[{"jcr:title":"Com o Raposa Acolhe, veteranos ajudam calouros na integração ao Insper","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/institucional"},{"richText":"Programa conecta estudantes bolsistas para facilitar transição acadêmica e adaptação à vida em São Paulo","authorDate":"19/09/2025 16h10","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","title":"Com o Raposa Acolhe, veteranos ajudam calouros na integração ao Insper","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Alcidys Barbosa e seu calouro Guilherme Machado","fileName":"Alcidys Barbosa e Guilherme Machado.jpeg","alt":"Alcidys Barbosa e Guilherme Machado"},{"text":"No segundo semestre de 2025, o Insper lançou o Raposa Acolhe, programa que conecta estudantes veteranos a calouros bolsistas para facilitar a adaptação à vida acadêmica e à cidade de São Paulo. O objetivo é oferecer uma rede de apoio que vai além das salas de aula, especialmente importante para os muitos ingressantes que chegam de outras regiões do Brasil, sem família ou amigos por perto, e enfrentam desafios tanto na rotina escolar quanto no cotidiano de uma metrópole com 12 milhões de habitantes. A proposta é simples: cada veterano se voluntaria para acompanhar um ou mais calouros durante a transição. O apoio abrange desde questões práticas — como indicar um supermercado próximo — até dicas sobre a escola e curso que frequentam. O formato é flexível, permitindo que cada dupla encontre sua própria dinâmica. Para compreender como essa experiência tem se desenvolvido, conversamos com duas duplas de participantes. Na Engenharia Mecânica, Alcidys Barbosa, do segundo semestre, atua como mentor de Guilherme Machado, calouro recém-chegado de Goiânia (GO). Na Ciência da Computação, Felipe Adeildo da Silva, também do segundo semestre, acompanha Vitoria Machado, aluna do primeiro semestre vinda recentemente de Volta Redonda (RJ). A origem da iniciativa O Raposa Acolhe surgiu de conversas entre bolsistas e o time do Programa de Bolsas. Alguns estudantes relataram dificuldades no início de suas jornadas na escola e na cidade e sugeriram que uma rede de apoio entre pares poderia ser útil. Alcidys, natural de Fortaleza, recorda sua chegada: “Muita gente vem de fora e não tem rede de apoio. Conectar veteranos e calouros ajuda na adaptação, não só na escola, mas na cidade também”. Ele destaca que, em seu caso, a presença de alguém em fase similar do curso poderia ter ajudado bastante: “Quando iniciei o curso, não tive ninguém das séries próximas para dizer: ‘Dê mais importância a isso agora, aquilo pode esperar’. Isso teria feito diferença”. Felipe, alagoano de Coruripe e veterano designado para auxiliar Vitoria, reforça a mesma percepção: “Quando cheguei, ainda não havia o programa. Às vezes, uma conversa rápida ajudaria a tirar dúvidas que nenhuma outro meio consegue resolver”. Os desafios da chegada Os relatos mostram que os obstáculos são diversos, variando conforme a origem e experiência prévia de cada estudante. Guilherme, calouro de Mecânica, descreve seu impacto inicial ao chegar a São Paulo: “A maior dificuldade era saber onde ficava tudo — supermercado, academia, a própria escola. E na faculdade, é muita novidade de uma vez. Trabalho em grupo, entregas... Ter alguém que já passou por isso ajuda muito”. Vitoria, por sua vez, já conhecia São Paulo, mas precisou se adaptar à intensidade de um curso integral: “Moro na Toca da Raposa e o ambiente é bem estruturado. Temos regras e até multas simbólicas para incentivar a boa convivência, como não deixar louça suja na pia. Isso ajuda bastante. Meu maior desafio agora é pensar em como vou construir experiência de mercado”. Felipe destaca que, para ele, o obstáculo inicial foi logístico: “Foi difícil encontrar moradia, porque as vagas na Toca já estavam preenchidas. Felizmente, consegui um lugar próximo ao campus”."},{"jcr:title":"Felipe Adeildo da Silva com os calouros Vitoria Machado e Joaquim Figueiredo","fileName":"Felipe Adeildo da Silva com os calouros Vitoria Machado e Joaquim Figueiredo.jpeg","alt":"Felipe Adeildo da Silva com os calouros Vitoria Machado e Joaquim Figueiredo"},{"text":"O programa na prática O formato do Raposa Acolhe é intencionalmente descomplicado. Cabe a cada veterano e calouro construir o vínculo, sem encontros obrigatórios ou cronogramas rígidos. Alcidys, responsável por Guilherme e outros dois calouros, explica: “Criei um grupo no WhatsApp com eles. Sempre que aparece algo útil — dica de matéria, aula gravada, evento —, eu compartilho. Para alunos de Mecânica, programação costuma ser um desafio, então logo no início compartilhei materiais com eles para facilitar”. Felipe, orientador de Vitoria e também do aluno Joaquim Figueiredo, segue caminho similar: “Marcamos cafés, almoçamos, e compartilho o que aprendi no começo”. Do lado dos calouros, os benefícios são evidentes. Guilherme nota a importância das conexões que o veterano proporciona: “O Alcidys me apresenta pessoas que talvez eu não tivesse coragem de abordar diretamente. Isso facilita a socialização”. Vitoria destaca o aspecto acadêmico e de carreira: “Como o Felipe está um semestre à frente, tem mais experiência. Isso me ajuda a entender melhor o mercado para aproveitar as oportunidades que surgirem”. Projetos e aspirações As conversas entre veteranos e calouros também abrem espaço para discutir expectativas futuras. Guilherme, mesmo iniciando agora o curso, já tem um objetivo profissional claro: “Quero trabalhar com carros de corrida, no automobilismo”. Alcidys, seu veterano, vislumbra outro caminho: “O setor de geração de energia, especialmente renovável, é o que mais me chama atenção no momento”. Felipe combina o papel de estudante com os primeiros passos como empreendedor: “Participei de hackathons, conheci meus sócios em um deles e hoje toco uma startup chamada Verdora, uma conta digital com ERP voltado para fruticultores.” Vitoria ainda explora possibilidades: “Quero trabalhar com desenvolvimento de software, talvez games. Mas também tenho participado de visitas e oportunidades de summer job. Ainda estou descobrindo”. Senso de pertencimento O programa também fortalece o senso de pertencimento à comunidade Insper. Felipe vê no Raposa Acolhe um desdobramento natural de iniciativas existentes: “A própria Toca da Raposa surgiu para atender às necessidades dos estudantes bolsistas de fora de São Paulo. Isso mostra o comprometimento do Insper. A gente sente que faz parte de algo maior”. Guilherme resume a função do veterano em poucas palavras: “Às vezes, é importante ter alguém para te dizer: ‘calma, vai dar certo’. Isso já ajuda bastante”. Vitoria já projeta sua participação futura no programa, em outro papel: “Quando for veterana, pretendo me voluntariar para ajudar os próximos calouros, assim como estão me ajudando agora”.  "}]