[{"jcr:title":"Curso Urbanismo Social e Segurança Pública ganha nova edição","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades"},{"richText":"O papel dos municípios e dos estados no enfrentamento da violência, estudos de casos bem-sucedidos e de metodologias exitosas estão na grade curricular","authorDate":"05/08/2024 22h22","author":"Michele Loureiro","madeBy":"Por","title":"Curso Urbanismo Social e Segurança Pública ganha nova edição","variant":"image"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"targetId":"compartilhar1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"text":"Compreender o papel dos municípios e dos estados no enfrentamento da violência e estudar casos em que o encontro da segurança com o urbanismo social conseguiram promover mudanças estruturais nos territórios vulnerabilizados. Esse é o mote principal do curso de educação executiva [Urbanismo Social e Segurança Pública](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/urbanismo-social-e-seguranca-publica/) , promovido pelo Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper, que ganha nova edição. As inscrições podem ser feitas até 29 de agosto. “Não é possível fazer segurança pública apenas com polícia. Não se faz segurança sem polícia, mas não se faz só com ela”, sintetiza Ricardo Balestreri, coordenador do Núcleo de Urbanismo Social e Segurança Pública do Centro e docente-líder do curso. Para Balestreri, o curso, com 24 horas de duração, ajuda a compreender que a segurança pública stricto sensu é aquela operada pelas forças policiais, porém a segurança pública lato sensu traz para o contexto os territórios de maior vulnerabilidade. “Precisamos incluir questões como os direitos que são pertencentes à população, por exemplo, água, luz, acesso à saúde de qualidade, acesso à educação, atividades culturais e oportunidades de desenvolvimento”, diz Balestreri, ex-secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Segundo ele, o conceito de que segurança pública é estritamente aquela fornecida pela atividade de contenção, de repressão qualificada e também de prevenção ostensiva precisa ser somado a toda a gama de ofertas de serviços e de geração de oportunidades, que significam maior inclusão social e menor contexto de violência e de crime.     Tema para a campanha eleitoral De acordo com o artigo 144 da Constituição brasileira, cabe principalmente aos estados o enfrentamento da violência e da criminalidade por meio das polícias estaduais, militar e civil. Contudo, novas legislações municipais ampliam esse papel também para as guardas. “Uma guarda civil metropolitana não é mais responsável somente pela zeladoria de prédios públicos. Sua responsabilidade se estende à defesa da população”, observa docente-líder do curso Urbanismo Social e Segurança Pública. Nesse sentido, o papel das guardas municipais ou metropolitanas se amplia para a garantia dos direitos fundamentais de todos os cidadãos. “Para isso, é fundamental que os prefeitos constituam guardas bem-estruturadas, equipadas e que sejam complementares na sua extensividade ao papel das polícias militares”, explica ele. “É claro que as polícias militares sempre vão se dedicar ao enfrentamento de crimes de maior risco, no entanto as guardas municipais também têm essa atribuição.” As eleições municipais deste ano podem ajudar a trazer essas discussões à tona. “Precisamos incluir na pauta eleitoral a responsabilidade das administrações municipais pela segurança pública, não deixando esse tema apenas nas mãos dos entes federados estaduais. A ideia é trabalhar em parcerias para redução dos índices de violência e de criminalidade”, pontua Balestreri. Além disso, ele defende a discussão de conteúdos e metodologias relacionados ao urbanismo social, o que, em sua avaliação, pode transformar a face das cidades em espaços mais inclusivos, democráticos, justos e acolhedores, em especial daqueles segmentos que merecem uma atenção especial. “O tema da segurança pública se intersecciona com o urbanismo social. Não é possível haver práticas de urbanismo social onde não há uma ambiência de segurança pública. Afinal, o crime, quando predominante, não permite”, afirma Balestreri. “Da mesma maneira, não é possível ter segurança pública duradoura e sustentável sem que toda a sorte de oportunidades sociais seja oferecida para a inclusão dessas pessoas que hoje se encontram em territórios vulnerabilizados e à mercê das atividades criminais.”"},{"subtitle":"A interdisciplinaridade está na base desta plataforma para o ensino e a pesquisa sobre o meio urbano","themes_0":"centro-de-conhecimento:","title":"Centro de Estudos das Cidades - Laboratório Arq.Futuro","variant":"image","buttonText":"Confira","buttonLinkUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-estudos-das-cidades"},{"text":"  Recuo do crime   O curso também está focado em trazer exemplos práticos exitosos. Um deles será o de Medellín, na Colômbia — na verdade, o maior responsável pela difusão do urbanismo social e uma inspiração para toda a América Latina. “Uma cidade que era considerada perdida para o crime, todavia foi totalmente recuperada por uma associação de administrações consequentes e responsáveis, Medellín não apenas reformou sua polícia como também sua estrutura urbana, em particular nos territórios mais vulnerabilizados”, destaca o coordenador do Núcleo de Urbanismo Social e Segurança Pública do Centro de Estudos das Cidades. Outro exemplo de sucesso é a política de segurança pública instituída pelo estado do Rio Grande do Sul. “O case RS SEGURO é uma forma de enfrentamento da insegurança pública e da criminalidade muito bem-estruturada e totalmente de acordo com os padrões científicos internacionais”, diz Balestreri. Os participantes do curso vão estudar também o caso do Terpaz (Territórios pela Paz), um programa no Pará estruturado de maneira sistêmica e interdisciplinar, que contou com a participação de 36 secretarias e órgãos de governo e a oferta de mais de 70 serviços gratuitos em cada território. “Essa política pública praticamente deu uma vida nova para essas populações, obtendo um recuo de crimes violentos letais intencionais, em média, de 86%”, sublinha Balestreri, que criou e implementou o programa quando foi secretário da Cidadania do governo paraense (2019-2022). Do mesmo modo, serão estudados os Compaz (Centros Comunitários da Paz), de Recife, modelo matricial de polos difusores de urbanismo social no Brasil. A nova edição do curso contará também com a introdução das metodologias construtivas de experiências bem-sucedidas em urbanismo social. A disciplina será ministrada pela professora Katia Mello, copresidente da consultoria Diagonal, que ao longo das últimas décadas acompanhou as experiências mais exitosas de urbanismo social e de urbanização de favelas no Brasil. “O foco é mostrar a necessidade da interseccionalidade da segurança com o urbanismo social, aprofundando alguns elementos sistêmicos mais complexos para que as intervenções sejam, de fato, significativas e duradouras”, sintetiza Balestreri.   Para mais informações e inscrição no curso, veja aqui: [https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/urbanismo-social-e-seguranca-publica/](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/urbanismo-social-e-seguranca-publica/)  "},{"linkIcon1":"icon-insper-fi-rs-document","linkIcon2":"icon-insper-fi-rs-document","linkText1":"Gestão da Mobilidade Urbana: Uma Via para Cidades Inteligentes e Sustentáveis","linkText2":"Cidades Inteligentes: Tecnologia, Transformação Digital e Inovação Urbana","madeBy":"Por","title":"Conheça os nossos cursos","variant":"nobackground","buttonText":"+ conteúdos","linkUrl1":"https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/gestao-da-mobilidade-urbana-uma-via-para-cidades-inteligentes-e-sustentaveis/","linkUrl2":"https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/cidades-inteligentes-tecnologia-transformacao-digital-e-inovacao-urbana/"},{"jcr:title":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"}]