[{"jcr:title":"Projeto usa ciência de dados e visão computacional para melhorar o mapeamento das inundações urbanas","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"programas:graduacao"},{"richText":"Primeiro Capstone desenvolvido para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas buscou gerar Modelos Digitais de Terreno (MDT) mais precisos e aplicáveis à simulação de incidentes","authorDate":"03/06/2026 09h39","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Projeto usa ciência de dados e visão computacional para melhorar o mapeamento das inundações urbanas","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Uma das instituições de pesquisa mais antigas e relevantes do Brasil, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) foi fundado em 1899 e, desde então, atua em pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. Seu foco se volta especialmente para sustentabilidade, infraestrutura, transformação digital e inovação urbana. E foi com o objetivo de aprimorar uma ferramenta de uso prático na prevenção de inundações que o IPT solicitou o seu primeiro projeto de  [Capstone](https://www.insper.edu.br/pt/hub/capstone)  ao Insper. Três alunos de Engenharia Mecatrônica e um de Engenharia Mecânica trabalharam no desenvolvimento de Modelos Digitais de Terreno (MDT) mais precisos, aplicáveis à simulação de inundações urbanas. O projeto representou uma oportunidade de aplicar computação, ciência de dados e visão computacional a um problema real, com impacto direto na resiliência urbana e nos projetos do IPT — mais especificamente nas ações do Centro de Ciência para o Desenvolvimento ( [CCD](https://ccd.fapesp.br/) ) Cidades Resilientes a Inundações, que tem como missão desenvolver soluções científicas, tecnológicas e urbanísticas para mitigar os impactos socioambientais e econômicos das inundações urbanas no estado. A iniciativa resultou no projeto “Aprimorando modelos de elevação para construir cidades mais resilientes”, realizado por Ana Beatriz Parra Ferreira, Gustavo de Lorenzi Cancellier Katz, Isabella Leão Pereira Lima e Rodrigo Bandeira Villela. O professor orientador foi  [Victor Antonio Seixas de Menezes Paiva](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/victor-antonio-seixas-de-menezes-paiva) , com coorientação de Paulo Roberto Bufacchi Mendes e Mauricio Simon Bouskela.   Desafio produtivo O professor relata que o projeto passou por ajustes no escopo, migrando do desenvolvimento de uma simulação hidráulica para um trabalho de aprimoramento de mapas de baixa resolução — o que levou a equipe a buscar conhecimentos em computação. “A mudança aconteceu logo no início do desenvolvimento e levou a um foco no desenvolvimento de redes neurais para aprimorar as imagens. A iniciativa fazia sentido. Afinal, saber programar faz parte da formação em engenharia”. O esforço foi recompensado, diz Victor. “Os alunos tinham perfis diferentes e complementares, e se dedicaram com afinco à tarefa. Foi um desafio para todos nós, inclusive para mim, e nos levou a produzir uma contribuição real para uma iniciativa mais ampla do IPT.” Para Ana Beatriz, que já tinha passagem pela organização estudantil  [InsperData](https://www.instagram.com/insperdata/) , o projeto representou uma oportunidade para aprofundar seus conhecimentos na área. “Foi um aprendizado para a vida, porque sabemos que, em nossas atividades profissionais, surgirão demandas que não estão totalmente cobertas por nossa área de conhecimento original”, afirma a aluna, que em 2025  [recebeu menção honrosa](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/engenharia/algoritmos-de-ia-tendem-a-reproduzir-discriminacoes-enraizadas-na-sociedade)  na categoria PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) durante o 2º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica do Insper com a pesquisa “Vieses de gênero em algoritmos de machine learning”. Gustavo tinha uma motivação pessoal para aderir ao Capstone. “Minha família é de Porto Alegre (RS) e já sofreu com inundações”, conta. No início, ele passou por dificuldades para começar a contribuir. “Tentei avançar rápido, mas tive dificuldade para entender o que o computador estava enxergando nos mapas. Aprendi a sempre, no início de um projeto, dar um passo atrás e entender com calma qual é a melhor abordagem para resolver o problema.” Rodrigo viu no projeto uma oportunidade para evoluir em seu aprendizado de simulação computacional — e também de aprender a trabalhar com redes neurais, um tema que ele ainda não conhecia. “Me vejo trabalhando em pesquisa aplicada, que utiliza as técnicas que estou aprendendo ao longo do curso para gerar ações com resultados efetivos para a sociedade.” Conhecer o IPT, afirma ele, representou um momento marcante. “Vimos de perto as instalações do instituto e conhecemos alguns dos projetos desenvolvidos ali. É fascinante.” Cultura de resiliência climática O Insper e o IPT são parceiros no CCD, e o Capstone representou um novo passo no fortalecimento dessa interação, diz Filipe Falcetta, pesquisador do IPT e coordenador do Centro de Ciência para o Desenvolvimento Cidades Resilientes a Inundações. “Apesar de haver uma demanda objetiva prevista para os estudantes desenvolverem, sabíamos dos desafios envolvidos e da possibilidade de continuar avançando no tema, pois se trata de uma abordagem que não faz parte do dia a dia dos estudantes”, afirma.  “O principal benefício intangível para os alunos é o de desenvolver a cultura da resiliência climática e inspirá-los a pensar como cidadãos que vivem no planeta, além de entender que as ações que eles fazem podem mudar drasticamente a vida das pessoas, sobretudo daquelas que convivem com o risco de inundações.” Os alunos mergulharam em dados reais do CCD Cidades Resilientes a Inundações. “Eles enfrentaram a complexidade de modelar o terreno urbano para prever inundações, conectando a teoria da engenharia com o impacto direto na segurança das pessoas e das cidades”, afirma Falcetta. “O Capstone permitiu testar caminhos inovadores; para nós e para o Insper, mapear o que funciona — e o que não funciona — é um passo fundamental para avançar na resiliência climática.”  "},{"jcr:title":"Os estudantes Isabella Leão Pereira Lima, Ana Beatriz Parra Ferreira, Gustavo de Lorenzi Cancellier Katz e Rodrigo Bandeira Villela","fileName":"Capstone_IPT.jpg","alt":"Isabella Leão Pereira Lima, Ana Beatriz Parra Ferreira, Gustavo de Lorenzi Cancellier Katz e Rodrigo Bandeira Villela"}]