[{"jcr:title":"Conheça a atuação do Núcleo de Estudos de Gênero do Insper","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","cq:tags_2":"centro-de-conhecimento:núcleo-de-estudos-de-gênero","cq:tags_3":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/diversidade"},{"richText":"O NEG desenvolve projetos de pesquisa e fortalece redes voltadas para a promoção da equidade de gênero dentro e fora da escola","authorDate":"08/08/2025 12h08","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","title":"Conheça a atuação do Núcleo de Estudos de Gênero do Insper","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O  [Núcleo de Estudos de Gênero](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/nucleo-de-estudos-de-genero/)  (NEG), um dos oito núcleos de pesquisa do  [Centro de Gestão e Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/)  (CGPP) do Insper, desenvolve projetos de pesquisa aplicada e contribui para o fortalecimento de redes voltadas para a promoção da equidade de gênero. Ele atua em cinco eixos principais: autonomia econômica; participação no poder e decisão; segurança e sistema de justiça; Tech e futuros inclusivos; e ação e mobilização social.   Coordenadora acadêmica do NEG desde 2022, a professora Ana Diniz assumiu a função da professora Regina Madalozzo, que criara o núcleo, então ligado ao Centro de Estudos em Negócios (Ceneg). A partir do processo de reorganização dos centros de conhecimento do Insper, finalizado em 2024, o NEG passou a fazer parte da estrutura do CGPP. O núcleo é construído por uma equipe de professoras da casa, composta também por Bruna Arruda, Graziela Tonin, Juliana Miranda e Mariana Chies-Santos.   A troca considerou o peso das políticas públicas e privadas na intervenção e mudança do cenário de desigualdades de gênero. “Partimos da perspectiva — muito valiosa ao CGPP — das chamadas políticas públicas multicêntricas, que entendem que o Estado tem uma função central nesse processo, mas uma intervenção efetiva precisa articular também outros atores, como a sociedade civil e as empresas”, diz Ana.   A produção acadêmica do NEG está focada nas questões de gênero dos cinco eixos de ação, e dentro desses projetos de pesquisa, trabalha-se a tríade ensino, pesquisa e extensão. “Vale destacar que, como professoras da escola, estamos envolvidas na graduação, na pós-graduação e na educação executiva”, afirma Ana. “Nos esforçamos em apresentar os resultados das pesquisas na sala de aula, permitindo dialogar com os nossos alunos e as nossas alunas.”   Para Ana, é importante entender como esses resultados se comunicam com aqueles que estão além dos muros do Insper e trabalham com estudos, políticas e práticas de gênero, tais como o Estado, organismos multilaterais e os movimentos sociais. Assim, espera-se que outras pessoas e organizações possam contribuir para o desenho de novos estudos e novas maneiras de agir, para, de fato, gerar impacto na sociedade.   A pesquisa  [Panorama Mulheres](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/politicas-publicas/panorama-mulheres-2025-mostra-a-persistencia-da-desigualdade-de-genero-nas-empresas-brasileiras/)  — realizada em parceria com o Instituto Talenses Group — é um dos cartões de visita do NEG. Em sua quinta edição, o estudo mostra que a participação feminina na alta liderança das empresas brasileiras permanece baixa e distante da equidade de gênero no mundo corporativo. A pesquisa avalia as práticas institucionais voltadas à promoção da diversidade em empreendimentos de diversos setores e portes.     Interdisciplinaridade   As atividades do NEG tentam potencializar as ações por meio da interdisciplinaridade, articulando as áreas de negócios, tecnologia e direito. A pesquisa  [E a liderança? Resposta gerencial a denúncias de assédio sexual](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/417f53af-64b3-43fb-8855-1cd4a27736ab/full) , por exemplo, foi desenvolvida em parceria com o Núcleo de Comportamento e Gestão de Pessoas, do Ceneg, sob supervisão da professora e coordenadora Tatiana Iwai, e contribuições do Instituto Talenses e da Think Eva.   A área de tecnologia está presente no projeto  [Empoderando Futuros: Construindo uma Rede Nacional para Meninas e Mulheres na Área de STEM](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/tecnologia/empoderando-futuros-vai-promover-inclusao-de-meninas-e-mulheres-em-stem) , liderado pela professora Graziela Tonin, coordenadora do curso de Engenharia de Computação. Por sua vez, o direito integra-se com o projeto de pesquisa  Feminização do Mercado Jurídico , orientado pela professora Mariana Chies-Santos.   Algumas ações trabalham questões de gênero em territórios vulnerabilizados, que são conduzidas pela professora Juliana Miranda, com forte participação da iniciativa Mulheres e Territórios. Esse grupo reúne lideranças comunitárias de periferias de centros urbanos, em particular de São Paulo e do Rio de Janeiro, e atuação no Centro de Estudos das Cidades — Laboratório Arq.Futuro do Insper. Como reforça Ana, embora se queira investigar as mulheres nas suas relações com os homens, deve-se reconhecer que as mulheres são diversas e diferentes entre si, atravessadas por distinções de raça, etnia, classe e território, entre outras.   Ainda como meio de comunicação, o  videocast   [NEG Convida](https://www.youtube.com/playlist?list=PLw0ygoHfe_jOZi13nVNI-gpZZp7JuQj-q) , idealizado e apresentado por Bruna Arruda, professora dos cursos de Engenharia e embaixadora do DiverInsper, investe na divulgação das pesquisas entre o público não acadêmico. “A gente quer chegar às lideranças, às organizações, às pessoas que podem fazer usos práticos desses resultados”, afirma Ana. Segundo ela, a intenção é ampliar a capacidade de comunicação, sensibilizando as pessoas que o núcleo gostaria de acessar por meio das pesquisas. Novos formatos de relatório e  workshops  também ajudam a divulgar as evidências levantadas pelo NEG.   Ana ressalta, também, o relacionamento estreito com o programa  [Women in Action](https://www.insper.edu.br/pt/hub/women-in-action)  (antigo Women in Tech), do Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha, iniciativa que tem como objetivo apoiar e empoderar as mulheres e alunas da comunidade Insper. “O NEG também é parte do comitê executivo do Women in Action, contribuindo para a atuação transversal, diante dos interesses e anseios da escola”, diz.     Parcerias de impacto   Os estudos compartilhados com o Instituto Talenses Group são uma amostra das parcerias que o núcleo cultiva para aumentar o alcance e o impacto do seu trabalho. “As parcerias têm sido muito ricas para que o NEG consiga abrir portas e produzir dados iguais aos do Panorama Mulheres, porque a gente precisa alcançar empresas, convencê-las a participar e a dividir informações internas que são sensíveis”, diz Ana.   Estabelecer essas colaborações é um daqueles momentos recompensadores, pois tornam os projetos viáveis e efetivos — um desafio que não é peculiar apenas ao NEG, mas aos centros de estudos de maneira geral. As parceiras ajudam a elaborar os instrumentos de coleta e análise de dados e a fazer as reflexões a partir dos dados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, está cooperando com a pesquisa  Feminização do Mercado Jurídico . Para a comunicação externa, resultados expressivos têm sido obtidos com a colaboração da mídia ( O Estado de S. Paulo ,  Valor Econômico ) e de consultorias (Think Eva).   O NEG procura multiplicar esse processo por intermédio da formação de pesquisadoras e pesquisadores, atraindo mestrandas, mestrandos, doutorandas e doutorandos e criando bolsas de iniciação científica. O contexto histórico não é menos instigante. “A discussão sobre gênero tem sido muito questionada atualmente, inclusive em seu mérito”, afirma Ana. “Conseguir tirar um pouco dessas nuvens de cima e conversar com as pessoas de um jeito mais baseado nas evidências, nos avanços da produção científica e nas possibilidades de um mundo mais justo e equitativo, tem sido um desafio. Mas não é um desafio só nosso. É de todo mundo que opera nesse campo.”  "}]