[{"jcr:title":"Insper e AACSB debatem novos padrões para a educação de negócios","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:gestão-e-negócios","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional"},{"richText":"Evento reuniu lideranças acadêmicas e convidados para discutir impacto em ensino, pesquisa e engajamento social","authorDate":"01/06/2026 09h30","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional","title":"Insper e AACSB debatem novos padrões para a educação de negócios","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"amarelo - verde - vermelho"},{"themeName":"amarelo - verde - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O [Insper](https://www.insper.edu.br) e a [Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB)](https://www.aacsb.edu/) promoveram, em 26 de maio, o evento “Driving Excellence in Business Education: Insights from AACSB & Insper”, dedicado à discussão sobre o futuro dos padrões de acreditação internacional e o papel da pesquisa aplicada na educação superior. A AACSB — organização global de acreditação em educação de negócios — foi representada por Tim Mescon, vice-presidente para as Américas e responsável por crescimento e engajamento da organização, e Patty Edmondson, Member Engagement Manager da associação . O encontro reuniu gestores e lideranças acadêmicas em um debate sobre como demonstrar o impacto do conhecimento produzido dentro da academia. A abertura ficou a cargo de [Guilherme Martins](/pt/docentes/guilherme-silveira-martins) , presidente do Insper, que situou a trajetória da instituição desde sua fundação, em 1999, como escola de negócios sem fins lucrativos, até a ampliação do portfólio acadêmico para áreas como Engenharia, Ciência da Computação e Direito. Hoje, o Insper reúne 4.000 alunos na graduação, 2.500 na pós-graduação e quase 12.000 participantes em programas de educação executiva, além de manter mais de 135 parcerias internacionais. Guilherme destacou que a geração de conhecimento aplicado é parte central da missão da escola. A instituição detém a chamada “Triple Crown” — conjunto formado pelas acreditações AACSB, AMBA e EQUIS. A relação com a AACSB começou em 2004, com a primeira certificação em 2010 e a mais recente reacreditação em 2021. Para a visita prevista para 2027, o Insper optou por participar como piloto dos novos padrões da organização. Segundo Guilherme, a escolha de participar como piloto dos novos padrões dialoga com a missão e o momento atual do Insper. “O novo padrão da AACSB está bem alinhado ao que fazemos no Insper, então faz sentido participarmos desse processo”, afirmou. Para ele, a acreditação vai além de um selo de reputação. “Mais do que o selo, é muito importante para nós aproveitar a rede global de boas práticas da AACSB”, disse. A apresentação da AACSB foi conduzida por Tim Mescon, vice-presidente para as Américas e responsável por crescimento e engajamento da organização. Fundada em 1916, a AACSB tornou-se internacional em 1997 e conta hoje com mais de 2.000 membros em mais de 100 países. Cerca de metade dessas instituições são acreditadas, o que representa aproximadamente 6% das escolas de negócios do mundo. Tim apresentou ferramentas disponíveis aos membros da rede, como o AACSB Exchange, plataforma digital que reúne mais de 20 mil docentes e profissionais administrativos para compartilhamento de boas práticas, e o Data Direct, descrito como o maior banco de dados de escolas de negócios do mundo. “Nossos membros são capazes de ganhar força por meio da rede global”, afirmou, ao destacar oportunidades de conexão, colaboração, desenvolvimento profissional e acesso a dados para apoiar a tomada de decisão. Os novos padrões em desenvolvimento pela AACSB estão estruturados em três eixos de impacto. O Standard 7 avança na mensuração do impacto individual do ensino de cada docente. O Standard 8 concentra-se na excelência em pesquisa e em sua aplicação prática. Já o Standard 9 avalia como a escola contribui para sua comunidade e enfrenta desafios sociais. A acreditação foi apresentada como um processo conduzido por pares, orientado pela missão de cada instituição e comprometido com uma cultura de melhoria contínua. Pesquisa com propósito e impacto A programação incluiu o painel “Research Impact Framework: Institutional Perspectives”, moderado por [Flavia Piazza](/pt/docentes/flavia-ferreira-piazza) , coordenadora de Desenvolvimento Internacional no Insper. Participaram [Sérgio Lazzarini](/pt/docentes/sergio-giovanetti-lazzarini) , vice-presidente acadêmico do Insper, e Alexandre Garcia, pró-reitor de Pós-Graduação e professor dos programas de Mestrado em Ciências Contábeis e de Administração da [Fecap](https://www.fecap.br/) . O debate teve como ponto de partida o framework de impacto em pesquisa lançado pela AACSB, que propõe um “teste de propósito” para as escolas de negócios: em que medida a pesquisa produzida nas universidades gera contribuições que ultrapassam os limites da academia? Lazzarini explicou que a missão do Insper está orientada para a geração de conhecimento com viés aplicado. Para ele, a pesquisa publicada em periódicos de alto impacto pode e deve ser conectada a problemas reais. A instituição mantém um projeto estratégico para monitorar o alcance de sua produção intelectual, incluindo formatos como livros de divulgação e relatórios técnicos. O vice-presidente acadêmico do Insper também alertou para um risco: a academia não deve se transformar em uma “consultoria” que apenas replica conhecimento sem gerá-lo. “A academia pode contribuir mais quando é preciso mais isenção, criação de novas metodologias ou geração de debates. As organizações têm de estar preparadas para receber notícias ruins como resultado dos estudos produzidos em parceria com a academia”, afirmou. Alexandre Garcia trouxe ao debate a perspectiva da Fecap, instituição fundada há 124 anos por empresários e instituições financeiras com o propósito de resolver problemas práticos do comércio. Segundo ele, o engajamento com stakeholders é parte constitutiva da identidade da escola. Nos últimos anos, a Fecap criou centros de estudos para envolver professores e alunos na cocriação de pesquisas com associações de classe, empresas e organizações da sociedade civil. Alexandre detalhou o modelo adotado com profissionais de relações com investidores, que participam desde o planejamento das pesquisas até a apresentação dos resultados. “Desde o momento do planejamento, os profissionais definem o que os incomoda mais e que gostariam que pesquisas empíricas pudessem melhorar a atuação deles. Pesquisadores se debruçam sobre os dados e os resultados muitas vezes não agradam, mas a isenção é superimportante e é o que diferencia o trabalho da academia de outros trabalhos”, disse. A relação entre rigor metodológico e relevância prática também apareceu no debate. Alexandre afirmou que, na Fecap, o rigor é inegociável, inclusive pelas exigências da Capes, mas que a relevância nasce do diálogo com o mercado e com as organizações parceiras. Lazzarini complementou que não vê oposição necessária entre rigor e aplicação prática: o rigor serve justamente para garantir análises e conclusões mais sólidas. O tema da confiança emergiu como um dos principais desafios para ampliar o impacto da pesquisa. Para Alexandre, mais do que infraestrutura ou incentivos, a barreira cultural entre academia e mercado é o obstáculo mais difícil de superar. “A confiança talvez seja o aspecto mais delicado, porque envolve a cultura da organização e seus executivos. Há uma dificuldade de o mercado abrir as portas para a academia, para contribuir conjuntamente. Essa mudança cultural seria importante e necessária para quebrar a barreira que existe hoje”, afirmou. Lazzarini mencionou o uso de bases como a [Overton](https://www.insper.edu.br/pt/campus/biblioteca-telles/recursos-de-busca) , que mapeia citações em documentos de políticas públicas, como recurso complementar para medir o alcance da produção acadêmica. Ao mesmo tempo, reconheceu que a mensuração de impacto permanece complexa e sujeita a distorções. “Seria necessário ter um conjunto complementar de indicadores que possibilitasse validações cruzadas para entender o que efetivamente está acontecendo”, defendeu. O painel se encerrou com uma sessão de perguntas e respostas e agradecimentos de Flavia Piazza e Tim Mescon às instituições presentes. Ao final, o encontro reforçou que a discussão sobre impacto, acreditação e pesquisa aplicada envolve não apenas novos indicadores, mas também uma mudança cultural nas universidades, nas empresas e nas organizações que colaboram com a produção de conhecimento.  "},{"title":"acreditações","buttonText":"Conheça nossas acreditações"},{"title":"parcerias globais"},{"linkIcon":"icon-insper-return-arrow","linkText":"Saiba mais sobre a área"}]