[{"jcr:title":"Novembro Negro traz manifesto antirracista, encontros e cursos no Insper","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/diversidade","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional"},{"richText":"Ações organizadas pela Rede de Raça buscaram reforçar a intencionalidade na luta por equidade e inclusão ","authorDate":"12/12/2024 15h12","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/diversidade","title":"Novembro Negro traz manifesto antirracista, encontros e cursos no Insper","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Curso sobre racismo foi uma das ações desenvolvidas no mês","alt":"Curso sobre racismo foi uma das ações desenvolvidas no mês"},{"text":"  O Novembro Negro é um mês dedicado à reflexão sobre a luta da população negra contra o racismo, a discriminação, o preconceito e as desigualdades sociais. A data central do período é o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência à escravidão no Brasil.    Ao longo do mês, a Rede de Raça, uma das frentes da Comissão de Diversidade, Equidade, Inclusão e Pertencimento (DEIP), realizou uma série de ações voltadas à conscientização e promoção da equidade racial, com destaque para a divulgação de um Manifesto Antirracista ( veja abaixo ). O texto enfatiza a necessidade de intencionalidade para enfrentar as desigualdades estruturais.   “O racismo não é uma pauta exclusiva de pessoas negras, é um problema real e social que precisamos enfrentar enquanto sociedade”, diz o manifesto. Para Marília Barros, colíder da Rede de Raça, a intencionalidade mencionada no texto é essencial. “Transformar essa realidade demanda intencionalidade. Estamos pedindo que as pessoas sejam conscientes de suas ações, porque, inconscientemente, elas já são condicionadas a agir sob uma estrutura social racista, machista e homofóbica”, diz ela.   A coliderança de Marília, ao lado de Thales Athanásio, professor do Insper, coordenou a elaboração do manifesto de forma colaborativa. “Foi um processo de coconstrução com o grupo. Lemos, ajustamos e decidimos compartilhar não só com os colaboradores, mas com toda a comunidade do Insper, distribuindo o texto pelos prédios para que todos tivessem conhecimento dessa visão”, explicou Marília.       Cursos, encontros e vídeos    Outra ação realizada no mês foi o curso “Racismo: Uma Breve Introdução”, ministrado por Jan Góes, integrante da Rede de Raça. Realizado em dois encontros, nos dias 22 e 29 de novembro, o curso ofereceu uma visão histórica e contemporânea do racismo no Brasil, abordando conceitos como privilégio branco, discriminação e microagressões. Com debates e estudos de caso, o curso buscou capacitar os participantes a identificar e desafiar práticas racistas. “Ao final, os participantes puderam refletir sobre como o antirracismo é essencial para a inclusão e a justiça social”, destacou Jan.   Além disso, a Rede de Raça promoveu um encontro voltado para estudantes negros, liderado por Marília, que também atua como orientadora de carreiras no Insper. Realizado em 14 de novembro, o evento reuniu alguns [MAB1] estudantes e abordou questões sobre a vivência negra na universidade e no mercado de trabalho. “Foi emocionante ver como, para eles, ‘sucesso’ não é algo individual, mas está ligado à transformação de suas comunidades. Muitos falam em comprar uma casa para os pais ou oferecer um plano de saúde para a família”, contou Marília. No encontro, também emergiram desafios enfrentados no ambiente universitário e corporativo, como o desgaste enfrentado por terem que muitas vezes educar instituições para lidar com demandas específicas que deveriam ser consideradas.   Para alcançar um público maior no próximo ano, a Rede de Raça planeja realizar encontros regulares com estudantes negros, oferecendo um espaço de troca e orientação de carreira. “Queremos que esses momentos sejam mensais ou quinzenais, para dar suporte às questões que os impactam”, afirmou Marília.   Outra ação incluída no Novembro Negro foi a produção de minivídeos, com depoimentos da comunidade Insper sobre o tema. A ideia é que o material seja exibido nos videowalls do campus e nas redes sociais, reforçando o convite para que mais pessoas participem da Rede de Raça. “Nossa intenção é criar espaços onde pessoas negras no Insper possam se conectar e refletir sobre como é ser uma pessoa negra nesse ambiente”, conclui Marília."},{"fileName":"Manifesto.jpg","alt":"Manifesto Antifascista elaborado pelos integrantes da Rede de Raça"}]