[{"jcr:title":"Conheça as novas iniciativas de pesquisa do CGPP","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper"},{"richText":"Ensino superior, mercado de trabalho, qualidade do gasto público, produtividade, sustentabilidade e política são os temas investigados pelos pesquisadores do Insper","authorDate":"02/10/2025 10h14","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","title":"Conheça as novas iniciativas de pesquisa do CGPP","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Ursula Mello, Sergio Firpo, Carlos Melo e Rodrigo Soares (no sentido horário)","fileName":"Iniciativas CGPP.png","alt":"Ursula Mello, Sergio Firpo, Carlos Melo e Rodrigo Soares (no sentido horário)"},{"text":"Para divulgar as novas iniciativas de pesquisa do  [Centro de Gestão e Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas)  (CGPP) do Insper, o  [IV Encontro Anual](https://www.insper.edu.br/pt/eventos/2025/09/iv-encontro-anual-do-centro-de-gestao-e-politicas-publicas-do-insper)  do CGPP reuniu Ursula Mello (Observatório do Ensino Superior e Mercado de Trabalho), Sergio Firpo (Observatório da Qualidade do Gasto Público), Rodrigo Soares (Rede de Pesquisa em Produtividade & Sustentabilidade) e Carlos Melo (Observatório da Política). Os quatro coordenadores [apresentaram](https://www.youtube.com/live/NuQJMxLK8zI) os objetivos e as formas de atuação de cada uma das iniciativas. O  [Observatório do Ensino Superior e Mercado de Trabalho](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/observatario-de-desigualdades-no-ensino-superior-e-mercado-de-trabalho)  tem três objetivos específicos, comentou a professora Ursula Melo: produção de pesquisas acadêmicas em busca de novas evidências para a literatura econômica, sempre vinculadas à elaboração de políticas públicas; servir de ponte entre a pesquisa e a sociedade civil, os formuladores de políticas públicas e a mídia, via relatórios científicos e textos para discussão e divulgação; e a nucleação de pessoas interessadas por esses temas, para formar uma rede de intercâmbio e produção científica de ponta. Na área de ensino superior, a equipe tem pesquisado a desigualdade de acesso ao ensino superior; os determinantes da escolha do curso de graduação (como influência familiar e de colegas e amigos); persistência e evasão (54% das pessoas que iniciam o ensino superior não o concluem, apesar de todo o esforço de financiamento dos últimos anos); transição do ensino superior para o mercado de trabalho (dificuldades para encontrar o primeiro emprego, inclusive diante das desigualdades socioeconômicas); e políticas públicas para redução da desigualdade no ensino superior. Em mercado de trabalho, Ursula registrou o interesse nos temas de desigualdade de gênero ao longo do ciclo de vida; mobilidade intergeracional; importância das redes de contato no primeiro emprego; habilidades socioemocionais e inserção do jovem no mercado de trabalho (em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional e o Senai de São Paulo); poder de mercado e dinâmica de firmas; e transparência salarial e desigualdade de salários dentro da firma (um dos temas mais recentes de estudos). Na sequencia, o professor Sergio Firpo explicou que Observatório da Qualidade do Gasto Público surgiu a partir da sua experiência recente na Secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas do Ministério do Planejamento e Orçamento. Nesse período, ele reforçou o entendimento de que a avaliação das políticas públicas tem que estar vinculada ao planejamento e ao orçamento, um pouco como o elo perdido entre o que é planejado e o que vai ser gasto depois. Uma das ideias é qualificar o debate público, limitado à oposição das duas visões predominantes de estado: um do fiscalismo, que quer reduzir gastos, e outro do expansionismo fiscal, que deseja aumentar os gastos independentemente dos efeitos econômicos. Para Firpo, pensar na qualidade do gasto pode ser uma forma de fazer a ponte entre qualidade das políticas públicas e responsabilidade fiscal. “Você pode melhorar cada uma das políticas, sobretudo aquelas que têm maior peso orçamentário, ou você pode realocar o orçamento na direção das políticas que são mais bem avaliadas”, disse o professor. “Para isso, você precisa avaliar. A avaliação tem um aspecto central nesse processo de monitoramento da qualidade do gasto, porque a gente precisa ter capacidade de avaliar o maior número possível de políticas.” O observatório pode contribuir na definição de métricas importantes para os governos, que permitam, pelo menos, avaliações rápidas que incidam sobre o orçamento. O objetivo do Observatório da Qualidade do Gasto é oferecer metodologias para calcular a qualidade do gasto público, fomentar diálogo entre academia, gestores e sociedade e propor melhorias em políticas públicas e alocações orçamentárias. Essa interação pode se dar na forma de diversos produtos: eventos (encontros, webinários, debates); publicações (com propostas legislativas, estudos, notas técnicas, relatórios); audiovisual (vídeos curtos para disseminação de resultados); parcerias (para ampliar o escopo do que pode ser feito pelo observatório); e engajamento público (participação no debate público por meio de produção de artigos na mídia). Estudos de padrão internacional Uma das iniciativas mais recentes do CGPP, a Rede de Pesquisa em Produtividade & Sustentabilidade nasceu de conversas no contexto do projeto Amazônia 2030, a partir de alguns textos escritos pelo professor Rodrigo Soares sobre legalidade e violência naquela região. A rede reunirá pesquisadores de várias instituições brasileiras, numa parceria inicial de três anos com a Instituto Itaúsa — o Insper será a primeira sede itinerante da equipe. Os objetivos são o fomento de pesquisas acadêmicas de padrão internacional na área de produtividade e sustentabilidade, que sejam relevantes para a formulação de políticas públicas, e a posterior divulgação desses estudos. Segundo Soares, anualmente serão produzidos policy briefs com os resultados dessa pesquisa de ponta. A rede fará chamadas abertas para projetos de pesquisadores de quaisquer instituições, não só para os associados. Também se pretende trazer pesquisadores visitantes do exterior, para passar períodos no Brasil, e organizar eventos similares ao Encontro Anual do CGPP. Como provocação, Soares convidou o público a “pensar dentro da caixa” em termos de políticas públicas. “Tem muita coisa absolutamente óbvia que a gente não faz no Brasil e que traria muito benefício”, disse ele. “Quando a gente encostar à beirada, pode tentar aumentar a caixa um pouquinho. Se não tiver jeito de aumentar, de repente a gente pode pensar fora da caixa. Sei que não é tão charmoso quanto grandes projetos mirabolantes de desenvolvimento, mas é como vejo essa iniciativa de gerar conhecimento para, daqui a cinco anos, quando a gente estiver decidindo, saber exatamente por que se está tomando aquela decisão.” Encerrando a sessão de apresentação de iniciativas, o professor Carlos Melo recordou parte da história do CGPP e como o projeto Café com Políticas, criado em 2024, discutia temas atuais de interesse público. Esse espaço de debate avançou para o agora chamado  [Observatório da Política](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/observatorio-da-politica) . “No primeiro momento, a gente não está preocupada em trabalhar com dados quantitativos, mas com a história”, afirmou Melo. “Vivemos um momento revolucionário. A transformação tecnológica afetou brutalmente o mundo da economia, do trabalho, da sociedade. As pessoas perderam seus empregos? Não. As pessoas perderam a sua profissão, o seu jeito de ser. E há um mal-estar muito grande, que não é medido e que se espalha. Há um gap entre o mal-estar e a capacidade dos estados darem respostas a isso. Quem está pagando o preço disso é a democracia no mundo inteiro e no Brasil também. Compreender o mal-estar geral e como que ele se manifesta também no Brasil é o objetivo do observatório da política.” O observatório tem uma agenda de pesquisa e produções em seis eixos temáticos: a crise da política e a democracia; disputas e conflitos políticos; presidencialismo de coalizão e seus desdobramentos; mutações da política: redes e movimentos sociais; política internacional e relações exteriores; e relações empresas-governo. Conforme Melo, o observatório quer mostrar que o mundo da política é útil e importante na constituição do conhecimento dos profissionais de Economia, Administração, Direito, Engenharia e de todos os cursos que o Insper possa criar no futuro."}]