Novas teorias podem ser aplicadas em estudos de séculos passados

Alunos aprendem sobre a relação entre ciências emergentes e análise de dados

Em tempos de Big Data e do desafio de avaliar uma grande base de dados, saber fazer as perguntas certas é fundamental para conseguir a informação que se procura. No entanto, nem toda a resposta precisa de um novo cálculo ou estudo, mas sim da releitura de teorias e fórmulas já pensadas e aplicadas no passado.

Apesar de ainda pouco aplicado no dia a dia dos negócios, o tema foi abordado no Ciclo de Palestras em Ciências Emergentes, coordenado pelo professor Marco Caetano e que aconteceu no decorrer do ano letivo no Insper.

“É importante os alunos entenderem quantas perguntas devem ser feitas para descobrir uma informação e como medi-la”, explica o professor, que ministrou duas palestras para os alunos da Graduação e convidou seis pesquisadores para apresentarem seus projetos.

Entre os temas abordados estão a cosmologia, a astrofísica e a astronomia, que são chamadas de ciências emergentes. Essa nomenclatura é utilizada para teorias e aplicações novas em relação aos estudos desenvolvidos em séculos passados.

Embora existam diversas correntes e perspectivas teóricas, essas ciências podem ser aplicadas em diferentes áreas. “A entropia, por exemplo, mede a perda da informação em determinado evento e o quanto é aleatório. Na Administração, é possível identificar fraudes, sabendo se há invenção de números. Na Biologia é usada na alteração de gene e o que acontece com essa mudança”, detalha.

O estudo, apesar de ser comum no meio acadêmico, é ainda pouco utilizado no mercado brasileiro. Porém, países como Alemanha, França e Inglaterra já perceberam a importância da entropia e o utilizam como base para análise de números.

Para enriquecer o debate, o ciclo de palestras contou com a participação dos palestrantes convidados Osman F. da Silva, Ney Ricardo Moscati, Ronald Buss de Souza, Reinaldo Rosa, Francisco Carlos Rocha Fernandes e Takashi Yoneyama que contribuíram para esta nova abordagem e olhar sobre o tema.

Para saber mais, assista aos vídeos do Ciclo de Palestras em Ciências Emergentes.