[{"jcr:title":"Alunos de Direito do Insper participam de mutirão do Judiciário para ampliar acesso à cidadania em São Paulo","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:direito"},{"richText":"Em ação realizada na Praça da Sé, estudantes atuaram no Pop Rua Jud Sampa, iniciativa que conecta população em situação de rua a serviços essenciais e ao sistema de justiça","authorDate":"23/04/2026 08h30","author":"Isabel Gomes","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:direito","title":"Alunos de Direito do Insper participam de mutirão do Judiciário para ampliar acesso à cidadania em São Paulo","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"azul marinho / vermelho / turquesa"},{"@stringArray@variations_0":"azul_marinho_rosaturquesa"},{"jcr:title":"azul marinho / rosa / turquesa","name":"azul_marinho_rosaturquesa","jcr:description":"azul marinho / rosa / turquesa"},{"synchronizeWithVersion_0":"themeName:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_1":"titleFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_2":"titleBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_3":"thinLineFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_4":"additionalDataFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_5":"linkFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_6":"linkHoverFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_7":"backgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_8":"gradientColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_9":"buttonFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_10":"buttonBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_11":"tagFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_12":"tagBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08"},{"themeName":"azul marinho / vermelho / turquesa"},{"themeName":"azul marinho / rosa / turquesa"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Cerca de 50 alunos da [graduação em Direito](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/direito) do Insper participaram, de forma voluntária, no dia 15 de abril, do Pop Rua Jud Sampa. Realizada na Praça da Sé, no centro de São Paulo, a ação reúne instituições do poder público e da sociedade civil para oferecer serviços essenciais à população em situação de vulnerabilidade social. Esta foi a [terceira participação do Insper na iniciativa](https://www.insper.edu.br/pt/noticias/2024/5/alunos-de-direito-do-insper-participam-de-iniciativa-em-prol-da-) , realizada a convite da organização. A atividade é voluntária e aberta a estudantes de diferentes semestres, sem vínculo com disciplinas específicas. Outras instituições de ensino também integram o mutirão. Criado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o Pop Rua Jud tem como objetivo ampliar o acesso da população em situação de rua a serviços públicos, assistência social, saúde e justiça. A iniciativa articula órgãos federais, estaduais e municipais para oferecer atendimento integrado a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Durante o evento, os atendidos passam por uma triagem inicial para identificar suas demandas. Entre os serviços disponíveis estão, por exemplo, emissão de documentos, testes rápidos de saúde, vacinação, inscrição e atualização em programas sociais, além de alimentação, higiene e doação de roupas. A cada dia da iniciativa, que neste ano foi realizada de 13 a 17 de abril, cerca de mil pessoas são atendidas, sendo aproximadamente 500 apenas no setor de registro civil. Atuação dos estudantes Os alunos do Insper atuaram em diferentes frentes do mutirão. A maioria participou da triagem, entrevistando os atendidos para coletar dados e identificar suas necessidades. Também colaboraram na entrega de certidões de nascimento e no direcionamento das pessoas aos serviços disponíveis, atuando como “anjos”, função responsável por orientar o fluxo de atendimento na praça. Para muitos estudantes, a experiência representa um contato direto com realidades pouco presentes no cotidiano acadêmico. A aluna Gabrielle Neres, do terceiro semestre, conta que decidiu participar após indicação de colegas e incentivo em sala de aula. Segundo ela, que participou da entrega de certidões de nascimento, a vivência foi marcante tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. “A gente fica cara a cara com uma realidade que muitas vezes não vê no dia a dia. São muitos contextos de vida que acabamos não conhecendo", afirma. “Isso impacta muito na nossa formação. No Direito, para ser advogado ou juiz, precisamos conhecer e compreender a realidade de cada pessoa em nossos casos, para conseguir realmente fazer com que nossa profissão dê certo.” A desigualdade diante da formação jurídica De acordo com a professora [Mariana Chies](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/mariana-chies-santiago-santos) , responsável por conectar a iniciativa ao Insper, a participação dos alunos tem crescido ao longo dos anos, tanto em número quanto em engajamento. “Não só mais alunos estão entrando a cada edição, mas há algo que, para mim, é ainda mais significativo: alunos que já participaram e querem voltar. Isso mostra que não é uma experiência pontual, mas algo que mobiliza e marca a formação deles”, afirma. Para ela, o principal diferencial da atividade está no contato direto com a realidade social. “Na sala de aula, discutimos desigualdade, acesso à justiça e cidadania. Mas, na Praça da Sé, os alunos veem como isso se materializa. Algo aparentemente simples, como não ter um documento, se torna uma barreira gigantesca”, explica. A professora também destaca que a ação contribui para desconstruir estereótipos. “Eles percebem rapidamente que não existe um único perfil. São pessoas idosas, jovens, mulheres, homens, famílias, pessoas LGBTQIA+, migrantes de outros estados e imigrantes de outros países”, conta. “Isso adiciona uma camada a mais de complexidade: não é só a vulnerabilidade socioeconômica, mas também barreiras linguísticas, culturais e jurídicas. Isso amplia muito a percepção deles sobre quem são essas pessoas e sobre como diferentes formas de desigualdade se sobrepõem.” Ao avaliar os impactos da experiência na formação dos estudantes, a professora destaca: “Esse tipo de experiência produz um deslocamento importante. Não é uma ética abstrata: é uma ética que se constrói no confronto com a realidade. O aluno passa a perceber que decisões jurídicas, procedimentos e até burocracias aparentemente neutras têm efeitos muito concretos e profundamente desiguais. Ele entende que o direito não opera no vazio, mas atravessa trajetórias marcadas por vulnerabilidades muito distintas.""}]