STAM e KCAM: A crise da marcação a mercado

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Autores/Pesquisadores: Marcelo Guterman

Área: Finanças (FF)

 

Código de Identificação do Caso: FF-P0001

Código de Identificação da Nota de Ensino: FF-P0001-TN

 

O ano de 2002 foi marcado por uma grande volatilidade no mercado financeiro brasileiro, principalmente em função das incertezas trazidas pelo processo eleitoral. A deterioração dos preços dos títulos públicos e, em especial, dos títulos e estruturas atrelados à taxa SELIC (LFT’s), levantou um problema bastante grave para os gestores de fundos DI: Como reconhecer essa deterioração no valor das cotas desses fundos, sempre reconhecidos como os mais conservadores do mercado? A marcação a mercado dos ativos da carteira de um fundo de investimento é um princípio fiduciário basilar. No entanto, pode provocar maior volatilidade nos retornos do fundo, sendo prejudicial para a sua aceitação pelo investidor. A decisão foco do case é: até que ponto deve-se aplicar o princípio da marcação a mercado, com tudo o que pode significar em termos de aumento percebido do risco e conseqüentes perdas comerciais? Outros assuntos correlatos são: a gestão de fundos conservadores em tempos de crise; a utilização do CDI como benchmark; o papel do Banco Central como gestor da dívida pública e como fiscalizador do mercado; a estrutura decisória de uma empresa de asset management. O caso é montado em torno de duas empresas fictícias de asset management (mas que têm seus correspondentes na realidade). A primeira faz o papel de uma empresa que sempre adotou o critério de marcação a mercado para os seus ativos, enquanto a segunda é obrigada a adotá-la diante da crise. Dessa forma, fica o convite: traçar linhas de ação para cada uma dessas empresas ainda no início da crise.

 

Objetivos de aprendizagem

As boas práticas fiduciárias são fundamentais no negócio de asset management, mesmo que essas práticas levem a decisões que possam colocar o negócio em risco. Por serem estruturados como condomínios, os fundos de investimento têm como característica a interdependência entre os seus cotistas. Por práticas fiduciárias entendemos todos os procedimentos que visam a atender o melhor interesse dos cotistas em seu conjunto, evitando privilegiar uns em detrimento de outros.

Este caso tem como objetivo principal discutir o custo da implementação ou da não implementação da marcação a mercado, uma das mais importantes práticas fiduciárias. Por um lado, se o MTM permite o tratamento igualitário entre os cotistas, por outro pode ser percebido por estes mesmos cotistas, como um indício de má gestão, pela volatilidade e eventual má performance gerada por essa prática.

Além desse objetivo principal, outros pontos importantes podem ser discutidos, de acordo com o enfoque que o professor quiser dar para a sua aula. Vejamos alguns destes pontos no próximo item.

 

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