[{"jcr:title":"Como estudar engenharia pode ajudar a empreender e resolver problemas muito além da sala de aula","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni"},{"richText":"Formado na primeira turma do curso no Insper, Khalil Yassine acredita que a lógica e a estrutura de pensamento que aprendeu são valiosas mesmo para quem não segue carreira técnica","authorDate":"28/10/2025 10h53","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Como estudar engenharia pode ajudar a empreender e resolver problemas muito além da sala de aula","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Quando ainda estava no cursinho, decidido a prestar vestibular para medicina, Khalil Yassine foi surpreendido por uma palestra do professor Vinícius Licks, do Insper, sobre o novo curso de  [Engenharia](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia?utm_source=google&utm_medium=seg-keyword&utm_term=institucional-pos&utm_campaign=4tri-25&utm_content=search_c)  que seria oferecido pela escoa. A proposta era diferente e ousada: uma formação técnica voltada para empreendedores, com foco em resolução prática de problemas. “Eu venho de uma família de empreendedores libaneses. Meu pai era empreendedor, meus tios também. Sempre soube que queria seguir esse caminho, mesmo naquela época em que pensava em medicina”, relembra Khalil. “Quando ouvi a proposta do novo curso do Insper, tive certeza: era isso que eu queria. Nem prestei outra faculdade. Só o Insper.” Khalil faz parte da primeira turma de Engenharia do Insper, que está completando 10 anos em 2025. Sua escolha de curso mostrou-se certeira: hoje ele é COO (chief operating officer) e um dos fundadores da  [Dolado](https://www.dolado.com.br/) , startup criada em 2020 e que já captou mais de R$ 60 milhões em investimentos e atua na digitalização do comércio brasileiro. Mais do que aprender conteúdos técnicos, Khalil afirma que a engenharia lhe deu uma base intelectual que serve para qualquer profissão. “Sempre recomendo engenharia, até para quem quer fazer biologia ou história. A engenharia molda o raciocínio lógico, ensina a resolver problemas reais. Isso é útil para qualquer carreira — não é só para virar engenheiro.” O empreendedor também vê valor no contato com diferentes áreas dentro da engenharia. “Mesmo que você vá trabalhar com startups, marketing ou até arte, a engenharia te dá um modo de pensar. A pessoa sai do curso sabendo organizar raciocínios, modelar problemas complexos, entender sistemas. Isso vale para qualquer setor.” Empreendedor desde cedo Embora tenha se formado em Engenharia Mecânica com ênfase em Computação, Khalil afirma que nunca foi “muito técnico”. Ainda assim, valoriza o quanto a formação no Insper o ajudou a desenvolver sua capacidade de adaptação e resolução de problemas. “O Insper me ensinou a escutar de verdade e transformar isso em projeto. Parece clichê dizer que a engenharia ensina a aprender, mas comigo foi exatamente isso”, diz. Desde os primeiros meses de faculdade, Khalil conciliava estudos e negócios. Chegou a distribuir parafusos, abrir lojas físicas e até participou da fundação de uma rede de lojas no setor pet. “No segundo ano da faculdade, peguei empréstimos, abri minhas próprias lojas. Sabia quanto precisava vender por mês para ter lucro. Era isso ou não pagar as contas.” Durante o curso, Khalil se envolveu em iniciativas como a  [Liga de Empreendedores](https://www.instagram.com/leinsper/)  — onde depois atuaria como mentor — e teve o apoio de professores marcantes. Entre eles, destaca Fábio Miranda, que o ajudou a aprimorar o lado técnico, e Marcelo Nakagawa, com quem teve aulas eletivas de empreendedorismo. “Nakagawa foi muito importante para mim. Ele me fez enxergar a realidade, conversar com empreendedores, estudar casos reais. Em síntese, me a abrir minha visão de mundo.” Antes de fundar a Dolado, Khalil trabalhou por um breve período no Citibank, na área de investment banking. A experiência foi importante para consolidar suas escolhas. “Eu queria testar uma carreira mais tradicional, mas me senti engessado. Vi que não era meu caminho..” Segundo ele, é natural que muitos engenheiros se direcionem ao mercado financeiro, especialmente pela remuneração mais atrativa. No entanto, Khalil vê na área de tecnologia uma alternativa crescente. “Hoje, quem se forma em computação tem boas chances de entrar em empresas de tecnologia com salários tão bons quanto os dos bancos. Mas, de novo: o que você aprendeu em engenharia vale para qualquer uma dessas rotas.” O nascimento da Dolado Fundada pouco antes da pandemia, a Dolado surgiu com a missão de digitalizar o pequeno comércio. Com o tempo, a empresa evoluiu para atender também fabricantes, marcas e importadores que buscam vender diretamente ao consumidor final. Hoje, oferece um pacote completo de serviços — de análise de mercado à logística e gestão de vendas online. Khalil destaca que a capacidade de adaptação foi essencial para o crescimento da empresa. “Começamos com uma solução. A pandemia mudou tudo. Depois, o comportamento do consumidor mudou de novo. Em seis anos, tivemos que nos reinventar várias vezes. Essa agilidade é algo que o Insper me ensinou.” A meta da Dolado, hoje, é se tornar uma referência na digitalização do comércio tradicional. “Queremos ser a primeira escolha de toda marca que pense em vender diretamente ao consumidor. Mas isso exige quebrar paradigmas. As empresas ainda têm receio de abandonar a cadeia tradicional de distribuição.” O vínculo com o Insper Khalil mantém laços com o Insper. Participou como mentor da Liga de Empreendedores e destaca que teve apoio fundamental do  [Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha](file:///Users/ernestokyoshida/Downloads/insper%20hub%20de%20inovac%CC%A7a%CC%83o)  nos primeiros meses da Dolado. “Nosso primeiro escritório foi lá. Trabalhamos do Insper, mesmo depois de formados. Esse suporte foi essencial no começo.” Com a rotina intensa, o envolvimento hoje é mais pontual, mas o vínculo permanece. “O Insper fez parte de todas as fases da minha formação. E continua fazendo, de alguma forma.”"}]