[{"jcr:title":"Insper apresenta trabalho sobre desenvolvimento docente em conferência de educação em Lisboa","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/ensino","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/educação"},{"richText":"Beatriz Carvalho dos Santos, analista sênior de Desenvolvimento de Ensino e Aprendizagem (DEA), compartilhou a experiência da escola com comunidades de aprendizagem","authorDate":"14/04/2026 20h22","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/ensino","title":"Insper apresenta trabalho sobre desenvolvimento docente em conferência de educação em Lisboa","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Entre os dias 20 e 22 de março, o Insper participou do 9th International Academic Conference on Education, Teaching, and Learning (IACETL), realizado em Lisboa, Portugal. Na programação oficial, Beatriz Carvalho dos Santos, analista sênior de Desenvolvimento de Ensino e Aprendizagem (DEA), apresentou o paper Sustaining Uncertainty Through Collective Practice: Learning Communities as an Institutional Strategy for Faculty Development, desenvolvido com Fabiana Paixão, também analista sênior do DEA. A participação levou o Insper a um espaço internacional de debate sobre ensino, aprendizagem e desenvolvimento docente. Segundo Beatriz, foi a primeira vez que a escola participou do evento, escolhido a partir de um mapeamento de oportunidades internacionais. Além dos temas discutidos, a conferência chamou a atenção pelo formato, que favoreceu a convivência e a troca entre os participantes. Em grupos menores, os pesquisadores acompanharam as apresentações uns dos outros ao longo do dia, o que tornou as discussões mais conectadas. “Foi muito diferente de qualquer outra conferência que eu já participei por conta disso”, diz Beatriz. Foi nesse contexto que ela apresentou a experiência do Insper com comunidades de aprendizagem como estratégia institucional de desenvolvimento docente. O trabalho discute uma mudança de abordagem: em vez de concentrar a formação em cursos ou intervenções pontuais conduzidas pela área, o modelo aposta em espaços permanentes de troca entre professores, com mediação do DEA e protagonismo dos próprios docentes. No Insper, a iniciativa começou em 2024 com a  [Comunidade de Aprendizagem em IA](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/tecnologia/comunidade-de-aprendizagem-em-ia-estimula-o-uso-criterioso-da-tecnologia-no-ensino)  e depois foi ampliada para a área de Administração. Hoje, a comunidade de IA já soma 28 encontros, com reuniões mensais e formatos variados, como trocas de experiência, discussões em grupo e workshops. Nesse modelo, o DEA atua como facilitador: organiza a mediação, faz curadoria de materiais e apoia o processo, mas os temas surgem das dúvidas, desafios e práticas compartilhadas pelos professores. As comunidades também funcionam como um termômetro institucional. Ao acompanhar as conversas e os feedbacks gerados nos encontros, o DEA consegue identificar dilemas recorrentes, necessidades emergentes e oportunidades de apoio mais aderentes à realidade de cada programa. A próxima etapa é expandir o modelo para Direito e Engenharias, respeitando as especificidades de cada área. Em Lisboa, Beatriz observou que o tema dialogava com debates internacionais. Houve relatos de experiências próximas às chamadas comunidades de prática, mas, segundo ela, o diferencial do trabalho apresentado pelo Insper está em pensar a comunidade de aprendizagem como uma estratégia contínua de desenvolvimento docente, e não apenas como uma iniciativa temporária ligada a um projeto específico. Esse enquadramento gerou interesse por mostrar uma possibilidade estruturada e integrada à rotina acadêmica. Os primeiros desdobramentos da participação no evento já começaram a aparecer. Durante a conferência, Beatriz fez contato com Carly O’Neill-Barrett, pesquisadora da Universidade de Leeds, na Inglaterra, cuja pesquisa trata de authentic assessment, conceito ligado à revisão de modelos tradicionais de avaliação para propostas mais contextualizadas e alinhadas ao processo de aprendizagem do estudante. O tema dialoga com discussões que o Insper já vem promovendo sobre docência e inteligência artificial. Como resultado, a pesquisadora foi convidada a mediar em maio, de uma atividade da comunidade de aprendizagem de IA do Insper, em formato próximo a um workshop. Para Beatriz, a conferência também reforçou a importância de manter interlocução com instituições estrangeiras que atuam no suporte ao corpo docente. Mais do que apresentar uma experiência em desenvolvimento no Insper, a participação no 9th IACETL em Lisboa permitiu ampliar o diálogo com pesquisadores de outras instituições e trazer novas referências para o trabalho realizado pela escola nessa área.  "}]