[{"jcr:title":"Professor do Insper toma posse no Conselho de Ética da Anbima","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:economia","cq:tags_1":"docentes:"},{"richText":"Com trajetória de mais de quatro décadas no mundo financeiro e acadêmico, Ricardo Humberto Rocha passa a integrar órgão responsável por analisar temas ligados à ética do setor","authorDate":"13/05/2026 13h39","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:economia","title":"Professor do Insper toma posse no Conselho de Ética da Anbima","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"cinza - rosa - roxo"},{"themeName":"cinza - rosa - roxo"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O professor [Ricardo Humberto Rocha](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/ricardo-humberto-rocha-da-silva) , do Insper, tomou posse em 1º de maio como membro do Conselho de Ética da [Anbima](https://www.anbima.com.br/pt_br/index.htm) — Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais —, uma das principais entidades representativas do mercado financeiro e de capitais no Brasil. A nomeação reforça a presença de docentes da escola em espaços estratégicos de discussão do setor, especialmente em temas relacionados à ética, à governança, à autorregulação e à formação de lideranças responsáveis. Formado por nove membros, o Conselho de Ética da Anbima tem mandato de quatro anos, com possibilidade de uma recondução. Sua função é analisar situações relacionadas ao Código de Ética da associação que orienta a atuação das instituições participantes. Entre os temas que podem chegar ao conselho estão pedidos de associação ou adesão de novas instituições, denúncias de descumprimento de normas e outros fatos ligados à conduta ética no mercado. “O conselho julga uma série de fatos em linha com o Código de Ética da Anbima”, explica Rocha. “O grande desafio é ser objetivo no julgamento, com evidências e provas.” Segundo o professor, a atuação do conselho está ligada à lógica da autorregulação, um dos pilares do funcionamento do mercado financeiro. Rocha costuma explicar a autorregulação aos alunos por meio da imagem de um clube. “Ao entrar em um clube, você adere ao seu regulamento”, diz. Ou seja: ao ingressar na associação, a instituição se compromete com regras comuns, que passam a orientar sua conduta e podem ser acompanhadas, auditadas e avaliadas pela própria entidade. Na prática, isso significa que as instituições que aderem aos códigos da Anbima se comprometem a cumprir regras e podem ser auditadas e avaliadas conforme esses parâmetros. Para Rocha, esse mecanismo é fundamental em um setor que depende da credibilidade. “O papel de todas as instituições é estar sempre alerta a tudo que pode gerar quebra de confiança”, diz. Mesmo quando não há perdas financeiras, observa o professor, danos à reputação e à integridade do sistema podem ter efeitos relevantes. A dimensão ética é especialmente sensível porque envolve a poupança de milhões de pessoas. “No mercado financeiro é mais sensível, porque você mexe com a poupança popular”, afirma. Uma trajetória ligada ao mercado e à educação A chegada ao Conselho de Ética da Anbima é mais um capítulo de uma trajetória de mais de 40 anos dedicada ao mercado financeiro e à formação de profissionais. Rocha iniciou sua carreira em 1984, como estagiário em um banco de investimento associado ao Citibank, e acompanhou de perto transformações decisivas do sistema financeiro brasileiro — o Plano Real, a criação do Fundo Garantidor de Créditos, a evolução dos sistemas de pagamento e, mais recentemente, o Pix. “Tudo o que aconteceu de transformação no Brasil — quebra de bancos, Proer, Plano Real, crises dos anos 90, TED, Pix... —, tudo isso para mim é um filme com vários capítulos em que eu estou ali”, observa. “Em uma parte do filme eu era um ator do mercado; em outra, pesquisador, professor ou consultor. Agora volto para uma função, entre aspas, mais executiva, em um conselho de ética do mais importante organismo de autorregulação brasileiro.” Doutor em Finanças e Administração pela USP, Rocha ingressou no então Ibmec, hoje Insper, em 1999. Na escola, construiu uma trajetória marcada pela integração entre experiência prática, produção acadêmica e formação de lideranças. Hoje, coordena três programas de pós-graduação — o Certificate in Financial Management, o Advanced Program in Finance e a Pós-graduação em Finanças Empresariais Online — e leciona no MBA Executivo em Finanças há 27 anos. A relação com a Anbima também é antiga. Rocha trabalha com a associação desde 2003, ainda no período da antiga Anbid, antes da criação da Anbima, em 2009. A conexão com o Insper Para o Insper, a nomeação reforça dois atributos historicamente associados à escola: excelência em finanças e compromisso com a ética. “Dois aspectos sempre foram caros para o Insper: finanças e ética”, afirma Rocha. Para ele, sua presença no Conselho de Ética da Anbima aproxima ainda mais o Insper dos debates sobre conduta, governança e autorregulação no mercado financeiro e de capitais. Além de coordenar programas de pós-graduação, Rocha participa há anos do Conselho Superior do Insper, instância que analisa recursos relacionados a quebras do Código de Ética da escola pelos alunos. Para ele, há uma relação clara entre a cultura ética dentro da instituição e os valores exigidos pelo mercado. “O Código de Ética do Insper é muito preocupado com que todos — colaboradores, professores e alunos — tenham uma ação ética em suas atitudes”, diz. “O ambiente onde tudo é feito de acordo com as normas internas dá mais equilíbrio na escola. Para o mercado financeiro é igual.” A atuação no conselho também deve gerar novos caminhos de aproximação entre academia e mercado. “Essa experiência pode retroalimentar ensino, pesquisa e formação de alunos”, afirma. “A partir de casos que você vai julgando — sem dar publicidade a detalhes ou nomes —, surgem temas e dilemas que ajudam a formar reflexão.” Essa ponte entre teoria e prática já aparece em iniciativas do professor no Insper. Uma delas é a disciplina eletiva Mercados Financeiros 360° por Anbima, oferecida a alunos de graduação de Economia, Administração e Engenharia, na qual os estudantes realizam uma prova de certificação da Anbima como parte do curso. A presença de um professor do Insper no Conselho de Ética da Anbima evidencia a importância de formar profissionais capazes de lidar com questões técnicas sem perder de vista a responsabilidade ética. Em um setor sujeito a inovação constante e a riscos complexos, o conhecimento técnico precisa vir acompanhado de discernimento e compromisso com a confiança pública. “Eu sempre levei a autorregulação para os meus alunos”, diz Rocha. “Eles sabem que sou um embaixador da autorregulação.” Para ele, a nomeação simboliza não apenas o reconhecimento de uma trajetória individual, mas a relevância do papel que a academia pode desempenhar na qualificação do mercado. “Foi essa a área em que construí minha trajetória e na qual consigo orientar os alunos.”  "}]