Confiança dos empresários de pequenos e médios negócios registra ligeira queda para o primeiro trimestre de 2011

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Apesar da queda, resultado do IC-PMN mostra que o otimismo continua alto em relação ao mesmo período do ano passado.

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) para o primeiro trimestre de 2011 registrou ligeira queda em relação ao último levantamento. Elaborado em parceria pelo Insper e Santander, o indicador alcançou 74,6 pontos ante 75,5 na pesquisa anterior, mas ainda superior ao mesmo trimestre de 2010, quando registrou 68,9 pontos, em uma escala de 0 a 100 pontos.

“Acreditamos que a demanda por crédito neste segmento continuará evoluindo favoravelmente em 2011”, diz Mario Fanucchi, superintendente executivo do Segmento de Pequenas e Médias Empresas no Santander.

Na análise dos dados que compõe o índice, a confiança em relação ao faturamento continua sendo a pontuação mais alta (78,0), embora menor que o da última pesquisa (79,8). De um modo geral, foi registrado recuo na expectativa relacionada a variáveis específicas das empresas, tais como faturamento e lucro. Por outro lado, a confiança no investimento e na expectativa de novas contratações aumentou, para 74,0 e 70,7, respectivamente.

Na segmentação por setor da economia, o comércio apresentou queda de 75,9 para 74,6 pontos, enquanto o setor de serviços diminuiu de 75,1 para 74,4 pontos. A indústria registrou maior estabilidade, passando de 74,8 para 74,6 pontos.

Para o professor Danny Claro, coordenador do projeto no Insper, “é importante destacar que, a despeito da ligeira queda, o índice aponta que o otimismo se mantém quando comparamos com o resultado do mesmo período do ano passado. Podemos até falar em uma estabilização do indicador.”

Entre as regiões do país, foi registrada queda entre os empresários das regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste, este último com a maior queda, de 77,5 no último levantamento para 74,1 pontos. No Sudeste e na região Norte, que voltou a ser a mais alta, houve crescimento da confiança dos empresários. As regiões registraram 75,3 e 76,7 pontos, respectivamente.

Nesta edição, o levantamento para o IC-PMN perguntou aos empresários o que o novo governo deve considerar para contribuir com o desenvolvimento das pequenas e médias empresas no país. A massiva maioria destacou a necessidade de diminuição da carga tributária (66%). Em seguida, foi destacada a necessidade de ampliação de linhas de crédito com 16% das respostas. Redução da burocracia e investimento em formação profissional registraram 8%. Apenas 2% dos entrevistados destacaram o aumento da participação das pequenas e médias empresas nas compras governamentais como fundamental para o desenvolvimento do setor.

O levantamento do IC-PMN foi feito a partir das respostas de 1.200 empresários das cinco regiões do País e de três ramos de atividade (comércio, serviços e indústria). Fazem parte da amostra empresas que faturam até R$ 30 milhões/ano.

Para acessar o relatório do 9º Índice IC-PMN clique aqui.

Dezembro/2010

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