[{"jcr:title":"Centro de Estudos das Cidades divulga balanço de 2025","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/cop30"},{"richText":"A criação de um programa voltado à crise climática, que se junta agora à temática transversal do Urbanismo Social e da Segurança Cidadã, foi o marco do Laboratório Arq.Futuro do Insper no ano passado","authorDate":"27/02/2026 09h24","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Centro de Estudos das Cidades divulga balanço de 2025","variant":"image"},{"jcr:title":"amarelo / preto / vermelho"},{"themeName":"amarelo / preto / vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Evento realizado no Insper sobre povos indígenas e mudanças climáticas","alt":"Evento realizado no Insper sobre povos indígenas e mudanças climáticas"},{"text":"  O lançamento  do programa Cidade +2°C, voltado às mudanças climáticas, foi um dos marcos das atividades do  [Centro de Estudos das Cidades –  Laboratório Arq.Futuro do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-estudos-das-cidades)  (Insper Cidades) em 2025. O tema junta-se ao Urbanismo Social e à Segurança Pública Cidadã como um dos eixos norteadores do Centro —, de forma multidisciplinar e transversal, baseada no uso de dados e evidências e no diálogo entre territórios e pessoas, tal como definiu a Teoria da Mudança elaborada em 2024. O relatório com o balanço completo pode ser encontrado [neste link](https://20762974.fs1.hubspotusercontent-na1.net/hubfs/20762974/Bel/Insper%20Cidades_Booklet_2025.pdf) Para Tomas Alvim, coordenador-geral do Centro de Estudos das Cidades, 2025 foi um ano importante por ser o primeiro do Laboratório Arq.Futuro já como centro de conhecimento do Insper. Ele destaca o debate qualificado das questões urbanas proporcionado pelo comitê e pelo grupo regular de pesquisas, que se vale não apenas dos estudos gerados a partir do Insper Cidades, mas também de pesquisas de outras áreas da escola e até mesmo de outras universidades. No ano passado, o Centro contribuiu com várias discussões públicas sobre as questões urbanas do Brasil, sempre ancorado em dados obtidos com as pesquisas. “Ao mesmo tempo em que consolidamos esse processo, concluímos a quinta turma de pós-graduação em Urbanismo Social, que segue sendo um projeto de referência e muito laboratorial, no sentido de aprender com as diversas experiências da cidade e criar uma metodologia de ensino e capacitação para um público de escopos muito diferentes”, diz Alvim. Lançado oficialmente em agosto de 2025, o Cidade +2°C atua com produção de conhecimento—, laboratório de experimentação e formação —, focado nos eixos centrais de adaptação de baixo carbono, risco climático e financiamento. Os desafios que se colocam  foram apresentados já no lançamento, durante o encontro Cidade +2°C: Adaptação urbana, risco climático e financiamento em um mundo em aquecimento, que teve  [abertura do embaixador André Corrêa do Lago](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/cidades/um-conselho-para-impulsionar-a-adaptacao-das-cidades-as-mudancas-climaticas) , presidente da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, realizada em novembro de 2025, em Belém do Pará. Ainda em agosto, como desdobramento dos objetivos do programa durante a COP30, o Insper Cidades firmou um  [protocolo de intenções](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/cidades/insper-e-ministerio-dos-povos-indigenas-firmam-parceria-para-formacao-de-liderancas-indigenas-)  com o Ministério dos Povos Indígenas, para apoiar a formação de lideranças indígenas na academia e na administração pública. Alguns meses antes, as lideranças Txai Suruí e Thiago Henrique Karai Djekupe haviam ingressado na escola como pesquisadores bolsistas do programa Cidade +2°C. Os dados do Censo 2022 mostram a relação intrínseca entre cidades e Amazônia: a região Norte atingiu 78,5% de urbanização, o maior avanço do país desde 2010. Com o aquecimento do planeta da ordem dos 2°C em relação ao período pré-industrial, a Amazônia precisa de políticas de mitigação e adaptação urgentes, em prol da defesa da floresta, em compasso com investimentos e mudanças de atitude nos setores de infraestrutura e transportes, por exemplo — assuntos tratados transversalmente pelos cinco núcleos e três iniciativas do Laboratório Arq.Futuro do Insper. Além dos painéis com especialistas e autoridades do encontro Cidade +2°C, o Centro de Estudos das Cidades organizou seminários de grande repercussão na imprensa e na opinião pública, como o que trouxe ao Brasil o franco-colombiano Carlos Moreno, pioneiro na temática das cidades inteligentes. Na ocasião, em abril, o urbanista autografou o seu livro  [“A cidade de 15 minutos”](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/cidades/a-proximidade-como-um-horizonte-para-as-cidades-contemporaneas) , editado pela BEĨ, numa realização do Arq.Futuro e do Centro, com patrocínio de Iguatemi S.A., Casa Figueira e Diagonal. Ensino e outras realizações O Centro de Estudos das Cidades acredita que o Urbanismo Social, em paralelo à Segurança Pública Cidadã, seja uma das ferramentas para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global, entre os quais a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e a adaptação das cidades aos eventos extremos. Pioneira no país, a  [pós-graduação lato sensu em Urbanismo Social](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/programas-avancados/pos-graduacao-em-urbanismo-social)  do Insper Cidades, que chega agora à sua sexta turma,  já formou 149 alunos, com atuação nos setores público e privado, no terceiro setor e nas comunidades vulnerabilizadas. Internamente, avalia-se que a pós-graduação promoveu, em sala de aula, encontros tão improváveis quanto enriquecedores. Ainda no âmbito do ensino, o Centro teve, em 2025, seu sexto ano de atuação, um recorde de cursos de educação executiva: 15 no total. Outros destaques do Insper Cidades no ano de 2025 foram estes: * A ampliação do interesse pela Economia Azul e sua relação com o espaço urbano, por meio da realização de mais um curso de educação executiva e, principalmente, da publicação do livro “Economia Azul e cidades: uma introdução”, também com o selo BEĨ; * A participação do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável no estudo da Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, da qual faz parte, com 90 propostas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor em até 70% em, no máximo, 25 anos. O documento foi entregue ao governo federal visando à COP30; * O lançamento do portal do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável e de uma websérie, Insper Cidades na Mobilidade, em parceria com a Motiva; * O prosseguimento, por meio do Núcleo Arquitetura e Cidade, do projeto Placemaking Insper – Distrito de Inovação, criado para pensar a relação da escola com o seu entorno; * A conclusão da montagem, pelo Núcleo Economia Urbana, Cidades Inteligentes e Big Data, do portal CiDados, de dados urbanos, em parceria com o Centro de Ciência de Dados do Insper, além de sua pesquisa sobre os impactos da Faixa Azul em São Paulo, numa colaboração com o Núcleo Mobilidade Urbana; * A formalização, por parte do Núcleo Habitação, Real Estate e Regulação, do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o governo do estado de Pernambuco para a realização da pesquisa “Implantação da Plataforma Indutora de Políticas Habitacionais — PIPOH/PE”; * A parceria acadêmica do Insper Cidades no lançamento do estudo “Panorama climático das favelas & comunidades invisibilizadas – Visões e percepções do Brasil 2025”, da TETO, evento pré-COP; * O empenho para a captação de recursos feito pela Iniciativa Mulheres e Territórios para a primeira etapa do “Censo Heliópolis: da produção de dados à territorialização de políticas”, com três indicações de emendas parlamentares no nível municipal; * A proposta da Iniciativa Saúde Urbana para que essa área seja elevada à condição de critério estruturante das políticas públicas nos municípios brasileiros."}]