[{"jcr:title":"Estudantes do Insper vivem sonho de jogar no Pacaembu","cq:tags_0":"programas:graduacao","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper"},{"richText":"Integrantes do time de futebol de campo do Insper falam sobre a expectativa de jogar no estádio histórico e sobre o impacto da experiência esportiva em suas trajetórias","authorDate":"31/10/2025 14h48","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","title":"Estudantes do Insper vivem sonho de jogar no Pacaembu","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Representar o Insper no maior campeonato universitário da América Latina já é motivo de orgulho para os alunos do  [Futcampo Insper](https://www.instagram.com/futcampoinsper/)  (FC Insper). Mas, neste ano, o sentimento é ainda mais especial: pela primeira vez, os jogos decisivos do Novo Desporto Universitário ( [NDU](https://www.ndu.com.br/) ) serão realizados no Estádio do Pacaembu, agora denominado Mercado Livre Arena. A equipe — atual campeã da competição — se prepara para entrar em campo em um dos palcos mais emblemáticos do futebol brasileiro, carregando consigo não apenas o escudo do Insper, mas o sonho de toda uma comunidade acadêmica apaixonada pelo esporte. O time chegou às quartas de final após uma campanha consistente, com sete vitórias em onze jogos. O confronto nas quartas é contra a equipe de Economia do Mackenzie, adversário histórico com quem protagonizou as últimas duas finais do torneio. “No atual torneio, passamos em quarto lugar e vamos enfrentar o quinto, que é o time com quem jogamos a final do ano passado”, explica Fernando Vita, aluno do quarto semestre de Engenharia Mecatrônica. “Vencemos no ano passado e perdemos no retrasado. Então é uma rivalidade de tempos.” No primeiro jogo das quartas, no último dia 26, o resultado foi um empate por 1 x 1. O confronto decisivo será agora no próximo domingo, 2 de novembro, às 15h, no Pacaembu. Para os estudantes, o simples fato de pisar no gramado do Pacaembu já representa uma conquista. “Para mim, jogar no Pacaembu sempre foi meio que um sonho”, conta Raphael Saad, aluno do terceiro semestre de Engenharia Mecatrônica. “Sou corintiano, meu time já ganhou títulos lá. É um estádio que carrega muita história. Estamos acostumados a jogar em campos simples e agora vamos estar num lugar que representa o mais alto nível do futebol. É inimaginável.” Lorenzo Bellini, do sexto semestre de Direito, compartilha a emoção com a mesma intensidade: “Acho que é um sonho de infância. Se não de todos, da grande maioria do time. Alguns de já nós sonhamos em ser jogadores de futebol e, por ‘n’ motivos, não foi possível. Então estar no Pacaembu é uma realização enorme.” A transmissão dos jogos pela Rede TV! desde as quartas de final até a grande final amplia a visibilidade do torneio e dá aos atletas uma experiência próxima à do esporte profissional. “Nunca passou pela cabeça de jogarmos uma final de universitário com transmissão em rede aberta, com pessoas assistindo em casa e no estádio”, diz Raphael. “Isso é uma motivação a mais.” Mas o entusiasmo vem acompanhado de responsabilidade. “É uma motivação enorme, mas também uma responsabilidade”, afirma Guilherme Moreira, do sexto semestre de Engenharia Mecatrônica. “Desta vez vai ter muito mais gente assistindo. Estamos defendendo o título, representando o Insper, e isso muda tudo. É um orgulho e um peso bom de carregar.” Mais que futebol Por trás da bola rolando, há uma rotina de conciliação intensa entre estudos e treinos. Os alunos se reúnem toda terça-feira à noite, às 21h30, em um campo alugado no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. “É o momento em que conseguimos tirar o estresse da semana”, diz Raphael. “Estudamos o dia inteiro, cumprimos nossas obrigações e reservamos essa uma hora e meia para extravasar e, ao mesmo tempo, levar a sério, porque o time representa a faculdade.” O compromisso é levado a sério. “Semana de provas começa mais cedo para nós”, diz Guilherme. “Todos se preparam antes para não ter desculpa para faltar no treino.” Fernando complementa: “Tem gente que trabalha, faz pós-graduação, tem mil compromissos, mas sempre dá um jeito de estar junto. É sacrifício, mas é o que faz a diferença.” A convivência dentro e fora de campo cria laços duradouros. “O time acaba virando uma família”, diz Lorenzo. “Nós treinamos juntos, estudamos juntos, vamos a festas juntos. Essa união é o que mais marca. E tem também a troca entre gerações — os mais velhos ajudam os calouros, dão dicas de faculdade, de vida. É um ambiente de amizade e aprendizado.” Essa integração se reflete na gestão do próprio time, que é feita de forma colaborativa. “Não temos hierarquia rígida”, explica Fernando. “Temos um grupo de oito pessoas que se dividem nas funções, organizam os treinos, as comunicações. Todos fazem um pouco de tudo.” Guilherme reforça: “Sabemos que ninguém vai organizar as coisas por nós. Se não nos mexermos, o time não anda”. Formação além da sala de aula Mais do que resultados em campo, participar do Futcampo Insper representa um aprendizado em disciplina, trabalho em equipe e liderança. “O que mais ganhamos é disciplina”, reflete Lorenzo. “Mesmo em época de provas, faltar a um treino ou jogo é algo que nem passa pela cabeça. E, além da disciplina, existe a troca entre pessoas de cursos e idades diferentes. É um networking muito rico.” Guilherme complementa com um exemplo: “No ano passado, dois alunos intercambistas estrangeiros entraram para o time. Eles jogaram tanto o Economíadas quanto o NDU. O futebol foi o que nos aproximou deles, mesmo sem falar a mesma língua. É uma forma de unir pessoas completamente diferentes”. O Economíadas é um dos maiores jogos universitários da capital paulista. Raphael resume o sentimento coletivo: “Todos ali estão por um propósito em comum — representar o Insper e fazer o Futcampo crescer. Nós colocamos toda a energia nisso, dentro e fora de campo.” Rumo a um sonho coletivo Desde 2010, o NDU organiza o esporte universitário paulista em séries, com crescimento recorde de atléticas, equipes e modalidades. Neste ano, a competição contou com a participação de 934 equipes de 42 Atléticas, totalizando mais de 10 mil atletas em 17 modalidades. No futebol de campo, o NDU 2025 trouxe uma nova era para o esporte universitário, com a parceria inédita entre o torneio e a Mercado Livre Arena Pacaembu. As semifinais serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro, no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, e a grande final será no dia 29 de novembro. O caminho até lá é desafiador, mas não falta motivação para os estudantes — dentro e fora do Insper. “Desde o anúncio do Pacaembu e das transmissões, a competitividade aumentou muito”, observa Raphael. “Todos querem estar nesse palco.” Para o grupo, o sonho de jogar no Pacaembu vai muito além do resultado. “Dá um friozinho na barriga, claro”, admite Raphael. “Mas é um frio bom. É o tipo de coisa que vamos lembrar para sempre.”  "}]