[{"jcr:title":"Grupo de Inovação em Logística Urbana retoma encontros com debate sobre IA e última milha","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:centro-de-estudos-em-neg-cios","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:gestão-e-negócios"},{"richText":"Iniciativa ligada ao Núcleo de Operações e Logística do Insper volta a reunir comunidade acadêmica e profissionais do mercado para discutir inovação, dados e desafios da logística urbana","authorDate":"08/06/2026 15h49","author":"Márcio Martins Araújo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:centro-de-estudos-em-neg-cios","title":"Grupo de Inovação em Logística Urbana retoma encontros com debate sobre IA e última milha","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A logística urbana voltou ao centro da agenda do  [Núcleo de Operações e Logística](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-estudos-em-negocios/nucleo-de-operacoes-e-logistica)  do Insper com a retomada do Grupo de Inovação em Logística Urbana. O encontro, realizado em maio, marcou uma nova etapa da iniciativa, criada para aproximar pesquisadores, alunos, ex-alunos, empresas, startups e profissionais do setor em torno de problemas reais das cidades. Criado em 2022, o grupo surgiu como um espaço de discussão entre pesquisadores e profissionais do setor, reunindo diferentes perspectivas sobre os desafios da logística urbana. Desde os primeiros encontros, a proposta foi conectar teoria e prática, aproximando representantes da academia, empresas, startups, consultorias e organizações públicas para debater temas ligados às entregas urbanas, mobilidade e abastecimento das cidades. A iniciativa retorna com uma agenda voltada a temas que vêm transformando a logística urbana, como inteligência artificial, uso de dados, eficiência operacional, sustentabilidade, mobilidade, last mile e novos modelos de distribuição. “Depois de algum tempinho, a ideia agora é retomar e vir forte”, afirmou Fernando Picasso, professor do Insper e coordenador do Núcleo de Operações e Logística, na abertura do encontro. O professor também destacou a chegada de  [Leonel Bueno](https://www.linkedin.com/in/leonelbueno/) , head da Favela Llog, à coordenação do grupo, responsável por conduzir essa nova fase da iniciativa. “A gente trouxe o Leonel como coordenador agora do grupo de logística. Então ele vai tocar essa frente com a gente”, disse. IA e last mile O tema principal do encontro foi “IA e Last Mile — Quando a última milha vira diferencial competitivo”, apresentado por Marcelo Ikaro, head de Supply Chain, e Yuri Zanferrari, gerente de Supply Chain, da Peers Consulting & Technology. A apresentação partiu de um diagnóstico sobre a pressão crescente sobre as cadeias logísticas. No Brasil, os custos logísticos chegam a R$ 1,96 trilhão, o equivalente a 15,5% do PIB de 2025, segundo dados apresentados no encontro. Desse total, 8,5% do PIB está associado a custos de transporte e 5,3% a custos de estoque. Ao mesmo tempo, o avanço do e-commerce amplia a fragmentação da demanda e transforma cada pedido em uma operação física que envolve estoque, separação, entrega, troca e atendimento. Nesse contexto, a experiência de entrega deixou de ser apenas uma dimensão operacional. Passou a influenciar margem, reputação e decisão de compra. Um dos dados apresentados indica que 35% dos consumidores desistem da compra quando o prazo de entrega é demorado. A discussão também mostrou que a última milha concentra parte importante dessa pressão. Mais do que uma etapa final da cadeia, o last mile foi apresentado como um sistema de decisões que envolve densidade de pedidos, janelas de entrega, pontos de saída do pedido, mix de transportadoras, trânsito, clima, logística reversa, rentabilidade por pedido e expectativa do cliente. IA como integração, não como atalho Embora a inteligência artificial já tenha se tornado tema recorrente nas empresas, a apresentação de Yuri Zanferrari chamou atenção para a distância entre adoção e captura de valor. Segundo os dados apresentados, a adoção de IA nas empresas passou de 55% em 2022 para 88% em 2025. No entanto, apenas 4% das empresas conseguem capturar valor substancial com a tecnologia. A mensagem central foi que a IA não gera resultado apenas por ser incorporada a uma operação. Para produzir impacto recorrente, ela depende de dados confiáveis, processos integrados, sistemas conectados e governança operacional. Quando esses elementos operam de forma articulada, a tecnologia pode contribuir para ganhos de receita, redução de custos operacionais, diminuição de estoques e melhora da satisfação do cliente. Durante a discussão, participantes também destacaram que o desafio brasileiro não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em organizar processos, integrar sistemas e adaptar soluções à realidade de uma logística marcada por fragmentação, informalidade, restrições urbanas e diferentes níveis de maturidade tecnológica entre os atores da cadeia.   Oportunidades para a logística urbana O encontro também foi uma oportunidade para discutir aplicações possíveis da IA ao longo da cadeia. Antes da operação física, a tecnologia pode apoiar previsão de demanda, promessa de entrega, simulação de cenários, gestão de estoques e reposição dinâmica. Na execução, pode contribuir para otimização de malha, roteirização, seleção de transportadoras, visibilidade ponta a ponta, gestão de exceções e comunicação com o cliente. No last mile, as oportunidades foram organizadas em frentes como roteirização dinâmica, alocação de pedidos, seleção de transportadoras, ETA preditivo, comunicação proativa, gestão de exceções, logística reversa inteligente e orquestração por agentes de IA. Essa abordagem reforça uma mudança importante na forma de olhar para a logística urbana. O problema não se resume a entregar rapidamente ou de forma mais barata, mas a construir sistemas capazes de tomar decisões melhores em ambientes complexos, com múltiplos atores, restrições variáveis e alta expectativa dos consumidores. Conhecimento aplicado a problemas reais A retomada do grupo busca recuperar uma missão construída desde os primeiros encontros, o de identificar problemas concretos do abastecimento em grandes centros urbanos e produzir conhecimento aplicável, de forma colaborativa, com diferentes atores do ecossistema de logística urbana. Leonel Bueno, que assume a coordenação do grupo, lembrou que a iniciativa reúne profissionais com experiências diversas em operações, distribuição, transporte, e-commerce, mobilidade, tecnologia e inovação. Para ele, o papel do grupo é justamente transformar essas experiências em discussões estruturadas e recorrentes. “A ideia é discutir problemas reais e tendências que estão, de fato, impactando a logística urbana”, afirmou. Profissionais interessados em participar do grupo podem entrar em contato pelo e-mail leonelbueno@favelallog.com.br para acompanhar os próximos encontros e integrar a comunidade de discussão sobre logística urbana. A iniciativa é aberta à participação de representantes de empresas, pesquisadores, estudantes e demais interessados no tema."}]