[{"jcr:title":"Pais que fazem a diferença: o sacrifício que vira oportunidade","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/transformação","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","cq:tags_3":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/diversidade"},{"richText":"As trajetórias inspiradoras de Ruth Gaudêncio e Layne Pereira mostram como o incentivo familiar pode ajudar a transformar realidades","authorDate":"07/08/2025 09h54","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/transformação","title":"Pais que fazem a diferença: o sacrifício que vira oportunidade","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Ruth com o pai Alexandre Barbosa da Silva","fileName":"Ruth Gaudêncio e Alexandre Barbosa da Silva.jpeg","alt":"Ruth Gaudêncio e o pai Alexandre Barbosa da Silva"},{"text":"  O Dia dos Pais é uma oportunidade para celebrar aqueles que, mesmo diante de desafios e limitações, são presença firme na vida dos filhos. Em muitas famílias brasileiras, especialmente onde os recursos são escassos, o apoio paterno faz toda a diferença: é ele quem incentiva a estudar, acompanha cada passo, oferece conselhos e, muitas vezes, abre mão de seus próprios sonhos para que os filhos possam sonhar mais alto.   Entre tantas histórias, duas ajudam a dar rosto e voz a essa realidade: a de Ruth Gaudêncio, aluna no 8º semestre de [Direito](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/direito) no Insper, filha de Alexandre Barbosa da Silva e Raquel Mendes Gaudêncio, moradores de Itapecerica da Serra; e a de Layne Pereira, estudante no 8º semestre de [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica) , filha de José Luiz da Silva Filho e Luzia Pereira, de Belém de Maria, Pernambuco. Com trajetórias marcadas por desafios econômicos, essas jovens percorreram um longo caminho acadêmico amparadas pelo incentivo constante de suas famílias.       Quando um pedido muda tudo   A trajetória de Ruth tem um marco. Ainda menina, por volta dos 10 anos, percebeu que a escola pública onde estudava não oferecia condições adequadas de aprendizado. Um dia, virou-se para o pai e pediu: “Pai, me tira dessa escola? Eu quero aprender, e aqui não vou conseguir”.   Alexandre, dono de uma oficina mecânica, se comoveu. Junto com a esposa, conseguiu uma vaga para a filha em uma escola particular no município vizinho de Embu-Guaçu. Todos os dias, antes do trabalho, ele a levava e buscava. “Ele perguntava sobre como tinha sido o dia, e isso me animava, me fazia chegar à escola mais empolgada”, lembra Ruth.   Mesmo com poucas oportunidades na juventude, Alexandre voltou a estudar pela EJA (Educação de Jovens e Adultos) enquanto Ruth ainda estava no ensino básico. “Quando ele voltou a estudar, era um motivando o outro. Eu o ajudava nas matérias, e ele passou a gostar de ler também”, conta a filha.   Mas não foram apenas as palavras de incentivo que marcaram Ruth, e sim o exemplo: “Meu pai nunca faltava ao trabalho. Mesmo doente ou em datas especiais, ele estava lá. Quando ele dizia que o estudo era um caminho para uma vida melhor, eu entendia que deveria encarar os estudos com a mesma ética e compromisso que ele tinha com o trabalho.”   Houve um momento, ainda antes de entrar na faculdade, que marcou essa consciência: “Eu estava estudando para decidir qual curso seguir e perguntei qual era o sonho dele. Ele respondeu que não tinha tempo para isso, que seu sonho era ter uma profissão e poder ganhar dinheiro para sobreviver. Foi quando entendi o tamanho do meu privilégio e como estudar poderia mudar a minha realidade e a da minha família”.   Ruth se dedicou, enfrentou processos seletivos e conquistou uma bolsa integral no curso de Direito do Insper. “Quando saiu o resultado, foi uma festa. Eu até brinquei com ela: ‘Nós conseguimos entrar no Insper!’”, relembra o pai.     A curiosidade que virou caminho   Desde criança, Layne demonstrava curiosidade por entender como as coisas funcionavam. Desmontava aparelhos antigos, montava engenhocas com pilhas e fios. “Uma vez a levamos a uma feira com robôs. Os olhos dela brilharam. Acho que ali nasceu a vontade de ser engenheira”, lembra Luzia, a mãe.   José Luiz, pintor industrial, não teve a chance de continuar os estudos porque teve de começar a trabalhar cedo. Mas foi presença constante na formação da filha. “Mesmo não tendo estudado muito, ele sempre dizia: ‘Estuda, porque é assim que você vai vencer na vida. O conhecimento é uma coisa que ninguém tira de você’”, conta Layne. “Ele me ensinou desde números romanos até a dirigir. Às vezes não sabia explicar termos técnicos, mas sabia me ensinar a aprender.”   Além do conhecimento, o pai transmitiu valores. “A principal lição foi sobre honestidade. Ele sempre me ensinou a fazer o que é certo, a agir com dignidade. Ele dizia que o sucesso não é só onde se chega, mas como se chega.”   Antes do Insper, Layne cursou um semestre em uma faculdade no interior paulista. A distância, as dificuldades logísticas e até um episódio de dengue testaram a força da jovem e da família. “Mesmo internada, ela dizia: ‘Mãe, estou tomando soro, mas vou estudar’. Essa força nos dá muito orgulho”, conta Luzia.   Aprovada no Insper com bolsa integral, Layne pôde voltar para perto da família e seguir os estudos com o apoio diário de quem sempre acreditou nela.     Presença que transforma   O apoio desses pais vai além do financeiro. É compromisso, afeto e constância. “Sempre me privei de muitas coisas para que meus filhos pudessem estudar. Sabia que a educação era o caminho”,   diz Alexandre. “Mesmo sem ter muito, sempre demos um jeito de estar por perto”, afirma José Luiz.   Atualmente desempregado, José Luiz vive de pequenos trabalhos. Mas segue celebrando cada passo da filha, compartilhando suas conquistas com familiares em Pernambuco e incentivando novos sonhos. Ruth, por sua vez, participou recentemente de um intercâmbio na Suíça — sua primeira viagem internacional. “Ela voltou transformada, com brilho nos olhos, cheia de histórias”, conta o pai.   Para ambas as famílias, a educação não é apenas uma conquista individual, mas um legado coletivo. “Com tudo que ela está aprendendo, a Ruth vai usar isso para ajudar as pessoas”, diz Alexandre. “Quero ver minha filha feliz, fazendo o que gosta. E vamos continuar ao lado dela, sempre”, afirma José Luiz.   Neste Dia dos Pais, histórias como essas lembram que presença, incentivo e fé nos filhos são sementes poderosas. É assim que jovens como Ruth e Layne chegam mais longe — carregando em cada passo o orgulho silencioso de quem sempre acreditou nelas.   [Para saber sobre o Programa de Bolsas do Insper, clique aqui.](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas)"},{"jcr:title":"Layne entre a mãe Luzia Pereira e o pai José Luiz da Silva Filho","fileName":"Layne Pereira, mãe Luzia Pereira e pai José Luiz da Silva Filho .jpeg","alt":"Layne Pereira entre a mãe Luzia Pereira e o pai José Luiz da Silva Filho"}]