Alumnus ganha prêmio Mário Covas por projeto na área de educação

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Desde formado, Ernesto Martins Faria (ECO 2008) vem construindo sua carreira nos segmentos de pesquisa e educação. Trabalhando desde 2012 na Fundação Lemann, ele e sua equipe ganharam recentemente o prêmio Mário Covas por um dos projetos que coordena, o QEdu. Leia abaixo a entrevista com o alumnus, que contou sobre sua trajetória.

Desde o início de sua carreira você trabalhou com educação. Como foi essa trajetória e o que te motivou a isso? 

Desde os tempos de colégio sempre gostei muito do assunto educação. Como eu estudei em escola pública, já percebia a importância da educação e das questões relacionadas ao nível socioeconômico no desempenho dos alunos. No Ensino Médio, prestei uma prova e entrei no Colégio Embraer Juarez Wanderley, porém mantive contato com alguns amigos da escola pública e percebi que uma boa parte tinha baixas expectativas para o futuro.

Diferente de alguns colegas meus do Insper, nunca pensei em trabalhar com finanças nem no mercado financeiro. Meu primeiro estágio foi no antigo IFB (Instituto Futuro Brasil), atual CPP (Centro de Políticas Públicas) do Insper. Lá eu trabalhava com pesquisas tanto em educação como em segurança pública. Nessa época de estágio eu não tinha muito claro ainda em qual área eu pretendia trabalhar, mas eu já tinha percebido que eu gostava muito de pesquisa e que queria seguir trabalhando com isso. No início fiquei na dúvida se eu queria seguir como economista, se queria fazer ANPEC, ou seguir com pesquisas mais aplicadas e trabalhar em consultorias, por exemplo. Na época, a estrutura do IFB não permitia a efetivação de um estagiário, então depois de formado comecei a ser assistente de pesquisa de alguns doutorandos professores do Insper e comecei a procurar trabalhos mais voltados à pesquisa, em consultorias e institutos.

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Ernesto Martins Faria recebendo o Prêmio Mário Covas junto de sua equipe

Alguns meses depois, recebi o convite de uma professora para participar de um projeto com ela na ONG “Todos pela Educação”, onde fui ser assistente de conteúdo técnico. No “Todos” eu me aprofundei bastante no assunto e criei uma boa rede de networking. Além disso, fiz muita consultoria paralela para aprimorar meu conhecimento e currículo, como para a Unesco por exemplo, em paralelo ao dia a dia na ONG. Quando saí da “Todos pela Educação”, dei início ao meu blog sobre diagnósticos e análises relativas à educação, onde percebi que existia uma lacuna muito clara: faltam pesquisadores analisando dados sobre educação de forma mais acessível e didática.

 

Além de ter feito Graduação no Insper, você trabalhou aqui por um tempo na área de Novos Projetos Acadêmicos. Como foi essa experiência?

A experiência como consultor independente e com o site Estudando Educação foi ótima, mas comecei a sentir falta da estrutura de trabalhar em um escritório. Depois de uns 3 ou 4 meses só fazendo consultoria e gerando conteúdo para o blog surgiu uma vaga de Analista de Novos Projetos Acadêmicos no Insper da qual me interessei. Entrei para colaborar com a realização do Plano de Negócios da Escola de Engenharia, que eu considero um projeto bem inovador para o mercado de Engenharia no Brasil, uma área em que temos poucas faculdades com boa qualidade. Entrei em setembro de 2011 e só fiquei até o final do ano, pois nessa mesma época fui chamado para começar a trabalhar na Fundação Lemann para coordenar a área de Políticas Educacionais, com autonomia para propor projetos. Uma proposta quase que irrecusável. O bacana é que mesmo tendo ficado apenas 4 meses trabalhando no Insper, consegui chegar até o final da 1ª fase do projeto, que era o Plano de Negócios.

 

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Conte um pouco sobre a sua atuação na Fundação Lemann hoje e sobre o Projeto QEdu, que ganhou o Prêmio Mário Covas. 

Entrei na Fundação Lemann no começo de 2012, como coordenador de projetos. Alguns deles eu toco desde que cheguei, sempre pensando em uma maneira de “humanizar” os dados relativos à educação, para que a sociedade veja mais sentido neles. O QEdu é  um portal aberto e gratuito, onde é possível encontrar informações sobre a qualidade do aprendizado nas escolas de todo o Brasil. A ideia é que toda a sociedade brasileira tenha a oportunidade de conhecer melhor a educação no nosso país. Recentemente o QEdu recebeu o Prêmio Mario Covas na categoria Governo Aberto, em um evento realizado na Sala São Paulo. O Prêmio, que já está em sua 10ª edição, reconhece iniciativas inovadoras e de excelência, que apoiam a modernização da administração pública paulista e, desde sua penúltima edição, passou a aceitar inscrições de projetos da sociedade civil. O QEdu, um dos primeiros projetos não-governamentais a serem premiados, foi reconhecido por disponibilizar dados oficiais em um formato que facilita o acesso e o entendimento de toda a sociedade, ou seja, o bom uso de informações públicas. Outro reconhecimento bacana é que por causa do Prêmio Mário Covas fui convidado para apresentar o QEdu em Portugal, na cidade do Porto.

 

Em quais aspectos a Graduação no Insper contribuiu para a sua carreira?

Acho que principalmente em relação à parte de análises quantitativas, mais especificamente as matérias de Estatística e Econometria, além das atividades do curso também auxiliarem no desenvolvimento de um raciocínio lógico muito bem trabalhado. Esse embasamento ferramental que o Insper oferece me ajudou muito em ter mais credibilidade e firmeza na elaboração e análises dos meus relatórios e estudos.

Além do prêmio Mario Covas, Ernesto recebeu outros reconhecimentos pelo seu trabalho com Educação.

  • Prêmio CONIP de Excelência 2014 – categoria Serviços de Informações e Cidadania: finalista também com o projeto QEdu, Instituto ITIP e Conip.
  • Prêmio Esso 2013 – categoria Educação: fez análises para a reportagem finalista “Estado Laico, Educação Nem tanto”, que se utilizou de dados disponibilizados no portal QEdu, ExxonMobil.
  • Banco de Propostas Inovadoras do Inep: portal QEdu selecionado, Inep – Ministério da Educação.
  • Prêmio Esso de Jornalismo 2012 – categoria Educação: produção de artigo de opinião e análises que embasaram a série de reportagens vencedora Aula de Excelência na Pobreza (de O Globo), ExxonMobil.
  • 14º Prêmio Imprensa Embratel – categoria Educação: produção de artigo de opinião e análises que embasaram a série de reportagens vencedora Aula de Excelência na Pobreza (de O Globo), Embratel (a Embratel fez um livro sobre as reportagens vencedoras do prêmio e duas páginas dele falam sobre a série e a parceria de Ernesto com o repórter Antonio Gois).

Acompanhe mais sobre o trabalho do alumnus em seu blog e veja um dos principais projetos dele na Fundação Lemann, o portal QEdu:

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