[{"jcr:title":"Tarifaço de Trump mira BRICS, big techs e Bolsonaro, avalia Carlos Melo","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","cq:tags_2":"docentes:CarlosAlbertoFurtadodeMelo"},{"richText":"Em entrevista, professor do Insper aponta que ação do presidente norte-americano abre espaço para reposicionamento do governo Lula e pode alterar cenário eleitoral de 2026","authorDate":"12/08/2025 09h36","author":"Márcio Martins Araújo","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","title":"Tarifaço de Trump mira BRICS, big techs e Bolsonaro, avalia Carlos Melo","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 7 de agosto, vai além de uma política comercial agressiva. Para o cientista político e professor do Insper Carlos Melo, trata-se de um movimento com implicações profundas para o cenário político brasileiro, que mira as eleições de 2026. O gesto do republicano, embora direcionado à economia, aciona temas sensíveis como soberania, redesenha alianças e oferece combustível novo ao discurso de Lula.   Na avaliação do professor do Insper, o tarifaço tem três alvos principais: a tentativa de expansão dos BRICS, a regulação das big techs e o precedente jurídico aberto a partir do processo que ocorre no Brasil contra Jair Bolsonaro. “O Trump, numa tacada para cima do Brasil, tenta impor um recuo aos BRICS, retirar os freios que foram dados às big techs e acabar com o precedente que pode ocorrer lá na frente pela prisão do Bolsonaro”, afirma. A reação de Lula, ainda que reativa, recoloca o tema da soberania no centro do debate e cria uma oportunidade política que o governo parecia ter perdido.   Durante a entrevista, Melo também analisa os erros cometidos pelo governo Lula na condução da política externa — como os gestos ambíguos em relação a Rússia, Israel e Hamas — e critica a falta de iniciativa interna para ampliar a coalizão do governo. Avalia também que a eleição de 2026 seguirá sendo marcada por rejeições cruzadas entre as forças do antibolsonarismo e do antilulismo como vetores centrais da disputa.     Professor, muitas análises têm sido feitas com relação aos efeitos econômicos ao Brasil que o tarifaço imposto pelo governo Trump pode causar. Porém, quais seriam os possíveis impactos quando o olhar se volta para o cenário político brasileiro?   Acredito que primeiro é preciso entender o que está acontecendo no mundo antes de olhar para o Brasil. Temos uma grande crise no mundo. Há uma revolução tecnológica que desorganizou o mundo do trabalho e atingiu com tudo aquela sociedade em que nós nascemos, a sociedade industrial. Os empregos desapareceram e não foram, como em ondas passadas, recuperados nos outros setores, até porque todos os outros setores estão se transformando também. Dos robôs nas indústrias, na inteligência artificial, nos serviços e até na universidade.    Se você se ajustou a isso, tudo bem. Agora, milhões não se ajustaram. Se você for pensar nos Estados Unidos, como você lida com o “american way of life” e o “cinturão da ferrugem”? Há o “cinturão da ferrugem”, mas não se tem mais o “american way of life”. E isso está acontecendo no mundo todo, porém de formas diferentes.   Na Ásia, há economias que não passaram por essas fases de estado de bem-estar, pois saíram do mal-estar para um grande salto tecnológico e começaram a fazer parte do mundo do consumo de repente, numa geração. É o caso da China, é o caso do Vietnã, é o caso de várias economias dali. O que temos hoje é o Ocidente em crise e o Oriente em transformação e crescendo.     E isso sinaliza uma mudança de hegemonia?   Ninguém perde a hegemonia, ninguém perde sem dor, sem reformar. E quem está pagando o preço disso é a política. Por quê? Porque a política tem de dar uma resposta. Acontece que esses fenômenos acontecem e você precisa ter um diagnóstico deles. Você precisa ter visão de futuro para dar resposta.   Acontece que o diagnóstico não está pronto e é muito difícil pensar numa visão de futuro quando o futuro é tão imprevisível por conta dessas tecnologias e processos tecnológicos. Quem está pagando o pato disso é a democracia, com o surgimento de uma liderança autocrática, porque os tempos da democracia são outros, o timing da democracia é outro.   O autocrata diz que resolve imediatamente, sozinho. Não resolve, é papo-furado. Agora, o mais sério de tudo é que a grande economia, o grande Estado, do ponto de vista econômico, bélico e cultural, o centro do mundo desenvolvido dos últimos séculos — que são os Estados Unidos — está passando por isso tudo e despertou o seu líder autocrático. A pandemia ocasionou uma derrota ao Trump, mas ele voltou mais autocrata do que nunca.        As tarifas globais impostas pelo governo norte-americano são um exemplo dessa solução idealizada por esse autocrata?   As tarifas são um ímpeto voluntarista do Donald Trump, orientado por um especialista — especialista entre muitas aspas —, que inventou uma picaretagem enorme e criou as tarifas para o mundo. A lógica deles é: “somos a maior economia, somos os maiores consumidores do mundo, então vamos cobrar dos países para colocarem seus produtos aqui”.     E essa é uma matemática que o Trump nem conseguiu explicar, inclusive.   Sim, só que eles vão cobrar do consumidor norte-americano. As taxas não estão tirando a margem de lucro do vendedor, mas transformando a vida do vendedor em uma coisa pior, que vai ter de enxugar a margem de lucro dele se quiser competir.   Mas, mesmo assim, os preços vão subir. O preço do café vai subir, o preço do suco de laranja, o preço da carne, tudo vai subir. E isso vai comprometer o café da manhã, o almoço, o jantar do norte-americano. Isso vai mostrar que não adiantou ter o líder autocrata.   O líder autocrata, hoje, parece ter o controle dos sistemas de checks and balances. Viktor Orbán, por exemplo, ganha a eleição, controla o Congresso da Hungria e vai mudar, por exemplo, a Justiça, a Suprema Corte. No caso do Trump, ele ganhou a eleição, tem a maioria no Congresso e tem um forte predomínio na Suprema Corte — que ainda não foi terminantemente testada, mas é um problema.     E como essa lógica pode refletir na política brasileira?   O Brasil também vive esses dilemas de modernização assim como da tentativa de imposição de um governo de caráter autocrático. Aconteceu com o Bolsonaro em 2018, assim como foi na Inglaterra, no Brexit, nos Estados Unidos e em vários outros países. Veio a pandemia, com ela uma série de problemas, e o Bolsonaro perde a eleição por muito pouco.    O governo Lula ganha, a meu ver, sem ter um diagnóstico claro do que está acontecendo no mundo e sem ter um projeto para isso. Eu já disse em outras oportunidades que o presidente Lula é um homem de ontem, da sociedade industrial. A polêmica dessa minha afirmação veio quando eu disse que a sorte dele é que seus adversários são da Idade Média.    Sendo um homem de ontem, o governo não consegue entender o presente e olhar o futuro. Era assim que o governo estava, nas cordas, até que dois gestos de sorte para o governo, mas de profundo azar para o Brasil, ocorreram.    O primeiro foi o Congresso, cada vez mais empoderado, cada vez mais fisiológico, cada vez mais absorvendo recursos públicos com emendas, cometeu um erro que foi não aprovar uma série de medidas que puniam setores econômicos, como reverter a exoneração de folha, a taxação sobre riqueza — coisas que são até questionáveis — mas que, de fato, pegariam os ricos. O Congresso não aprovou nada disso. Embora tenha aprovado um projeto de reforma tributária, não o regulamentou.   Enquanto isso, o governo afirma, a frase é do Lula desde as eleições, que vai colocar o pobre no Estado e os ricos no imposto de renda. É aumentar o imposto dos ricos e diminuir o imposto dos pobres. Então, se tem a ideia da isenção do imposto de renda para quem recebe até cinco mil reais. Nós estamos falando da imensa maioria da população brasileira.    O Congresso não quer abrir mão de emendas e de outros gastos, do fundo partidário, do fundo eleitoral. E os grupos organizados não querem abrir mão dos privilégios, dos incentivos fiscais.   Quando o Congresso foi e votou à meia-noite um projeto de lei com relação ao IOF, aquilo pareceu uma grande derrota para o governo. Mas, pela primeira vez, o governo conseguiu dar a volta a partir de uma boa inserção nas redes sociais com uma bandeira dada pelo Congresso que até então não se tinha mais, que é a bandeira do pobre contra o rico.   Esse discurso é péssimo, mas ele tem sentido eleitoral, porque, afinal de contas, quando você está falando do pobre, você está falando da maioria das pessoas, dos eleitores.   O segundo é aquela carta do Trump, que não manda para o Presidente da República, mas ele publica nas redes sociais, forçando o governo, dizendo que vai impor 50% de taxa para o Brasil, a maior do planeta, e colocando condições que acabariam com as instituições do Brasil.     E quais seriam as intenções do Trump com esse documento direcionado ao Brasil?   São três pontos a meu ver: BRICS, big techs e Bolsonaro.   Quando se fala de BRICS, é a transformação da predominância ocidental para o predomínio oriental, e que se colocam economicamente como os sucessores da grande economia norte-americana. E o Brasil, que é o país mais ocidental, geograficamente falando, faz parte desse grupo, propondo levar seus vizinhos da América Latina para os BRICS com fóruns ampliados, e falando de uma nova moeda, que não é uma coisa que se faz de hoje para amanhã, mas o Lula foi vocalizar isso de uma forma imprudente. Somado a outros fatores, criaram-se motivos para que os Estados Unidos reagissem, já que existe mesmo o risco da perda da hegemonia econômica norte-americana.   Sobre as big techs, elas parecem se colocar acima dos Estados nacionais porque são dirigidas e controladas em um lugar que não está no Estado nacional. Não tem nem representantes no Estado. E seus interesses comerciais estão acima de tudo. O Brasil, porém, regulamentou o Marco Civil e pressionou as big techs com o artigo 19. Bem ou mal, tem uma série de problemas nessa regulamentação, mas colocou as big techs na parede. Esse é um precedente terrível, que pode se aprofundar na Europa, que já tem uma legislação, no Chile, na Argentina — com pouco governo —, no Uruguai, no México, e assim vai. Ou seja, tirar esse poder das big techs é um precedente complicado, e o Trump tem vocalizado isso.   O terceiro ponto, o Bolsonaro, também é um precedente difícil para o Trump. Viktor Orbán, o autocrata, não foi julgado nem condenado em seu país, ele controlou. E aí tem o Bukele, o Erdogan, o Putin, o próprio Trump. Bolsonaro, desse modo, é um precedente pois está sendo chamado a responder pelos seus atos fora do sistema de checks and balances. Isso está acontecendo no Brasil, não está acontecendo em outro lugar.   Nesse sentido, de controlar a autocracia, é verdade que, pelo menos no Brasil, o sistema de checks and balances está apertando o Bolsonaro. Não é o Alexandre de Moraes, não é o Lula, é o checks and balances. Isso é um precedente perigoso para o Trump.    Então o Trump, numa tacada para cima do Brasil, tenta impor um recuo aos BRICS, retirar os freios que foram dados às big techs e acabar com o precedente que pode ocorrer lá na frente pela prisão do Bolsonaro.     Isso significa que a família Bolsonaro não tem essa influência sob o Trump como tem sido contado nas redes sociais?   Se não conviesse ao Donald Trump, isso não aconteceria. As medidas estão sendo tomadas porque o Bolsonaro é amigo do Trump? Claro que não, nunca foi. No mundo da política a gente sabe muito bem que em termos de amizade há somente interesses.     E como esse jogo pode refletir nas eleições de 2026? Esse posicionamento do Trump pode ressuscitar no Brasil uma ideia de soberania que favoreça o Lula?   Quando você olha para os atores, é claro que o Lula, que estava nas cordas, se fortaleceu. Ele não tinha bandeira nenhuma. Hoje tem duas bandeiras, que são fortes: o pobre contra o rico e a soberania.     Mas a soberania, que carrega também o patriotismo em seu conceito, é uma bandeira forte hoje para a esquerda?   É forte porque essa bandeira saiu da direita. Como que a extrema direita vai falar de patriotismo? O “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, quando você está dizendo que o Brasil não tem nada, a não ser os interesses da família, dos atores acima de tudo e do Brasil que paga taxas. Como que você pode falar de patriotismo quando os caras abrem uma faixa enorme dizendo “Nós apoiamos o Trump”.   E as pesquisas mostram que o Trump não é a figura mais popular do mundo. Pelo contrário. Quando você pega os casos do Canadá e da Austrália, a influência do Trump naquelas eleições mudou o jogo para pior para eles. Os aliados dele perderam por causa da imagem do Trump, da figura dele. É verdade que a eleição estava muito próxima do gesto de agressão do Trump ao Canadá. Então, isso também influenciou.    Para as eleições no Brasil, o que está acontecendo hoje pode mudar ao longo do tempo. Não sabemos se isso vai durar até a eleição de outubro de 2026. Hoje, porém, você tem o Lula que estava caindo em popularidade vertiginosamente, mas a curva se altera, que o faz recuperar alguma popularidade. E tende, ao longo do tempo, se continuar nesse tipo de conflito, a voltar para um eixo razoável de popularidade.     O que foi dito agora foi sobre popularidade. A aprovação do governo, no entanto, ainda não mudou muito nesse cenário.   Mas é a forma como se analisa os números. Você pode ter alguém que não vota na direita, não vota no Bolsonaro, ou alguém que acha que o governo do Lula é medíocre, que o Lula não deveria ser candidato. Porém, ao ver o cardápio com Lula ou fulano, ele vai escolher o Lula.   Na recente Pesquisas Atlas, se vê que na briga eleitoral os números do Lula são muito superiores ao número de popularidade do governo. Por quê? Porque as duas coisas são distintas. Eu posso não achar o governo bom e não aprovar esse governo, mas posso entender que os adversários são piores. Normalmente, a desaprovação do governo em momentos normais é um elemento importante, mas acontece que não temos um momento normal.    Há quatro forças norteadoras da política hoje no Brasil nesse momento. O antibolsonarismo, o antipetismo, o petismo e o bolsonarismo. Quando se fala de antibolsonarismo, hoje, vai pegar 52%, 53% de pessoas que falam Bolsonaro não. E você vai ter 46% que falam PT nunca mais, de jeito nenhum. Há o petismo, que é uma força, e o bolsonarismo, que é outra força. O petismo um pouquinho maior, porque é mais orgânico. Porém, é possível intuir, olhando as pesquisas, que o bolsonarismo cresceu.   Isso vai permanecer assim, estático? Não sei. Então, quando se olha para o maior perdedor, neste momento, é o Bolsonaro. Ele já está inelegível, e as pesquisas vão mostrar que se associar ao nome dele não é bom.   Por quê? Porque tem alguns candidatos, no caso do Caiado, do Ratinho, do Tarcísio, enfim, que precisam do arranque do Bolsonaro, dos 15%, 20% que o Bolsonaro tem. Mas, se eles se colocarem como candidatos do campo bolsonarista vão sofrer com o antibolsonarismo.   A arte, para alguns deles, é como herdar os votos do Bolsonaro sem carregar a pecha do Bolsonaro, que é o cara que estava lá nos Estados Unidos com o filho, aumentando tarifa etc. O Tarcísio, no primeiro momento, ele cometeu esse erro de abraçar o bolsonarismo e depois recuou, tanto que não foi à manifestação na Avenida Paulista no início de agosto.     As decisões do governo do PT diante dessa crise do tarifaço são positivas ou negativas quando se pensa nas eleições?   O governo cometeu erros crassos antes da crise e depois da crise. Antes da crise, na política externa, se não fosse o apoio dos Estados Unidos, de Biden, e da Europa, sobretudo do Macron, talvez a eleição de 2022 tivesse outro desenlace.   Mas, no primeiro momento após vencer, o que o Lula faz? Ele faz um gesto de solidariedade à Rússia, não à Ucrânia. Outra coisa foi também as críticas feitas ao Estado de Israel. Ele se deixou levar por um discurso, por um raciocínio, que parece que não é só crítica ao Estado de Israel, mas respinga no povo judeu.     Essa sinalização feita à Rússia teria a ver com as relações que estão sendo estabelecidas por causa do BRICS? Sobre Israel, esse movimento é ruim para o Lula porque hoje, no cenário brasileiro, falar de Israel é falar, por exemplo, dos neopentecostais?   Acho que o grande problema é a ambiguidade em relação ao Hamas, em relação ao radicalismo de setores do islamismo. O discurso em relação ao Hamas é um horror, cheio de ambiguidade.    E sobre a Rússia, tem essa ambiguidade com relação ao pensamento da política internacional no governo do Lula, que é um certo antiamericanismo. Como a Rússia é, desde sempre, uma adversária, então acaba se estabelecendo uma identidade. Ideologicamente, do ponto de vista da postura, da política, o Putin tem muito mais identidade com o Trump e com o Bolsonaro do que com o Lula. Mas o antiamericanismo parece ter pesado fortemente no raciocínio da política externa do Brasil nesse governo do Lula.     E quais seriam os erros com relação à política interna?   Quando se sofre uma agressão como essa do tarifaço americano, é hora de fazer um chamamento para a sociedade. Claro que uma parte da sociedade não viria, mas poderia procurar empresários, não para discutir tarifa, mas para discutir união. Poderia fazer uma reforma ministerial, trazendo outros atores e retirando setores de ineficiência no próprio Palácio Planalto, ampliando os ministérios, tentando fazer um governo mais amplo para a sociedade, o que faria com que o centrão viesse. O centrão é movido por expectativa de poder. Se a expectativa de poder está com o Lula, o centrão migra.   Eu acho que o Lula perdeu o timing da reforma político-administrativa do governo. Se a fortuna lhe deu oportunidade agora, mais uma vez faltou virtù.   Então, o governo pode continuar errando, porque ele vem errando, sistematicamente, e pode chegar assim na eleição do ano que vem. A eleição ainda está aberta.    Vistos com olhos de hoje, as pesquisas estão mostrando que o Lula tem favoritismo. Mas a eleição não é hoje. A pesquisa é foto, a eleição é filme. E esse filme ainda vai se desenrolar.  "},{"variantCarousel":"cards","buttonText":"Ver bio","noPhotoText":"Sem foto","variantGroup":"docentes"},{"title":"Centro de Gestão e Políticas Públicas"},{"linkUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas","linkIcon":"icon-insper-return-arrow","linkText":"Conheça o CGPP e seus núcleos de pesquisa"},{"jcr:title":"cinza / turquesa / amarelo"},{"themeName":"fundo cinza / botao turquesa / tag amarela"}]