[{"jcr:title":"Insper sedia encontro para discutir inclusão produtiva de população vulnerável","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"Gestores públicos, especialistas e representantes de instituições se reuniram para compartilhar boas práticas e debater desafios, como a governança dos programas espalhados pelo país","authorDate":"20/02/2025 14h11","author":"Michele Loureiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","title":"Insper sedia encontro para discutir inclusão produtiva de população vulnerável","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"No final de janeiro, o Insper sediou o IV Encontro da Rede de Práticas de Programas de Superação da Pobreza através da Inclusão Produtiva, reunindo cerca de 40 participantes, entre gestores públicos, especialistas e representantes de diversas instituições que trabalham para fortalecer estratégias de geração de renda, trabalho e empreendedorismo para populações em situação de vulnerabilidade.   O objetivo da rede é conectar pessoas interessadas em trocas direcionadas para identificar e solucionar desafios específicos da inclusão produtiva, garantindo atendimento a qualquer cidadão em situação de vulnerabilidade econômica no mundo do trabalho. “A ideia central é promover ideias e boas práticas para diminuir a exclusão social e aumentar a produtividade do país. Não se trata apenas de gerar empregos, mas de pensar em uma ocupação com qualidade e produtiva o suficiente para que essas pessoas consigam sair da situação de vulnerabilidade”, explica Laura Abreu, que coordena a gestão da Rede de Práticas, iniciativa do [ Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas) , acompanhada de Laura Muller Machado e com participação do professor Ricardo Paes de Barros.   Segundo Laura Abreu, os encontros da rede são oportunidades para debater políticas públicas baseadas em evidências, promovendo a conexão entre conhecimento acadêmico, experiências concretas e desafios reais enfrentados pelos gestores em diferentes territórios do Brasil. “O objetivo é sistematizar e facilitar o acesso a esse conhecimento, tanto das evidências científicas quanto da experiência de gestores que trabalham e atuam com essa temática”, afirma.    No encontro de janeiro, estiveram presentes representantes dos governos de Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraíba e Paraná, além do Instituto Tecendo Infâncias, de Itu, da Fundação Arymax e da Comunitas, ambas de São Paulo. Também participaram o secretário Júnior Magalhães, da Secretaria Municipal de Promoção Social de Salvador, representantes da ONG Gerando Falcões e outros profissionais e lideranças do setor.    A programação do evento incluiu uma apresentação de Beth Jucá, assessora da Presidência da CODEMGE, sobre uma pesquisa qualitativa realizada pelo Instituto Locomotiva/Data Favela para o Governo de Minas Gerais/Sedese-MG, que mapeou os desafios para inclusão produtiva. “Aproveitamos para discutir os desenhos de políticas públicas que funcionam ou que parecem funcionar com base em contextos e dados, além de debater a implementação do novo programa”, diz Laura. Para ela, a ideia é que a rede seja um espaço inicial para a disseminação de boas práticas de inclusão produtiva, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes.   Desafios da inclusão produtiva   Laura destaca que um dos principais desafios enfrentados pelos membros da rede é a governança dos programas de inclusão produtiva. Em sua avaliação, ainda faltam tecnologias sociais que permitam um entendimento mais preciso das necessidades de cada família, facilitando o acesso a oportunidades adequadas e o encaminhamento para serviços já disponíveis.  “Precisamos de agentes com um olhar mais holístico para a problemática e que conheçam toda a oferta de tipos de serviços produtivos”, explica. “Seria interessante contar com um sistema de monitoramento que permitisse essa visualização por diferentes secretarias.”   Além disso, ela pontua que, muitas vezes, os serviços produtivos disponíveis não são adequados para o público em situação de vulnerabilidade de pobreza. “Por exemplo, vemos iniciativas de microcrédito para quem já empreende, tem renda, segurança e estabilidade. E quem está em vulnerabilidade às vezes não é contemplado”, afirma.   As discussões sobre inclusão produtiva continuam, e um novo encontro está previsto para 27 de fevereiro, no formato virtual.      Inclusão produtiva vira tema de curso do Insper   Ir além da teoria e realizar mudanças na prática sempre foi o objetivo de Laura Abreu. Formada em Administração Pública na graduação, ela decidiu cursar o Mestrado em Políticas Públicas no Insper para se aprofundar em um dos temas mais importantes para a sociedade: como reduzir os níveis de desigualdade social. “A persistência da pobreza no Brasil sempre me incomodou”, afirma.    Sua dissertação, intitulada “Complementaridade entre políticas públicas: transferência de renda e serviços produtivos para inclusão produtiva”, desenvolvida ao longo de um ano e oito meses, ganhou destaque no ambiente acadêmico e virou um módulo no curso “Diretrizes para o desenho de uma política para a superação da pobreza”, ministrado no Insper para representantes das secretarias estaduais de assistência e desenvolvimento social e do Ministério do Desenvolvimento Social.  "}]