[{"jcr:title":"Núcleo de Ciência de Dados e Decisão do Insper fortalece as evidências em pesquisa","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"Os professores contribuem na difusão e aplicação de métodos quantitativos em estudos realizados nas áreas de Administração, Computação, Direito, Economia e Engenharia","authorDate":"05/09/2025 10h00","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","title":"Núcleo de Ciências de Dados e Decisão do Insper fortalece as evidências em pesquisa","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O  [Núcleo de Ciências de Dados e Decisão](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/nucleo-ciencias-de-dados-e-decisao/) , do  [Centro de Gestão e Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/)  (CGPP) do Insper, nasceu de uma ideia amadurecida desde o início da década de 2010. O estatístico Hedibert Freitas Lopes, coordenador acadêmico do núcleo, chegou à escola em 2013, depois de 10 anos como professor da escola de negócios Chicago Booth, da Universidade de Chicago, para se juntar aos elaboradores do doutorado em Economia de Negócios. Logo percebeu que havia uma lacuna em relação ao campo da ciência de dados, uma revolução metodológica que já estava acontecendo nos Estados Unidos. Três anos depois, o grupo de pesquisa foi formalizado no Centro de Estudos em Negócios (Ceneg) do Insper. A missão do núcleo é contribuir no avanço da pesquisa teórica e prática de métodos estatísticos vinculados a temas da Administração, da Computação, do Direito, da Economia e das Engenharias. No processo de reorganização dos centros de conhecimento do Insper, finalizado em 2024, o núcleo foi realocado no CGPP, em parte pelo interesse da equipe no estudo da causalidade em políticas públicas. Mesmo assim, manteve a transversalidade ao continuar contribuindo com os demais centros de conhecimento. Segundo Lopes, ainda em 2013, um dos primeiros projetos foi a criação de um mestrado profissional em ciência de dados, que ficou em espera porque a escola estava envolvida com a implementação dos novos cursos de Engenharia, cujas primeiras turmas foram abertas em 2015. No entanto, o núcleo liderou a elaboração e implantação do  [Programa Avançado em Data Science e Decisão](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/programas-avancados/programas-avancados-data-science-e-decisao/)  (PADS), em atividade desde 2019 — coordenado, atualmente, pelo professor Michel Fornaciali. “Você vê que estávamos falando de ciência de dados antes mesmo de as Engenharias serem criadas”, afirma Lopes, destacando o pioneirismo da proposta. Esse é um campo de estudo que mescla técnicas de matemática, estatística e computação para solucionar problemas complexos a partir de grandes volumes de dados, ajudando os pesquisadores a, cada vez mais, basearem as suas afirmações em evidências. Depois da confusão dos anos de pandemia de covid-19 e da explosão do interesse mundial pela ciência de dados, o mestrado profissional ganhou sinal verde. Lopes está liderando a elaboração do curso, associado ao núcleo. A multidisciplinaridade está na essência do trabalho. Da equipe fixa, Paulo Cilas Marques Filho é professor e pesquisador em Estatística e machine learning na área de Economia do Insper e um dos coordenadores do Seminário de Ciências de Dados e Decisão, além de estar engajado no desenho do mestrado profissional. Adriana Bruscato Bortoluzzo e Rinaldo Artes são professores titulares da área de Administração e pesquisadores em temas correlatos à Estatística. Jose Heleno Faro é professor associado de matemática econômica da área de Economia e desenvolve trabalhos em teoria da decisão. Um dos projetos mais longevos do núcleo, realizado desde 2018, o Seminário de Ciências de Dados e Decisão tem a participação de pesquisadores em Estatística, ciência de dados e conhecimentos afins. A programação é aberta a docentes, estudantes e demais interessados no tema, paralelamente aos seminários de Administração, Direito, Economia e Engenharia. “São sete anos diretos, um seminário por mês, sempre na primeira quinta-feira de cada mês, das 12h às 13h30min”, diz Lopes. “Alguns dos estatísticos mais representativos do Brasil e do mundo já se apresentaram no seminário. É um programa de que eu gosto e que tento coordenar da melhor forma.” Dois outros projetos temáticos, ambos com duração de cinco anos e financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), servem de exemplos da colaboração do núcleo em diferentes temas de pesquisa. Um deles propõe a criação de um centro de produção de tecnologias para gestão e análise de dados para a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, que pretende auxiliar na administração dos processos judiciais para reduzir o impacto da judicialização nas contas públicas. O responsável é o professor Paulo Furquim de Azevedo, coordenador do Centro de Regulação e Democracia (CRD) do Insper, e Lopes é um dos pesquisadores principais. O outro projeto, com o professor Paulo Marques de pesquisador associado, desenvolve métodos estatísticos e de machine learning para aplicação em medicina, finanças, biologia, física, neurociências e engenharia, entre outras. Aluísio de Souza Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é o responsável pelo projeto temático que envolve várias bolsas de pesquisa, entre as quais pós-doc e doutorado. “É um projeto que já existe e é financiado pela Fapesp faz 12 anos, desde meu retorno ao Brasil, e que está bem na linha do que é o Núcleo de Ciências de Dados e Decisão”, afirma Lopes. Tomada de decisão A equipe do núcleo também participa de eventos pontuais do Insper, abrindo a oportunidade de reforçar o potencial da ciência de dados para a melhoria das políticas públicas. “Conseguimos mostrar que os métodos quantitativos auxiliam na visualização de dados, auxiliam na formulação das perguntas científicas e, eventualmente, contribuem nas tomadas de decisões”, diz Lopes. Em novembro de 2015, organizou o Workshop on Big Data, Big Noise and Big Statistics, que contou com apresentações de Steve Scott, que foi diretor de pesquisa estatística no Google, e Matt Taddy, que é vice-presidente de tecnologia de otimização da cadeia de suprimentos da Amazon desde 2018 — depois de ter sido professor (e colega de Lopes) na Chicago Booth, de 2008 a 2018. “Esse workshop foi muito popular e, de certa forma, chamou a atenção dos nossos gestores para a necessidade de mais ênfase em ciência de dados dentro da escola”, afirma Lopes. Buscando um contexto histórico, Lopes explica que, no passado, o Núcleo de Ciências de Dados seria conhecido como um laboratório de estatística. “Até os anos 1990, no Brasil, a ideia era que os laboratórios de estatística ficavam dentro dos departamentos de estatística e assessoravam todas as outras áreas quantitativas da universidade”, conta o coordenador, lembrando que participou de um grupo semelhante quando fez a graduação e o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na virada do século, porém, vários departamentos criaram seus próprios minigrupos quantitativos, para apoiar estudos com dados complexos, tais como bioestatística, bioinformática e psicometria. Lopes complementa: “No final dos anos 2000, difundiu-se a noção de se podia fazer dinheiro com o uso de dados, algo feito desde então por Google, Facebook e Amazon. O negócio da Amazon, por exemplo, era bem arcaico no começo e foi crescendo de forma exorbitante e rápida. Tudo isso porque essas empresas usam dados, modelagem estatística, otimização e pesquisa operacional. Elas combinam toda essa quantidade de técnicas para acelerar processos. Ou seja, utopicamente, um núcleo de ciências de dados seria um lugar onde qualquer outro núcleo, centro, grupo ou pesquisador do Insper que tivesse uma veia quantitativa poderia interagir”. Nos últimos anos, como observa Lopes, o perfil do corpo docente do Insper tendeu bastante para a microeconomia aplicada, ou microeconometria. “E esse viés de microeconometria envolve muitos dados e análise estatística para calcular o efeito de algum tratamento ou política”, diz o coordenador. “Então, toda a literatura que era restrita a estatísticos fazendo ensaios clínicos, ou economistas tentando ver o efeito do Bolsa Família, da redução da velocidade na Marginal Tietê ou do sistema de cotas nas universidades, virou uma ferramenta de microeconomia aplicada e envolve causalidade, uma área que está ganhando mais adeptos. Nos próximos cinco a 10 anos, vai surgir muita literatura nessa área continuada.” Dessa forma, o Núcleo de Ciências de Dados e Decisão estará, como sempre, pronto para cooperar."}]