[{"jcr:title":"Programa de Bolsas chega à marca de mil estudantes beneficiados","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas"},{"richText":"Quatro histórias que revelam o que acontece quando talento encontra oportunidades reais de desenvolvimento","authorDate":"28/03/2026 11h10","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","title":"Programa de Bolsas chega à marca de mil estudantes beneficiados","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"laranja - turquesa - vermelho"},{"themeName":"laranja - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Há conquistas que não cabem em um número. Quando uma instituição alcança a marca de mil bolsistas, o dado é importante — mas o sentido real está no que ele representa: portas que se abrem, trajetórias que mudam de direção e talentos que deixam de ser promessa distante para se tornar projeto de vida. Criado em 2004, o [Programa de Bolsas](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas) do Insper chegou à marca de mil estudantes beneficiados reunindo algo raro no ensino superior brasileiro: acesso, permanência e uma comunidade que acolhe, exige excelência e amplia horizontes. Em cada história, a bolsa não aparece como detalhe, mas como condição para que mérito e oportunidade possam caminhar juntos. Milena Freire de Almeida entrou no Insper com 18 anos e tornou-se símbolo de um marco: ela é a milésima bolsista do Programa de Bolsas. Mas a história entre ela e a instituição começou aos 12 anos, quando foi convidada, como aluna de escola pública, a visitar o [laboratório de Engenharia](https://www.insper.edu.br/pt/campus/laboratorios) . O impacto foi imediato. “Eu me apaixonei pela infraestrutura do Insper”, relata. Um amigo, ao lado, foi mais cético: “Você está louca, a gente não tem condições de estudar aqui”. Milena ainda não conhecia o Programa de Bolsas, mas não desistiu do sonho. Nascida no Jardim Ângela e criada entre a periferia e a Vila Nova Conceição — para onde a família se mudou durante a semana quando seu pai foi promovido de porteiro a zelador de um prédio no bairro nobre paulistano —, ela cresceu fazendo perguntas sobre as diferenças que via: por que um bairro tinha árvores e o outro não? Por que os amigos de um lado falavam inglês e os do outro não? “Entender a desigualdade sempre foi o grande porquê da minha vida” , diz. Foi esse olhar que a levou à [Economia](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/economia) — e ao Insper, onde ingressou em seu primeiro vestibular, recusando bolsas de outras instituições. O acolhimento que recebeu confirmou o acerto da escolha. “Eu me senti muito acolhida, muito pertencida. É mais do que eu esperava”, afirma. O futuro aponta para o empreendedorismo social na educação. Milena quer trabalhar com jovens em situação de vulnerabilidade — porque acredita que sua própria trajetória dependeu de muita sorte, e que essa não pode ser a regra. “Às vezes a pessoa chega no ensino médio e precisa entrar num serviço que garante boa parte da renda de casa. Como essa pessoa vai pensar em estudar?” Por ora, o plano da estudante passa pela Economia e pela estabilidade que ela pode construir. “Se eu quero mudar o mundo, preciso arrumar meu quintal primeiro”, sintetiza. O caminho até aqui Essa passagem, quase sempre, começa antes da faculdade — e quase sempre exige um tipo de coragem que não aparece nos editais. Henrique Rocha Bomfim, 22 anos, no 9º semestre de [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao) , é o primeiro da família a chegar à universidade . Criado no distrito de São Mateus, na zona leste de São Paulo, aprendeu cedo que o caminho até os lugares pode ser, muitas vezes, literal: morando a quase duas horas do Insper, ele ficava na escola das 7h às 23h — não apenas para estudar, mas porque não se sentia seguro voltar para a casa com o notebook em certos horários. Durante anos, cumpriu a rotina de dormir cerca de quatro horas por dia. No ensino fundamental, cursado em escola pública, surgiu a chance de mudar o roteiro: aos 14 anos, foi indicado ao programa do Ismart (parceiro do Insper) e passou a estudar em um colégio na Avenida Paulista. O Insper apareceu em 2019 e o impacto foi imediato. “Quando fui ver o Insper pela primeira vez, fiquei completamente encantado”, conta. Vieram as olimpíadas, a robótica, a programação — e uma convicção que foi se confirmando ao longo do curso. O intercâmbio no exterior foi a prova mais concreta disso: a primeira vez que saiu do Brasil, Henrique foi sozinho para a Alemanha. “Até então, o mais longe que eu tinha ido na minha vida toda era até a casa do meu avô na Bahia.” Em seis meses, visitou 12 países. De volta ao Brasil, está prestes a se formar — e sua mãe, que começou a faculdade de Enfermagem um mês depois de ele entrar no Insper, se formou no final do ano passado. A bolsa não mudou apenas uma vida. Ainda como estudante, Henrique já coleciona algumas experiências profissionais valiosas. Em janeiro de 2025, fez um estágio remunerado de TI na área de Fundos de Investimento do BTG Pactual. Já durante o intercâmbio no segundo semestre de 2025 na Alemanha, conseguiu viabilizar por iniciativa própria um estágio em desenvolvimento de Web App na sede da Basf. “O estágio foi em inglês e ganhar em euros possibilitou novas oportunidades de vida”, diz o aluno. Para alguns estudantes, a virada acontece quando a vida exige uma decisão que não pode mais ser adiada. Anderson Benjamim dos Santos, 26 anos, no oitavo semestre de Administração, conhece essa sensação com nitidez. Em Juazeiro do Norte (CE), sua cidade natal, trabalhou durante a pandemia para ajudar a família enquanto o curso de Direito na universidade estadual estava interrompido — primeiro como garçom, depois como entregador. “Trabalhei como entregador de frango para poder ajudar nas despesas de casa”, relata. Um acidente de moto alterou tudo: “Um carro entrou na contramão, me acertou, quebrei o fêmur, e foi nesse período de recuperação que eu soube do Insper”. O empurrão veio da mãe, que viu uma postagem nas redes sociais avisando que faltavam três dias para as inscrições do vestibular: “Você já passou muito tempo investindo na gente, filho. Está na hora de você investir em você”, ela lhe disse. A bolsa e os apoios de permanência fizeram o resto. No lugar de um horizonte estreito, vieram estágio na Ambev e planos de carreira que incluem consultoria e docência. “No futuro, quero voltar para Juazeiro do Norte e lecionar. Quero me tornar professor algum dia”, diz. Por ora, aproveita as horas vagas para exercer seus dotes literários: prepara o [lançamento do livro de contos Amores, Pactos e Mortes](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/gestao-e-negocios/aluno-de-administracao-do-insper-lanca-primeiro-livro-de-contos) , previsto para março, no próprio Insper. O que o contraste revela Há também quem viva a mudança como deslocamento — geográfico, afetivo e simbólico. Rhamyle Fabres de Oliveira, 21 anos, do 7º semestre de [Direito](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/direito) , saiu de Belford Roxo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, para São Paulo aos 18, sozinha, assim que foi aprovada. A escolha pelo Insper tem, para ela, nome e método: queria um lugar onde o Direito, curso tradicional, dialogasse com programação, economia e empreendedorismo. “Eu queria estar num lugar onde pudesse ter contato com o Direito, mas ao mesmo tempo obter contato com a parte mais moderna.” Seu projeto de futuro é claro: advogar primeiro e, depois, seguir para a magistratura. Com oito irmãos — ela é “a filha do meio” — e prestes a ser a primeira da família a concluir o ensino superior , carrega também uma pressão que ela não romantiza. O início foi duro: ansiedade nas provas, dificuldade de criar vínculos, dois semestres com dependência. “Eu estudava bastante durante o semestre, mas na hora da prova vinha tudo isso ao mesmo tempo.” A adaptação levou tempo, mas o percurso a conduziu a uma ideia que quer explorar no TCC: “A consciência nasce do contraste.” No Insper, diz ter descoberto que o lugar de onde veio “não é o limite” — e que sonhos antes improváveis podem se tornar metas concretas. Uma evidência disso é pessoal: andou de avião pela primeira vez no ano passado, em um voo promocional de R$ 100 entre São Paulo e o Rio. Sua próxima meta, se passar no processo seletivo de intercâmbio, é ir bem mais longe: até Estrasburgo, na França. “É graças a estar no Insper que eu consigo ter ideia de que posso fazer um intercâmbio, que posso conhecer a Europa, que posso ser juíza um dia”, afirma. Mil vidas, uma rede O que une essas quatro histórias não é um roteiro único, mas um padrão de transformação: talento que encontra estrutura, esforço que encontra permanência, sonho que encontra comunidade. Milena fala de pertencimento logo no começo. Anderson descreve o que muda quando a oportunidade deixa de ser abstrata e vira cotidiano possível. Rhamyle mostra como acesso também é perspectiva — e como perspectiva reorganiza a vida inteira. Henrique revela como oportunidades educacionais, somadas, podem abrir o mundo: da escola pública ao Ismart, do Insper ao intercâmbio, do interesse em tecnologia a uma carreira global. Em cada caso, o [Programa de Bolsas](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas) não aparece como detalhe, mas como condição para que a promessa do mérito se cumpra na prática. Quando Milena soube que seria a milésima bolsista, o marco ganhou rosto e responsabilidade. “Fiquei impressionada, porque o Programa de Bolsas transforma a vida: são mil vidas transformadas e mil oportunidades geradas” , diz. O número é expressivo, mas o significado não é estatístico: está nas travessias que ele representa — do Jardim Ângela à sala de aula, de Juazeiro do Norte ao estágio em uma multinacional, de Belford Roxo ao projeto de magistratura, do São Mateus à engenharia e ao mundo. Desde 2004, o Programa de Bolsas do Insper não apenas amplia o acesso; cria condições para que estudantes permaneçam, se desenvolvam e devolvam ao país aquilo que receberam em forma de educação. Em última instância, é isso que o marco celebra: uma rede de possibilidades que cresce pessoa por pessoa — e que, ao crescer, transforma também o entorno."},{"richText":"Conheça quem doa e apoia o Fundo de Bolsas do Insper.","buttonUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas/quem-apoia","title":"doadores","buttonText":"quem doa"},{"jcr:title":"rosa / vermelho / turquesa"},{"themeName":"rosa / vermelho / verde"},{"richText":"Apoie e ajude a transformar a vida de jovens de todo o país.","buttonUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas","title":"fundo de bolsas","buttonText":"conheça"},{"jcr:title":"cinza / turquesa / vermelho"},{"themeName":"cinza / turquesa / vermelho"}]