[{"jcr:title":"Distrito de Inovação do Insper aproxima campus e território por meio da arte urbana","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades"},{"richText":"Articulada com uma escola pública vizinha, ação com o artista visual, designer e professor Iskor vai dar origem a uma intervenção no muro ao lado do Edifício Quatá 200","authorDate":"29/04/2026 23h18","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Distrito de Inovação do Insper aproxima campus e território por meio da arte urbana","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A região onde o campus do Insper está instalado é formada pelo encontro de vias estratégicas para a capital paulista, como as avenidas Faria Lima, Santo Amaro, Juscelino Kubitschek e dos Bandeirantes. Além de reunir empresas relevantes para a economia e o sistema financeiro, ela é também um importante polo educacional, que congrega instituições de ensino, públicas e privadas, em todos os estágios de formação. Trata-se, portanto, de um espaço privilegiado para a realização de intervenções urbanas capazes de instigar os frequentadores a repensar sua relação com o território. Com esse objetivo em vista, o Distrito de Inovação do Insper, constituído pelo Núcleo Arquitetura e Cidade do Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro e por diversas áreas da escola, desenvolve o Projeto Arte Urbana. A ideia é promover uma intervenção urbana no muro ao lado do Edifício Quatá 200, um dos prédios do Insper. O artista visual, designer e professor Felipe Arantes Silva, o Iskor, criará uma instalação a ser aplicada nesse espaço. A obra vai utilizar os cartazes lambe-lambe desenvolvidos em duas ocasiões, nos dias 6 e 9 de abril, por professores, alunos e colaboradores do Insper, assim como por estudantes de ensino básico da EMEF Professora Maria Antonieta D'Alkimin Basto. As experiências congregaram pessoas de todas as idades e dos mais variados perfis, como explica Heloisa Loureiro Escudeiro, coordenadora-adjunta do distrito: “A arte urbana é transformadora tanto para quem convive com a região quanto para quem está de passagem. Vamos encarar o muro como uma tela em branco. Assim, provocamos um processo de intervenção sobre os espaços urbanos, como já fizemos com outras iniciativas, como o Parking Day”, diz ela, fazendo referência à ação anual e internacional de urbanismo tático que, por um dia, transforma vagas de estacionamento em pequenos parques e espaços de convivência, cultura e aprendizagem.  Para humanizar a cidade O Projeto Arte Urbana visa mobilizar ativos econômicos, sociais e físicos para intensificar a interação da comunidade com os espaços que ela ocupa. “É um processo coletivo”, destaca Heloisa. “A diversidade de atores é crucial para a iniciativa. Atuamos com as mais variadas áreas do Insper, incluindo o  [Cult Hub](https://www.insper.edu.br/pt/hub/cult-hub) , assim como com lideranças de outras instituições, em especial da escola, que participaram ativamente de todo o processo.” A escolha pelo lambe-lambe, uma técnica simples, mostrou-se capaz de envolver todos os públicos participantes, incluindo os mais de 40 alunos do primeiro ano do ensino fundamental da EMEF, entre eles dois estudantes autistas, devidamente acompanhados. “Foi muito interessante observar a percepção dos alunos. Eles receberam canetinhas coloridas e uma folha e foram convidados a desenhar o que observavam em três momentos de suas rotinas: no caminho de casa até a escola, na natureza e no encontro entre cidade e meio ambiente”, relata Heloisa. A experiência proporcionou insights surpreendentes. “Um dos estudantes afirmou que uma aldeia indígena é uma cidade em que as pessoas cuidam da natureza.”"},{"jcr:title":"Participantes da oficina no Insper","fileName":"Oficina Insper.jpg","alt":"Participantes da oficina no Insper"},{"text":"Repercussão entre os participantes Entre as crianças estava a filha mais nova da técnica de segurança do trabalho Claudia Batista do Nascimento, funcionária do Insper. “A Lara tem seis anos e está na primeira série da EMEF. Não contei para ela sobre a atividade. Ao chegar ao prédio, ficou orgulhosa e contou para todos que aquele lugar era o trabalho da mãe dela”, comentou Claudia. Ao fim da tarde, a garota chegou em casa com um copo que ganhou como brinde. “Fiquei feliz em saber que o desenho dela vai fazer parte de uma obra de arte da qual ela participou. E as outras crianças ficaram impressionadas com o Insper, pois não tinham ideia da dimensão do lugar.” Juliana Mendes, diretora da EMEF, diz que a ação fortaleceu a parceria entre as duas instituições. “Acreditamos na interlocução entre educação pública e privada, assim como entre educação básica e ensino superior. Para nossos alunos, essa experiência foi muito significativa. Eles conheceram os espaços do Insper. Puderam ir a pé, o que possibilitou explorar a cidade e ter contato com o entorno. E havia na atividade elementos com intencionalidade pedagógica, que promoveram aprendizagem.” Depois da oficina com as crianças, no dia 6 de abril, foi realizada, no dia 9, uma nova ação, conduzida por Iskor junto à comunidade do Insper. Foram 43 participantes, que trabalharam com desenho à mão e arte digital. Conexão do ecossistema Para Rodrigo Amantea, head do  [Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha](https://www.insper.edu.br/pt/hub) , a ação envolve o ecossistema do entorno sob a perspectiva da colaboração criativa. “Durante uma viagem institucional ao México, conhecemos Monterrey, onde os tapumes das obras são transformados em galerias a céu aberto. Percebemos o potencial dessa atividade para trazer o setor cultural e educacional, além de potenciais parceiros, para mais perto da escola”, afirma. Outras iniciativas na mesma direção têm sido planejadas, como a realização de uma exposição de cartazes de filmes de terror no campus do Insper. “O benefício do projeto está concretizado no mural, mas vai muito além: deixa como legado o impulso ao ecossistema do entorno, o fortalecimento das redes de contato do Insper e uma ativação interna, entre os colaboradores e alunos. São ações perenes”, diz Amantea. “Seguimos em busca de outros territórios e, na medida em que expandimos as ações, buscamos contato com novos parceiros, especialmente instituições de ensino da região, que são atores que vão permanecer no espaço por muitos anos”, afirma Heloisa. “As escolas fazem parte dessa grande aldeia que constrói a formação do ser humano.”  "},{"jcr:title":"Atividade com estudantes da EMEF Professora Maria Antonieta D'Alkimin Basto","fileName":"Oficina EMEF 2.jpg","alt":"Atividade com estudantes da EMEF Professora Maria Antonieta D'Alkimin Basto"}]