[{"jcr:title":"Capstone aproxima alunos de Engenharia de Computação de desafios reais do mercado financeiro","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia"},{"richText":"Projeto desenvolvido para a fintech byx levou estudantes do Insper a aplicar conhecimentos técnicos em uma demanda concreta e a ampliar sua visão sobre trabalho em equipe e atuação profissional","authorDate":"08/05/2026 09h43","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Capstone aproxima alunos de Engenharia de Computação de desafios reais do mercado financeiro","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Desenvolver uma solução para um problema real de uma empresa, em prazo curto e conciliando a rotina acadêmica com o estágio. Esse foi o desafio enfrentado por Fernando Pinheiro Silva Fernandes de Mattos, 21 anos, Pedro Antônio Braga Dutra, 24, e Sérgio Carmelo Torres Filho, 22, alunos de  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao)  do Insper, no projeto de  [Capstone](https://www.insper.edu.br/pt/hub/capstone)  realizado em parceria com a fintech  [byx](https://byx.com.br/)  no segundo semestre de 2025. Especializada em soluções tecnológicas para operações de crédito, a empresa apresentou ao grupo uma demanda ligada à visualização e ao acompanhamento do fluxo de originação de crédito consignado público, principal produto da organização.  A byx desenvolve soluções para operações de crédito e produtos financeiros oferecidos com a marca de seus parceiros. No projeto, o foco esteve no crédito consignado público, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento de aposentados, pensionistas, servidores públicos e outros beneficiários. Coube aos alunos compreender esse processo e propor uma forma de torná-lo mais visível para a empresa.  Segundo Sérgio, o desafio foi traduzir uma demanda de negócio em uma solução baseada em tecnologia e dados. A proposta, explica, era construir um funil capaz de mostrar, etapa por etapa, o percurso dos contratos e os pontos em que poderiam ocorrer perdas ou interrupções.  Embora o Capstone ocupe formalmente um semestre, o tempo efetivo de execução foi mais curto. Entre o alinhamento com a empresa, o desenvolvimento da solução e as apresentações finais, o grupo teve cerca de três meses para avançar no projeto. Nesse período, os estudantes mantiveram reuniões frequentes com a empresa, com diferentes áreas da byx e com o professor orientador Raul Ikeda Gomes da Silva. Fernando destaca que esse contato constante foi decisivo para dar consistência ao trabalho. “Nós tínhamos sempre uma reunião semanal, mas, quando precisávamos conversar com algumas áreas dentro da empresa, fazíamos outras reuniões”, conta.  Aprender um novo universo O primeiro grande desafio foi entender o universo em que estavam entrando. Vindos da Engenharia de Computação, os três alunos não tinham familiaridade prévia com o mercado de crédito consignado público nem com a lógica operacional da empresa. Fernando lembra que as primeiras semanas foram fundamentais para reduzir essa distância. “No começo, como nós três somos de Engenharia, não entendíamos muito bem essa parte do crédito consignado público”, diz. Segundo ele, a byx promoveu um processo de onboarding em que o grupo passou por diferentes áreas da organização para compreender o papel de cada equipe, as etapas percorridas pelo contrato e o funcionamento da chamada esteira de originação. “Essa parte foi muito boa para nós termos um contexto melhor, sabermos perguntar e sabermos onde atuar”, afirma.  Para Sérgio, a experiência se diferenciou dos projetos acadêmicos mais tradicionais justamente por exigir articulação com interlocutores diversos. “Deixa de ser um projeto em que você apenas se reúne com um grupo, em uma sala, e consegue desenvolvê-lo junto”, observa. No lugar disso, segundo ele, entra a necessidade de ouvir profissionais de áreas diferentes e transformar essas demandas em uma entrega clara e funcional. “Nós precisávamos entender as dores de diversas pessoas da empresa, de diferentes áreas, com diferentes perspectivas e necessidades”, afirma.  Do ponto de vista técnico, o grupo partiu de uma base sólida, mas precisou aprender rapidamente ferramentas novas. Pedro observa que a formação em Engenharia de Computação deu ao trio segurança para enfrentar o problema, ainda que algumas tecnologias específicas não fizessem parte de seu repertório inicial. Um exemplo foi o Power BI, ferramenta já utilizada pela empresa para outros dashboards internos e escolhida para consolidar a visualização desenvolvida no projeto. “Nós nunca tínhamos trabalhado com Power BI, nenhum integrante do grupo tinha experiência, mas em algumas semanas conseguimos criar familiaridade com a ferramenta”, relata.  Houve também dificuldades típicas de projetos em ambiente corporativo, como a obtenção de acessos a bases de dados, VPN e outros recursos necessários para o desenvolvimento da solução. “Foi um processo relativamente demorado para conseguirmos acesso ao que precisávamos”, afirma Pedro. Ainda assim, segundo ele, o grupo conseguiu superar essas barreiras e entregar uma ferramenta acompanhada de documentação para que a empresa pudesse dar continuidade ao trabalho.  Na avaliação de Raul Ikeda, professor orientador do projeto, a experiência sintetiza bem o tipo de desafio que marca o Capstone. “Como todo Capstone, foi uma experiência única vivida pelo grupo. Cada empresa apresenta particularidades, sobretudo nos seus produtos e serviços. E os alunos apresentaram uma grande flexibilidade e adaptabilidade para assimilar novos conceitos de negócio e aplicar de forma ágil as soluções para os problemas da empresa. Vale ressaltar que a imersão na cultura corporativa promovida pela empresa foi fundamental para o sucesso do projeto.” Formação para além da sala de aula Ao olhar para a experiência, cada aluno destaca um aprendizado central. Para Fernando, o principal ganho esteve na vivência do ambiente corporativo. “O que eu mais aprendi foi esse ambiente corporativo”, afirma. Ele ressalta a oportunidade de conviver com uma empresa estruturada, dialogar com profissionais de diferentes áreas e lidar com problemas concretos.  Sérgio associa o projeto à capacidade de adaptação. “Se eu pudesse resumir, falaria em adaptação”, diz. Para ele, o grupo precisou se ajustar a um tema pouco conhecido, a uma nova ferramenta e às demandas de públicos internos variados.  Pedro, por sua vez, enfatiza o aprofundamento no conhecimento sobre o produto com o qual trabalharam. “Nós tínhamos um conhecimento bem superficial sobre o assunto antes de entrar e ter esse contato com a byx, e saímos sabendo muito mais sobre todas as etapas do processo”, afirma. Para ele, o Capstone mostrou como conhecimentos de programação, análise de dados e tecnologia podem ser aplicados em um setor cada vez mais orientado por recursos digitais e automação.  Hoje, já no 9º semestre do curso e com a formatura se aproximando, os três estudantes avaliam como a experiência dialoga com seus planos profissionais. Fernando pretende seguir na empresa da família e considera que o contato com a organização da byx lhe trouxe referências úteis sobre processos, distribuição de tarefas e uso de dados na gestão. Sérgio, que já passou por experiências em fundo de investimentos e investment banking, avalia que o projeto reuniu duas áreas de seu interesse. “O projeto acabou unindo duas frentes que são as que eu tenho mais interesse: mercado financeiro e tecnologia”, afirma. Já Pedro, que também estagia no mercado financeiro, diz que o Capstone reforçou seu interesse pelo setor e o ajudou a perceber com mais clareza como a formação em Engenharia de Computação pode dialogar com esse campo. “Essa experiência na byx ajudou muito a entender como podemos traduzir o que aprendemos para aplicar em algo com que queremos trabalhar”, resume.  Mais do que a entrega de uma solução, o projeto mostrou o alcance formativo do Capstone no Insper ao colocar os alunos diante de um problema real, com interlocutores diversos e prazos concretos. No caso de Fernando, Pedro e Sérgio, a experiência ampliou o repertório técnico, fortaleceu habilidades de adaptação, comunicação e trabalho em equipe e evidenciou como a Engenharia de Computação pode contribuir para enfrentar desafios complexos em setores cada vez mais orientados por dados e tecnologia.   "}]