[{"jcr:title":"A importância da gestão por trás da pesquisa científica","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/pesquisa"},{"richText":"Realizado no Insper, o 1º Seminário Internacional BRAMA destacou o papel estratégico dos gestores de pesquisa na ampliação do impacto científico e institucional","authorDate":"25/11/2025 12h26","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper","title":"A importância da gestão por trás da pesquisa científica","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Entre os dias 3 e 5 de novembro, o Insper recebeu o 1º Seminário Internacional BRAMA de Gestão da Pesquisa, promovido pela Associação Brasileira de Gestores de Pesquisa (BRAMA). O evento reuniu cerca de 200 participantes — entre gestores, pesquisadores e representantes de instituições de fomento — para debater o papel estratégico da gestão da pesquisa no desenvolvimento científico do país. A iniciativa representou um passo importante na consolidação dessa carreira no Brasil, ainda em formação quando comparada a países do Hemisfério Norte. Durante três dias, o seminário abordou temas como captação de recursos, gestão de projetos, ética na pesquisa e o uso de tecnologias emergentes no apoio à ciência. “Nos Estados Unidos e na Europa, a profissão de gestor de pesquisa é consolidada há décadas. Lá, a maioria das universidades tem estruturas dedicadas a apoiar o pesquisador. Aqui, ainda estamos construindo esse caminho”, explica Juliana Juk Susnik, consultora de gestão de pesquisa do Insper e vice-presidente da BRAMA. Formação e reconhecimento de uma carreira A programação do evento foi dividida em três eixos. O primeiro dia contou com um curso prático de escrita de projetos de financiamento, voltado a profissionais que buscam aprimorar a elaboração de propostas para editais de agências como Fapesp, Finep e CNPq. No segundo dia, o seminário apresentou painéis sobre gestão da pesquisa em instituições públicas e privadas, com palestrantes de universidades e centros de excelência nacionais e internacionais. O terceiro dia foi dedicado à troca de experiências e à criação de redes de colaboração entre gestores. Entre os convidados internacionais estavam Cristina Oliveira, da Universidade NOVA de Lisboa, e José Santos, do Instituto Politécnico de Bragança, ambos de Portugal. “Um dos aspectos mais gratificantes foi ver muitos profissionais perceberem que aquilo que fazem no dia a dia tem um nome e um papel essencial dentro da ciência”, diz Juliana. “Muitos participantes entenderam, talvez pela primeira vez, que são gestores de pesquisa — pessoas que tornam possível que as ideias científicas saiam do papel.” Segundo ela, essa percepção é um marco importante. O gestor de pesquisa atua em todas as etapas do ciclo de vida de um projeto — da identificação de oportunidades de fomento à prestação de contas e divulgação dos resultados. “Ele aumenta não só as chances de aprovação de um projeto, como também a qualidade da sua execução”, explica. “Ao cuidar das questões administrativas e financeiras, o gestor permite que o pesquisador se concentre na parte científica.” O papel do Insper na consolidação da área A decisão de sediar o evento no Insper reforça a estratégia da instituição de fortalecer sua atuação como centro de pesquisa de excelência. Desde 2023, o Insper conta com um Escritório de Pesquisa, voltado a orientar docentes e equipes na captação de recursos e na gestão de projetos científicos. “O Insper vem investindo nessa estrutura por entender que a gestão da pesquisa é uma vantagem competitiva”, afirma Juliana. “Ter um escritório especializado permite que os professores dediquem mais tempo à investigação e menos à burocracia.” Para Vinícius Barqueiro, coordenador do Escritório de Pesquisa do Insper, o avanço da instituição nessa área está diretamente ligado a uma visão de longo prazo. “No Insper, estamos constantemente pensando como aprimorar nossa gestão de pesquisa, para que ela seja cada vez mais profissional, eficiente e potencializadora da produção e difusão do conhecimento dos nossos professores e centros. Para isso, é essencial ter momentos como este seminário internacional, de debate e troca de experiências e visões junto a outras instituições brasileiras e internacionais”, diz Vinícius. “Nossas portas estão sempre abertas e nosso intuito é cada vez mais contribuir, também, pela qualificação da gestão de pesquisa no Brasil.” Durante o seminário, professores do Insper participaram ativamente, seja como alunos do curso de escrita de projetos, seja em palestras e mesas de discussão. Entre eles estavam Cristine Pinto, Carolina Melo, Carla Ramos, Mariana Chies, Ana Diniz e Tiago Tavares, além de Suelane Garcia, que apresentou uma palestra sobre o uso de inteligência artificial na pesquisa.  "}]