[{"jcr:title":"Curso de políticas habitacionais do Insper conecta teoria e prática","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_2":"formato-de-programa:educa--o-executiva"},{"richText":"Sem perder de vista os temas nacionais, grade da próxima edição do programa adiciona um olhar para as potencialidades e fragilidades de Belo Horizonte, que está discutindo a revisão do seu arcabouço de regulação urbana","authorDate":"18/12/2025 11h20","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Curso de políticas habitacionais do Insper conecta teoria e prática","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O curso de curta duração  [“Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios”](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/politicas-habitacionais-resultados-e-desafios-sao-paulo/) , promovido pelo Insper, chega à sua sétima edição em 2026 com uma mudança estratégica de escopo. Embora mantenha o foco nos desafios nacionais da moradia, o programa traz, pela primeira vez, um recorte analítico voltado para a realidade de Minas Gerais, mais precisamente de Belo Horizonte e sua região metropolitana. O curso — que acontece de 26 a 31 de janeiro — busca conectar a teoria à prática em um momento em que Belo Horizonte discute intensamente seu arcabouço de regulação urbana. Para isso, firmou parcerias com municípios da região, prevendo, inclusive, reserva de bolsas para dirigentes locais. Essa regionalização atende ao objetivo da coordenação de não adotar soluções genéricas para os municípios brasileiros, que têm desafios distintos e necessidades variadas. “Nossa preocupação é não ficar preso à realidade de São Paulo, o que significaria tomar como referência essa cidade para as outras no país”, explica José Police Neto, coordenador do curso e do Núcleo Habitação,  Real Estate e Regulação do  [Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq. Futuro do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-estudos-das-cidades) . Ele complementa dizendo que não dá para comparar a capital paulista com as mais de quatro mil cidades brasileiras com menos de 50 mil habitantes, “da mesma forma que não dá para fazer uma relação entre nossas cidades e as europeias, que têm, entre outras diferenças, uma renda média por cidadão muito maior do que aqui”, observa Police. Além do foco regional, sem deixar de lado temas nacionais e globais inseridos no universo das políticas habitacionais, o cerne do programa continua sendo a qualificação dos investimentos públicos e privados. O curso destaca o papel do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), responsável pelo maior volume de investimentos nas cidades, da ordem de R$ 160 bilhões por ano, nesse processo de assegurar a qualidade da moradia urbana. O objetivo é ensinar os alunos a utilizarem esses recursos financeiros para, a partir da construção das moradias, reduzir as desigualdades nas cidades. “O curso atua para qualificar o investimento do FGTS, já que cidades são consideradas boas ou ruins para viver devido principalmente à qualidade média da habitação da população de dois a quatro salários-mínimos”, destaca Police Neto. Adensamento A grade curricular contempla a tendência das chamadas de “cidades de 15 minutos”, que aproximam o local de trabalho das moradias. O espraiamento horizontal gera necessidade de maiores investimentos em saneamento e transporte, por exemplo, já que as cidades, ao se tornarem cada vez maiores, sem que haja motivo suficiente para essa evolução territorial, ficam economicamente inviáveis para suportar toda a infraestrutura necessária. “A tendência hoje é usar os instrumentos de regulação urbana para estimular a construção das unidades habitacionais de menor renda, antes concentradas na periferia, nas regiões centrais, que, via de regra, são muito bem servidas de transporte e de oportunidades de trabalho”, explica o professor. É isso que torna, na avaliação dele, as cidades sustentáveis economicamente, além de diversas do ponto de vista cultural e ambientalmente protegidas. Com a necessidade de menos deslocamentos diários, cai também o índice de poluição do ar, com destaque para as emissões de dióxido de carbono provenientes dos carros, ônibus e motos. O adensamento das cidades também estimula o uso do transporte público, especialmente das linhas de metrô, já que as regiões centrais costumam contar com uma infraestrutura superior em relação aos outros bairros. “Além dessa e de outras questões ambientais bastante debatidas na COP30, realizada recentemente em Belém, vamos abordar a crescente exigência de critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) por parte dos financiadores habitacionais, como o Selo Azul da Caixa Econômica Federal e linhas de crédito oferecidas por bancos privados para empreendimentos sustentáveis”, diz Police Neto. O programa do curso contempla também módulos sobre gestão costeira, analisando riscos de ocupação de encostas e mangues, com estudos de caso sobre as reações do Poder Público e da sociedade a eventos climáticos extremos, como os ocorridos em São Sebastião, no litoral paulista, em 2023. A capacidade de adaptação das cidades vem sendo cada vez mais questionada globalmente, exigindo investimentos altos para proteger infraestruturas críticas como a da rede de energia elétrica. A população paulistana, por exemplo, tem sofrido com a falta de energia causada por eventos climáticos, com milhares de casos de falta de eletricidade por vários dias consecutivos. Diversidade Para cobrir toda essa complexidade observada nas cidades, o curso reúne uma sala de aula heterogênea, que espelha a sociedade, com dirigentes públicos, legisladores, representantes da iniciativa privada, como incorporadores, arquitetos e engenheiros, e lideranças de movimentos populares de habitação. Estão incluídas na programação de 15 a 20 visitas técnicas a favelas, ocupações e empreendimentos premiados do programa “Minha Casa, Minha Vida”. “O curso vem ganhando consistência com o passar dos anos porque trabalha com corpo docente e alunos muito bem selecionados. Mostramos, na teoria e na prática, experiências diversas que as políticas habitacionais e programas públicos estão entregando para a população, tanto as positivas como as que precisam de ajustes”, conclui Police Neto.   [ Para mais informações sobre o curso, clique aqui. ](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/politicas-habitacionais-resultados-e-desafios-sao-paulo/)"}]