que tinha acabado de ser anunciado”, diz ele, que, assim, passou a fazer parte da primeira turma da nova graduação. Ao longo da formação ele foi professor auxiliar, especialmente nas áreas de algoritmos e estruturas de dados. “A experiência melhorou substancialmente a qualidade da minha programação. Foi transformador ler o código desenvolvido por um aluno e buscar entender como ele chegou àquela conclusão. É muito mais interessante seguir o raciocínio de um iniciante do que acompanhar os códigos dos mais experientes, que acabam por seguir sempre os mesmos padrões”, afirma. Em 2023, Eduardo participou de uma competição em Bourdeaux, na França. Na ocasião, o time Insper Dynamics  [conquistou](https://www.insper.edu.br/pt/noticias/2023/7/insper-dynamics-conquista-4--lugar-no-mundial-de-robotica-na-fra)  o 4º lugar no mundial de robótica. “Não vi nada de especial no escargot, para mim pareceu com coração de galinha. Já o tartare com mostarda dijon é muito bom”, relata ele, que passou dez dias na Europa. “Ali atestei na prática, pela primeira vez, o quanto o Insper é internacionalizado e aberto a possibilidades, o quanto valoriza os alunos comprometidos.” O passo seguinte seria viajar para Illinois meses depois, em 2024. Não foi possível. “Vi muitos amigos irem e voltarem com uma ótima impressão. Decidi que em 2025 eu iria.” O objetivo foi alcançado, já com o Capstone entregue — desenvolvido para a Nvidia, o  [projeto final](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/d343c6c9-45e6-4930-8f67-abd4d263936b)  faz uso de redes neurais convolucionais e métricas públicas populacionais e geográficas para processar imagens de satélites e gerar métricas. Assim, permite mapear regiões de alagamento, antes e durante uma enchente, provendo, por exemplo, estimativas da população afetada por área, para demonstrar o impacto e auxiliar profissionais de planejamento urbano. Experiência produtiva Ao longo do período junto ao professor John Reid, Eduardo trabalhou com o  [Amiga](https://amiga.farm-ng.com/docs/getting-started) , uma plataforma modular dedicada a contribuir com soluções automatizadas para a agricultura. Recebeu, por encomenda, o robô Lavender-Latency, no qual trabalhou ao lado de outro aluno do Insper,  [Henrique Bucci](https://www.linkedin.com/in/henrique-bucci-rodrigues-netto-a662b41ab/) . O modelo é utilizado para diferentes aplicações no campo e conta com módulos básicos para câmera e navegação por GPS, além de um sensor multiespectral para coleta de dados. Foi adaptado pelos estudantes para realizar missões de coleta de dados em plantações de milho de forma autônoma. “Criei uma boa conexão com os pesquisadores do  [laboratório de agricultura digital](https://www.linkedin.com/company/center-for-digital-agriculture/) . Trabalhei com detecção de objetos, segmentação semântica e visão computacional. No começo, sofri um pouco para me adaptar com o programa que eles utilizam, mas depois eu e os colegas desenvolvemos uma aplicação para um robô que utiliza o software proprietário da Farm-ng, que criou o Amiga. Conseguimos avançar bastante, o objetivo de impressionar o professor foi alcançado.” A experiência incluiu ainda um passeio a Chicago, visitas a restaurantes e cafés e muito jogo de sinuca e de baralho. “Fiz muitas amizades lá, inclusive com pessoas do Insper que eu conhecia de vista. Desde que voltamos, já combinamos várias atividades juntos. Illinois ficou marcado na minha vida, foi uma jornada muito intensa, muito produtiva.”  "},{"jcr:title":"Eduardo Vaz (à dir.) com o robô Lavender-Latency e o colega de projeto, Henrique Bucci","fileName":"Eduardo Vaz 1.jpg","alt":"Eduardo Vaz (à direita) com o robô Lavender-Latency e o colega de projeto, Henrique Bucci"}]