[{"jcr:title":"Liderança feminina que transforma o serviço público","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","cq:tags_1":"formato-de-programa:educa--o-executiva","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:políticas-públicas"},{"richText":"A trajetória inspiradora de Chaiana Foletto Lorenzi, que fortaleceu sua atuação na gestão pública ao participar do programa Lideranças Femininas em Finanças Públicas, no Insper, com módulo internacional nos Estados Unidos","authorDate":"06/03/2026 10h40","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","title":"Liderança feminina que transforma o serviço público","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Há trajetórias que começam com um sonho simples e ganham força quando encontram sentido. Para Chaiana Foletto Lorenzi , esse sentido apareceu quando ela percebeu que números não são apenas números: são escolhas, prioridades e, no fim do caminho, serviços que alcançam alguém. “É um trabalho silencioso, que ninguém vê, mas que transforma os recursos em ações reais para o cidadão”, diz Chaiana, que lidera a Coordenação de Administração Financeira (CAF) do Tesouro Estadual, vinculada à Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná. Curitibana, formada em Ciências Contábeis pela PUC-PR, Chaiana cresceu olhando para o mundo dos negócios com admiração. “Quando eu era criança, via as pessoas com terno e maleta e pensava: eu quero ser essa pessoa.” Ela abriu um escritório de contabilidade, trabalhou com abertura de empresas e consultoria financeira e tributária. Mas a rotina, apesar de intensa, não preenchia. “Eu não encontrava propósito naquilo.” A virada veio com os concursos públicos. “Eu via no setor público a oportunidade de fazer uma diferença real.” Após cerca de dois anos de preparação, foi aprovada e, já na primeira semana, passou a atuar na Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná. Ao longo do caminho, aproximou-se de projetos e comissões e entendeu que também queria liderar. “Eu percebi que queria exercer liderança.” Para uma mulher em uma área técnica e historicamente masculina, isso exige mais do que domínio do assunto: exige presença, voz e coragem. Uma sala só de mulheres e um espelho coletivo O Insper entrou em sua vida quase por acaso, em uma postagem no LinkedIn da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O anúncio divulgava o programa Lideranças Femininas em Finanças Públicas, promovido pela STN em parceria com a Caixa e ministrado pelo Insper, gratuitamente para servidoras de estados e municípios. Chaiana articulou a inscrição do Paraná via Escola Fazendária. Foi indicada pelo secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, em nome do governador do Paraná, e recebeu apoio direto também de sua diretora, Carin Caroline Deda Malhadas. “Se não fosse o apoio deles, eu não teria a chance de fazer esse curso”, ressalta. A turma reuniu 50 mulheres em 144 horas de aulas e 12 horas de Projeto Aplicado, com professoras e banca avaliadora 100% femininas. O conteúdo ampliou seu olhar: “Eu atuo na execução financeira. Durante o curso no Insper, eu entendi melhor o começo: como nascem as políticas públicas e como o planejamento se conecta ao que chega na ponta”. Mas foi a troca entre mulheres que abriu uma conversa difícil e necessária. “Quando nós compartilhamos experiências, percebemos uma dificuldade comum: posicionar-se, ocupar espaços de liderança e ser ouvida sendo mulher.” E ela sintetiza o que muitas vivem: “Muitas vezes nós precisamos trabalhar três vezes mais para alcançar a mesma posição que um homem conquista com mais facilidade”. Harvard e o aprendizado de dar nome às ideias O programa previa um passo extra: os melhores projetos seriam selecionados para um módulo internacional em Harvard, com 25 participantes. Chaiana integrou um grupo de cinco mulheres e escolheu um problema que dói no país inteiro: obras públicas paralisadas. O diagnóstico citado no projeto aponta que 56% dos municípios têm ao menos uma obra paralisada, somando R$ 63,1 bilhões; metade está na Educação e, a cada cinco, uma é na Saúde. A proposta foi o RUMO (Rastreamento Unificado de Metas e Obras), um agente de IA para apoiar o acompanhamento de cronogramas e prevenir atrasos e paralisações. “O projeto desenhou como automatizar análises e fortalecer a previsibilidade”, resume. O RUMO recebeu a maior nota e ficou em primeiro lugar. A apresentação final foi em 27 de junho de 2025 e, no mesmo dia, veio a confirmação para Harvard, um daqueles momentos que ficam. “Quando eu me questiono, eu lembro: eu estive em Harvard. Eu tenho uma vivência global.” Entre 26 e 31 de julho de 2025, ela viveu três dias intensos de aulas sobre estratégia, comunicação e negociação. Uma lição virou prática de liderança: reconhecer autoria. “Em muitas mesas, uma mulher apresenta uma proposta e ela não é acolhida. Depois alguém repete o mesmo ponto com outras palavras e recebe aplausos. Nós aprendemos a identificar a origem da ideia e dizer claramente quem a trouxe.” Para ela, isso muda culturas por dentro, no detalhe que antes passava despercebido. O futuro, ela diz, é continuar estudando e ampliando impacto: quer um mestrado profissional em administração e contabilidade e já construiu uma base com MBAs em Economia Comportamental e em Gestão de Projetos. A frase que carrega como bússola é direta, como quem escolheu não esperar permissão: “Se não eu, quem? Se não agora, quando?”."},{"jcr:title":"Chaiana Foletto Lorenzi na Universidade Harvard","fileName":"Chaiana Foletto Lorenzi (2).jpeg","alt":"Chaiana Foletto Lorenzi na Universidade Harvard"}]