Revista de Economia e Administração – vol. 10 – n° 2

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Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Sumário

Diferenciais de produtividade ante uma nova medida de capital humano

Francisca Zilania Mariano e Ronaldo de Albuquerque e Arraes ……………………… 175-195

Impacto do nível de disclosure corporativo na volatilidade das ações de companhias abertas no Brasil

Fernando Dal-Ri Murcia, Flávia Cruz de Souza, Rodrigo Prante Dill

e Newton Carneiro Affonso da Costa Junior …………………………………. 196-218

Testando a hipótese de contágio entre o Índice Bovespa e o S&P500 ao longo da crise de 2008 com modelos multivariados de volatilidade

Marcelo Chaine …………………………………………………………………………. 219-240

Análise espacial da produtividade da cana-de-açúcar em Minas Gerais, 1990 a 2007

Vinícius Gonçalves Vidigal, Marília Fernandes Maciel Gomes,

Cláudia Bueno Rocha-Vidigal e Glauber Flaviano Silveira …………….. 241-261

Gestão de custos na administração pública: estudo de casos do governo da Bahia e do Banco Central do Brasil

Hong Yuh Ching, Henrique Flavio Rodrigues da Silveira e

Fátima de Souza Freire ……………………………………………………………….262-284

Orientação empreendedora em indústrias de alimentos: estudo exploratório com médias e grandes empresas do Sul do Brasil

Cristina Dai Prá Martens, Eloni José Salvi, Cristina Marmitt,

Ana Lúcia Bender Pereira, Henrique Mello Rodrigues de Freitas

e Tiago Miguel Both ………………………………………………………………….. 285-319

Diferenciais de produtividade ante uma nova medida de capital humano

Francisca Zilania Mariano

Ronaldo de Albuquerque e Arraes

Resumo

A partir de uma especificação diferenciada para a medida de capital humano, visando reduzir o viés de estimação observado na maioria dos trabalhos, que a identificam apenas através da educação, analisaram-se os diferenciais de produtividade individuais no Brasil. Para tanto, fez-se um ajuste na equação minceriana de rendimento ao se introduzir variações no coeficiente da variável capital humano em atendimento à sua derivação teórica, tornando-a mais realista a um cenário de contraste entre regiões menos e mais desenvolvidas – Nordeste e Sul-Sudeste – bem como o status econômico dos indivíduos – pobres e não-pobres. Microdados da PNAD/ IBGE de 2008, ano mais recente que permitiu a composição da variável capital humano, deram suporte às estimativas robustas, comprovando-se que esta nova medida de capital humano provoca efeitos diferenciados nos rendimentos quando comparada à variável educação, tanto na distribuição espacial quanto no status econômico dos indivíduos.

Palavras-chave: Capital humano; Rendimentos individuais; Equação minceriana.

Impacto do nível de disclosure corporativo na volatilidade das ações de companhias abertas no Brasil

Fernando Dal-Ri Murcia

Flávia Cruz de Souza

Rodrigo Prante Dill

Newton Carneiro Affonso da Costa Junior

Resumo

Aparentemente, uma maneira de reduzir o risco (volatilidade) de um investimento em ações seria a divulgação de informações mais completas sobre a empresa, reduzindo a incerteza derivada da assimetria de informação, de modo que os usuários externos pudessem tomar melhores decisões sobre seus investimentos. Portanto, a priori, o nível de disclosure das empresas e a volatilidade deveriam ter uma relação inversa. Este estudo testou essa relação para as 100 maiores empresas brasileiras não financeiras com ações negociadas na BM&FBOVESPA. Para esse fim, foram usadas as Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) referentes aos exercícios findos em 2006, 2007 e 2008. Foi utilizada a técnica de análise de conteúdo com uma métrica composta de 89 itens, dividida em duas grandes dimensões: econômica (42) e sócio-ambiental (47). Os resultados mostraram que o nível de disclosure corporativo impacta na volatilidade da ação da empresa. Contudo, isso ocorre apenas com o disclosure econômico. Já o disclosure socioambiental e o disclosure total (econômico e socioambiental), apesar de também possuírem relação inversa com a volatilidade, não são estatisticamente significativos. De certa forma, isso indica que nem todas as informações divulgadas pelas empresas possuem impacto na volatilidade das ações.

Palavras-chave: Disclosure; Volatilidade; Risco; Análise de conteúdo.

Testando a hipótese de contágio entre o Índice Bovespa e o S&P500 ao longo da crise de 2008 com modelos multivariados de volatilidade

Marcelo Chaine

Resumo

A hipótese de contágio entre os mercados financeiros do Brasil e dos Estados Unidos é esperada quando analisados períodos de crise em um dos países. O objetivo desse trabalho é verificar se essa hipótese é confirmada ao longo da crise financeira americana do ano de 2008, ou se ocorreu apenas uma mudança no padrão de interdependência dos mercados. Por meio de modelos multivariados de volatilidade, é calculada a correlação condicional esperada entre os mercados, sendo verificada a ocorrência de quebra estrutural na série, o que confirma a hipótese de contágio entre os mercados.

Palavras-chave: Contágio; Interdependência; Volatilidade multivariada; GARCH.

Análise espacial da produtividade da cana-de-açúcar em Minas Gerais, 1990 a 2007

Vinícius Gonçalves Vidigal

Marília Fernandes Maciel Gomes

Cláudia Bueno Rocha-Vidigal

Glauber Flaviano Silveira

Resumo

O presente trabalho buscou analisar a distribuição espacial da produtividade da cana-de-açúcar nos municípios do Estado de Minas Gerais, de 1990 a 2007. Para isso, utilizou-se a Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE). Os principais resultados indicam que os municípios com maiores índices de produtividade estavam principalmente no Triângulo Mineiro e nas regiões: Central Mineira, Sul/Sudoeste de Minas e Campo das Vertentes. Detectou-se a existência de auto-correlação espacial positiva entre os municípios e o prevalecimento de um cluster alto-alto (AA) no Triângulo Mineiro. Os elevados índices de produtividade nessa região têm sido influenciados por fatores e da foclimáticos, melhorias tecnológicas e localização geográfica favorável.

Palavras-chave: Produtividade da cana-de-açúcar; Minas Gerais; Análise exploratória de dados espaciais.

Gestão de custos na administração pública: estudo de casos do governo da Bahia e do Banco Central do Brasil

Hong Yuh Ching

Henrique Flavio Rodrigues da Silveira

Fátima de Souza Freire

Resumo

Alguns fatores, entre eles a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e novos instrumentos de gestão, migrados do setor privado, têm motivado empresas e órgãos do setor público no Brasil a adotarem uma nova gestão dos recursos públicos e de avaliação dos seus resultados. Esse artigo tem como objetivo relatar as experiências com a implantação de um sistema de custos pelo Governo da Bahia e pelo Banco Central do Brasil, seus diferentes formatos, análises e relatórios produzidos. A metodologia utilizada foi a do estudo de caso com relato das etapas envolvidas, benefícios esperados e resultados alcançados, bem como das dificuldades encontradas. As análises conduzidas nesse artigo indicam que os aperfeiçoamentos que aumentem a utilização gerencial do sistema de custos e a aderência do sistema ao plano teórico não são apenas possíveis como são necessários. A contribuição desse artigo é demonstrar como vem sendo implantado o sistema de custos em organizações públicas em geral no Brasil e, em particular, nas duas organizações objeto desse artigo. O relato desses dois casos não deve ser visto apenas como forma de compartilhar seus resultados, mas também como oportunidade de oferecer a outras organizações públicas, em qualquer esfera governamental, motivação e informações para o empreendimento de ações semelhantes.

Palavras-chave: Lei de Responsabilidade Fiscal; Contabilidade pública; Custeio baseado em atividade; Sistema de custo.

Orientação empreendedora em indústrias de alimentos: estudo exploratório com médias e grandes empresas do Sul do Brasil

Cristina Dai Prá Martens

Eloni José Salvi

Cristina Marmitt

Ana Lúcia Bender Pereira

Henrique Mello Rodrigues de Freitas

Tiago Miguel Both

Resumo

Este artigo trata da Orientação Empreendedora (OE), entendida como a postura empreendedora de uma organização. O objetivo do artigo é apresentar um estudo exploratório e qualitativo que buscou compreender como se manifesta a OE em indústrias de alimentos. A revisão teórica é sobre OE e suas dimensões: inovatividade, assunção de riscos, proatividade, autonomia e agressividade competitiva. A coleta de dados foi realizada em sete empresas da região central do Rio Grande do Sul, por meio de entrevistas semi-estruturadas com o principal dirigente e de questionário aplicado a gestores de demais níveis hierárquicos. A análise dos resultados possibilitou a caracterização da OE nas organizações, apresentando um panorama sobre como suas dimensões repercutem na prática organizacional, no contexto estudado. Em geral, constatou-se que a OE é caracterizada por apenas algumas dimensões e nem sempre as mesmas, dependendo de fatores peculiares a cada organização. A inovatividade destaca-se como a dimensão mais evidenciada e a agressividade competitiva como a menos evidenciada. A assunção de riscos, a proatividade e a autonomia parecem estar num grau intermediário. Em alguns aspectos também se identificou diferença entre a percepção de dirigentes e de gestores, sinalizando que elementos da OE podem não estar amplamente disseminados nas organizações.

Palavras-chave: Orientação empreendedora; Empreendedorismo; Inovação; Indústria de alimentos; Dimensões da orientação empreendedora.

 

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