[{"jcr:title":"Parceria do Insper com o A.C.Camargo e a Philips desenvolve IA para exames de ressonância magnética","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_3":"area-de-conhecimento:tecnologia/inteligência-artificial","cq:tags_4":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/pesquisa"},{"richText":"Usando técnicas de visão computacional e machine learning, o projeto foi apresentado em simpósio internacional de computação em saúde realizado em junho","authorDate":"23/06/2026 08h00","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Parceria do Insper com o A.C.Camargo e a Philips desenvolve IA para exames de ressonância magnética","variant":"image"},{"jcr:title":"amarelo - verde - vermelho"},{"themeName":"amarelo - verde - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Professor Fabrício Barth, que foi apresentar o trabalho no Chipre","alt":"Professor Fabrício Barth, que foi apresentar o trabalho no Chipre"},{"text":"Os resultados de um projeto conjunto entre o Insper e o A.C.Camargo Cancer Center, financiado pela Philips via Lei de Informática, foram apresentados no  [39º IEEE International Symposium on Computer-Based Medical Systems](https://2026.cbms-conference.org/)  (CBMS 2026), realizado pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), de 3 a 5 de junho, no Chipre. O trabalho que integra técnicas de visão computacional e machine learning está descrito no artigo “Improving Breast MRI Workflow Through Deep Learning-Based Exam Prioritization” (em tradução livre, “Aprimorando o fluxo de trabalho de ressonância magnética da mama por meio da priorização de exames baseada em aprendizado profundo de máquina”). O artigo é assinado por três professores e pesquisadores do Insper (Fabrício Barth, Raul Ikeda e Tiago Sanches da Silva) e dois médicos do hospital (Almir Galvão Vieira Bitencourt e Vinicius Cardona Felipe), além do aluno Rodrigo Patelli, do curso de  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao)  do Insper, que foi estagiário do projeto. Desde janeiro de 2025, o financiamento permitiu o pagamento de bolsas para cinco estagiários e quatro bolsistas, escolhidos entre estudantes de Engenharia de Computação e  [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/ciencia-da-computacao)  da escola. O professor Fabrício explica que o problema a ser resolvido foi proposto pelo A.C.Camargo, que ofereceu ainda o seu conhecimento sobre exames de ressonância magnética de mama. A equipe do Insper entrou com o desenvolvimento e o treinamento da IA (inteligência artificial). “O A.C.Camargo realiza uma quantidade enorme de ressonâncias magnéticas por semana, e os médicos precisavam de uma ferramenta que pudesse informar para quais exames eles deveriam priorizar a emissão do laudo, que não fosse meramente por ordem cronológica de realização”, diz Fabrício. O software desenvolvido no projeto não faz o laudo nem toma qualquer decisão no lugar do corpo clínico. Grosso modo, ele recomenda ao médico prestar atenção a determinados exames antes de outros, conforme identifica sinais de maior gravidade. Um segundo componente do programa marca automaticamente as lesões na imagem gerada na ressonância e estima algumas medidas e dimensões dessa alteração patológica, que servem de indicadores para os cirurgiões. No congresso da IEEE dirigido a soluções para a área de saúde, foram apresentados os resultados dos testes de desenvolvimento da etapa de priorização. O panorama da solução completa — objetivo final da parceria — será mostrado em artigos futuros, submetidos a congressos à medida que os novos testes forem validados. Neste momento, a solução está integrada às tecnologias de mercado da Philips em ambiente de homologação e sendo utilizada pelo corpo clínico do A.C.Camargo para validação da ferramenta. A ideia é que, nos próximos meses, as marcações de prioridade e os desenhos das lesões já estejam disponíveis nos exames, dentro do fluxo de trabalho normal da equipe médica. O professor conta que a participação no congresso permitiu interagir com outros profissionais com projetos inovadores na área de saúde. “Num primeiro momento, tivemos dificuldade em explicar a importância de um projeto de priorização de exames porque muitos pesquisadores relataram que não há uma quantidade tão grande de ressonâncias magnéticas sendo feitas em seus países”, diz Fabrício. No evento, predominaram os pesquisadores da Europa e da Ásia, em detrimento dos acadêmicos de grandes centros dos Estados Unidos — país que tem um volume de exames similar ao de hospitais brasileiros como o A.C.Camargo.  "}]