[{"jcr:title":"Insper intensifica esforço em pesquisa jurídica com programa voltado para iniciação científica","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:direito","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação"},{"richText":"Os assuntos explorados pelos alunos estão ligados aos desafios recentes que impactam o Poder Judiciário, como a regulação do trabalho via plataformas digitais, que tem suscitado debates sobre o enquadramento desses trabalhadores no regime da CLT","authorDate":"19/02/2026 14h49","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:direito","title":"Insper intensifica esforço em pesquisa jurídica com programa voltado para iniciação científica","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O Insper vem intensificando seus esforços no campo da pesquisa jurídica com a realização de um programa especial de iniciação científica voltado para alunos do curso de Direito. O projeto, que culminou em um simpósio realizado na instituição em dezembro do ano passado, teve como foco o estímulo de competências analíticas e metodológicas entre os estudantes — em sua maioria cursando a primeira metade da graduação. O objetivo, de acordo com o professor [Ivar Hartmann](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/ivar-alberto-glasherster-martins-lange-hartmann) , é introduzir o aluno à prática da pesquisa científica. “Isso inclui o mapeamento de literatura, a coleta e análise de dados qualitativos e quantitativos, como, por exemplo, o uso de softwares especializados para processar o volume extenso de dados advindos do Judiciário”, diz. Embora o Insper já conte com programas de iniciação científica consolidados, essa edição do programa voltada para o Direito teve um caráter pontual e estratégico. A pesquisa na área do direito está em crescimento e consolidação no Insper. A ampliação do número de orientações e trabalhos de pesquisa nessa área é um elemento importante dessa fase.  Os assuntos abordados pelos alunos no programa especial de iniciação científica estão ligados aos desafios recentes que impactam o Poder Judiciário. Entre eles está a regulação do trabalho via plataformas digitais, tema que tem suscitado debates sobre o enquadramento desses trabalhadores no regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Há quem defenda que se trata de uma relação de trabalho com vínculo empregatício por estarem presentes todos os cinco elementos necessários para isso (pessoalidade, não eventualidade, subordinação, onerosidade e alteridade). Em 2024, de acordo com a PNAD Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tinha 1,7 milhão de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços, como transporte de passageiros e entrega de comida e produtos, o equivalente a 1,9% dos ocupados no setor privado. A maioria (58,3%) exercia o trabalho principal por meio de apps de transporte, incluindo os de táxi. Já 29,3% equivaliam a trabalhadores de aplicativos de entrega, enquanto os de serviços representavam 7,8%. Entre 2022 e 2024, houve crescimento de 25,4% de pessoas nesses trabalhos, o equivalente a um acréscimo de 335 mil trabalhadores. A imensa maioria (86,1%) dos ocupados eram trabalhadores por conta própria, também chamados de informais, não tendo acesso, portanto, aos direitos trabalhistas da CLT. Novas experiências Para os estudantes, o programa especial de iniciação científica funciona como um estágio de pesquisa. É a oportunidade de os alunos testarem a vocação acadêmica para decidir no futuro se pretendem seguir para um mestrado após a graduação ou se preferem a advocacia prática em escritórios ou empresas. “Independentemente do caminho escolhido, o ganho de habilidades críticas e a capacidade de análise de dados são vistos como diferenciais competitivos para qualquer carreira jurídica”, pontua Ivar. “Em tempos de tecnologia, com a ascensão da inteligência artificial, os advogados precisam ter senso crítico para extrair insights dos dados relacionados à sua área de atuação.” A dinâmica de orientação desses trabalhos por parte dos professores envolveu reuniões periódicas, troca constante de e-mails, discussão de artigos científicos e exigência de tarefas complexas que preparam os jovens pesquisadores para os desafios do mercado e da academia. “O relacionamento dos orientadores é de proximidade com seus alunos, que precisam realizar tarefas semanais, como a leitura de um artigo científico para posterior discussão”, finaliza Ivar."}]