[{"jcr:title":"Teoria da mudança e avaliação de impacto aperfeiçoam políticas públicas de saúde","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","cq:tags_2":"centro-de-conhecimento:insper-metrics"},{"richText":"Tema foi debatido na Oficina do Insper Metricis com a participação de diversos especialistas, que apontaram as melhores práticas a serem adotadas nessas iniciativas","authorDate":"28/05/2025 15h29","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:insper-metrics","title":"Teoria da mudança e avaliação de impacto aperfeiçoam políticas públicas de saúde","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"No dia 27 de maio, o  [Insper Metricis](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/metricis)  realizou a  [35ª Oficina de Impacto](https://www.insper.edu.br/pt/eventos/2025/05/oficina-de-impacto-teoria-da-mudanca-monitoramento-e-avaliacao-de-programas-e-politicas-publicas-de-saude)  para abordar o seguinte tema: “Teoria da Mudança, Monitoramento e Avaliação de Programas e Políticas Públicas de Saúde”. A abertura do encontro foi feita por Carolina Pedrosa Gomes de Melo, professora de políticas públicas e economia no Insper, que destacou a relevância dessas discussões para aperfeiçoar a construção das políticas públicas de saúde. A teoria da mudança, nesse contexto, objetiva demonstrar como as mudanças no campo da saúde ocorrem — desde a intervenção até os resultados. Ao ajudar a compreender como os indivíduos ou grupos adotam comportamentos que melhoram a saúde, incluindo os fatores que influenciam essas escolhas, a teoria auxilia os gestores e outros envolvidos com a política pública a atuarem com mais eficácia nessas ações.   “Essa ferramenta tem sido usada pelo setor e por organismos multilaterais, com destaque para a OMS (Organização Mundial da Saúde), que desenvolveu um guia nesse sentido”, disse Frederik Dejonghe, mestre em Gestão de Políticas Públicas pelo Insper, que participou do encontro. Dejonghe liderou iniciativas de disseminação científica e cooperação intersetorial, como a Coalizão Brasileira por Evidências e o Hub de Evidências da América Latina e Caribe. Um dos propósitos da teoria da mudança é possibilitar que um programa de saúde bem-sucedido seja replicado em outros lugares, considerando as particularidades da região e da população local.   O guia técnico da OMS traz justamente orientações sobre como aplicar esse processo com base em uma teoria formulada em evidências. “Há vários tipos de evidência que podem ser usados no momento de criar uma teoria da mudança, os quais estão organizados em categorias: científicas, globais, tácitas e locais”, completou. As científicas são geradas por processos formais e rigorosos, com padrões metodológicos explícitos, sistemáticos e replicáveis. As globais reúnem os melhores achados disponíveis sobre um tema ou problema — como revisões sistemáticas ou diretrizes baseadas em evidências.   As tácitas são as opiniões, lições aprendidas e tradições organizacionais, compartilhadas por profissionais ou cidadãos. Já as locais contemplam fatores específicos do contexto, estudos primários locais ou dados de monitoramento de programas. “A participação ampla e diversa é muito positiva para as teorias da mudança, gerando confiança, legitimidade e relevância local, além de favorecer o aprendizado coletivo, o diálogo inclusivo e o alinhamento institucional”, disse.   Isabela Brandão Furtado, professora assistente de Economia no Insper, abordou as melhores práticas de avaliação de impacto das políticas públicas. “Nessa etapa, estamos olhando para os resultados das atividades — ou seja, as mudanças tangíveis em variáveis-chave relacionadas à atividade focal e valorizadas pela população-alvo — e para os efeitos provocados na sociedade, como as transformações sociais mais amplas causadas pela intervenção”, explicou.   Segundo a professora, a avaliação de impacto objetiva estimar o efeito causal de um programa, por meio da seguinte pergunta: o que teria acontecido com quem recebeu o programa se não o tivesse recebido? O desafio, portanto, é comparar o factual, que aconteceu de fato, com um cenário hipotético, que não pode ser observado.     Obesidade infanto-juvenil Por fim, Carolina Veronesi Marinho, que integra o grupo de pesquisa em Políticas de Saúde e Proteção Social na Fiocruz e é pesquisadora associada do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper, destacou a avaliação de impacto social — na área de política de saúde — da qual participou como avaliadora.   “O objetivo dessa iniciativa do Instituto Desiderata e da Umane, voltada ao fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), foi contribuir para a prevenção da obesidade infanto-juvenil, promovendo ambientes escolares mais saudáveis — o que trouxe resultados positivos para Niterói como um todo”, observou. Isso porque as ações inicialmente desenvolvidas em um universo reduzido foram posteriormente expandidas para o restante do município. “Ao longo do projeto, acompanhamos diversos indicadores-chave, inclusive os de longo prazo — como o estado nutricional e o consumo alimentar — para chegar às conclusões”, finalizou.  "}]