Oliver Alexander (ADM 2010) conta sobre sua profissão de fotógrafo, documentarista e professor de fotografia

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

O alumnus Oliver Alexander (ADM 2010fez de suas grandes paixões, a fotografia e a cinematografia, a sua profissão. Depois de viagens por diversos países Africanos, Europeus e Sul-Americanos para confecção de documentários, ele criou uma escola chamada Shooot It, que proporciona ao aluno uma enorme experiência imersiva no mundo da fotografia. Saiba mais na entrevista abaixo.

Como foi a decisão de se tornar fotógrafo profissional? Desde a época da faculdade você já tinha esses planos?

foto1_oliver_alexanderA fotografia (e videografia) tem sido meu(s) hobby(s) desde os 13 anos de idade. Eu consegui comprar meu primeiro equipamento mais sério com um dinheiro que ganhei de aniversário e desde então passei a dedicar uma quantidade de tempo e energia enorme para explorar a fundo o universo das imagens. Sempre foi uma paixão, e graças à internet e às dezenas de livros que adquiri ao longo dos anos, consegui aprender tudo que desejava sem precisar fazer cursos. Quando ingressei no Insper, as minhas ambições profissionais não tinham absolutamente nada a ver com a fotografia e videografia. Para mim estes eram os meus hobbies e eu nunca havia cogitado a possibilidade de trabalhar com isso. Fiz disso a minha profissão somente 2 anos após ter me formado, quando percebi que essa não era apenas minha grande paixão, mas a coisa que eu fazia melhor. Enfrentei os meus medos e entrei de cabeça na fotografia e videografia, e desde então nunca olhei para trás.

 

Você chegou a trabalhar na sua área de formação?

Sim, trabalhei por 1 ano na área de marketing da Procter & Gamble e na sequência na Endeavor, por 2 anos. Ambos eram focados na minha formação e não tinham nada a ver com a carreira que passaria a seguir posteriormente com a fotografia e videografia.

 

Como sua formação como administrador contribui para sua profissão?

Imagino que se não fossem pelos meus conhecimentos em administração talvez eu nunca teria conseguido criar uma carreira em cima da minha paixão. Por mais que eu atue profissionalmente como fotógrafo e videógrafo, o meu negócio é basicamente uma empresa que nem qualquer outra. Uma boa parte da minha rotina gira em torno da administração do meu negócio.

 

Conte um pouco mais sobre seu negócio e seus projetos.

Há um ano criei uma escola de foto e videografia e passo grande parte do meu tempo administrando o negócio e dando aulas, mas nos anos anteriores produzi uma série de projetos. O maior deles foi um documentário longa-metragem intitulado ‘Agora’, que acabou me levando para diversos países Africanos (Uganda, Quênia, Madagascar, Etiópia) onde documentei o cotidiano das pessoas enquanto morava com elas em suas casas por algumas semanas. Quando retornei dessa expedição e lancei o filme, comecei a receber uma enorme demanda por aulas de foto e videografia. Ao longo das aulas fui percebendo que as pessoas estavam procurando programas de foto/vídeo que ensinassem essas matérias de forma mais moderna e criativa – onde os alunos não só aprendem todos os modelos e ferramentas, mas também se imbuem no universo da fotografia e participam de uma série de atividades práticas. Montei uma escola de fotografia, chamada Shooot It, que proporciona isso. O que ofereço hoje em dia com a Shooot It não é um curso, mas sim uma enorme experiência imersiva onde o aluno entra sem nenhum conhecimento prévio e sai, depois de 1 mês, com um grande domínio fotográfico. Ainda não vi nada parecido na indústria, nem aqui nem no exterior, é realmente uma experiência única.

 

Quais os desafios que você teve nos seus projetos?

foto2_oliver_alexanderNossa, tenho tido MUITOS desafios! Um dos principais foi conseguir bancar os projetos e fazê-los do jeito que os desenhei (sem sofrer um viés muito grande do(s) patrocinador(es). Para conseguir viabilizá-los, tive que aprender a fazer quase todas as etapas do meu trabalho eu mesmo. Por exemplo, quando fui à África, cheguei com uma pequena mochila com roupas e uma grande mala de equipamentos de filmagem. Estava sozinho, com medo, com pouquíssimo dinheiro e com nenhuma experiência profissional em documentários. No meio da zona nordeste da Uganda, onde habitam as tribos Karamojong, passei quase um mês executando todas as funções do processo: filmando, entrevistando, captando áudio, produzindo, editando, colorindo, e muito mais. Depois disso foram mais 6 meses fazendo o mesmo em outras regiões da Uganda, depois Quênia, Madagascar e Etiópia. No final das gravações eu tinha mais de 200 horas de material, e havia me transformado num ser humano completamente diferente. Foi maravilhoso e pavoroso ao mesmo tempo.

Conheça os trabalhos do Oliver, além de informações sobre os cursos na Shooot It em seu site www.olialexander.com.

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