Embraer na China: Competindo em um Ambiente Regulado

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Autores/Pesquisadores: Sergio Lazzarini, L. J. Bourgeois

Área: Administração, Organizações e Estratégia (AE)

 

Código de Identificação do Caso: AE-E0009

Código de Identificação da Nota de Ensino: AE-E0009-TN

 

Em 2002, a Embraer, uma fabricante de aeronaves brasileira, e a AVIC II, uma corporação de aviões da China, fizeram uma joint venture numa unidade fabril localizada em Harbin, na Manchúria. Seu objetivo era a montagem dos ERJ 145 da Embraer, aeronaves de 50 lugares usadas em transporte regional de passageiros. Após um período de desapontamento, com um número pequeno de pedidos feitos por companhias aéreas chinesas, no final de 2006, a Embraer recebeu 100 pedidos: 50 ERJ 145, a serem montados na China, e outros 50 EMBRAER 190 (uma aeronave mais moderna e maior, com 108 lugares), a serem exportados do Brasil. No entanto, havia muitos desafios a enfrentar. A AVIC I, a outra empresa estatal chinesa de montagem de aviões, planejava uma nova família de jatos regionais, os ARJ 21, para competir em pé de igualdade com as aeronaves da família EMBRAER 190. Além disso, o mercado de viagens regionais na China ainda era emergente, e o desenvolvimento de novas rotas era fortemente regulado pelo governo.

Começando com uma breve exposição da história da Embraer seguida por uma descrição da indústria mundial de manufatura de aeronaves, o caso analisa a indústria de aeronaves para o transporte de passageiros, com ênfase na China. Abordam-se a entrada da Embraer na China, incluindo suas tentativas anteriores, o acordo com a AVIC II e o funcionamento da joint venture e se analisam também os novos entrantes AVIC I (China), Sukhoi (Rússia) e Airbus. O caso termina com a apresentação das expectativas da Embraer para o mercado chinês e retoma a questão proposta nos parágrafos introdutórios: o que a Embraer deveria fazer para fomentar as vendas na região e ao mesmo tempo se isolar da crescente competição?

 

Objetivos de aprendizagem

O objetivo deste caso é ensinar aos alunos os benefícios e perigos de expansão global, as formas que as empresas podem usar para lidar com suas operações internacionais e os desafios formidáveis que surgem quando empresas tentam se expandir em mercados diferentes como o chinês. Esses desafios são impostos por uma miríade de fatores, que variam de assuntos institucionais (regulamentação, cultura etc.) a ameaças associadas ao novo ambiente competitivo. O caso permite a discussão relativa aos possíveis modos de entrada que empresas podem usar em suas operações internacionais. Neste caso específico, mostra-se que, às vezes, uma forma de entrar num mercado baseado em exportações simples pode ser inviável e que a necessidade de lidar com instituições locais (incluindo as regulamentações governamentais) exige um modelo de entrada baseado em alianças com parceiros locais. Finalmente, o material incluso no caso promove a discussão da governança de uma joint venture internacional.

O caso pode ser usado em cursos como Gestão Estratégica, Gestão Internacional e Análise Competitiva e da Indústria.

 

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